O AdamiCast #133 abre a porta do Espaço Ser, em Dracena, com duas mulheres que construíram um centro de terapias integrado a partir de histórias pessoais de dor e reconstrução. Elaine Cristina Silveira Resende é massoterapeuta e terapeuta integrativa — passou dez anos sendo tratada como depressiva até descobrir que tinha fibromialgia. Neide Moreno Justino é facilitadora de Barras de Access e fundou o espaço depois de um curso que mudou a vida dela em 2018. Juntas, recebem pacientes em um lugar que é também refúgio pós-pandemia — onde massagem, terapias integrativas, Barras de Access e escuta são oferecidas por uma equipe multidisciplinar que trata a pessoa como um todo.
Como nasceu o Espaço Ser — a história da Neide
Neide é paulistana, veio pra Dracena com 9 anos, casou com 15, trabalhou a vida inteira no comércio e como costureira. Teve um buffett por um período. Em 2018, estava em uma fase difícil da vida, quase depressão, quando a Juliana Zanatta trouxe pra cidade o curso de Barras de Access. “Eu não ia fazer um espaço pra mim. Ia fazer pra alugar por sala. Mas o curso mudou a minha vida, da água pro vinho. Quando eu vi o que aconteceu comigo, falei: por que não passar isso pras pessoas?” A partir daí, Neide reformou o próprio espaço, convidou a Elaine (que já era massoterapeuta e tinha atendido a Neide em uma dor de ombro), e começou a montar a equipe. A Aline, depois a Jéssica (drenagem), o Celso (Barras de Access) e a Sayuri (também massoterapia).
O nome “Espaço Ser” não é por acaso. Neide explica: “A gente está buscando trazer um conforto pras pessoas, porque a vida nessa loucura, depois do Covid, as pessoas estão mais sofridas, mais carentes. O espaço é um refúgio pra fugir um pouco do cotidiano, do medo. E a gente trata as pessoas como um todo — que vem da medicina tradicional chinesa, da visão holística de corpo, alma e mente”. A equipe trabalha de forma integrada: quando uma massoterapeuta percebe que a dor do paciente precisa de algo mais, conversa com a equipe, ajusta o plano, encaminha. Não é atendimento fragmentado — é um só corpo, uma só história.
A Elaine e a fibromialgia: 10 anos tratada como depressiva até o diagnóstico certo
Elaine começou a sentir dores no corpo aos 20 anos. Na época, ainda não se falava muito em fibromialgia, e os médicos que consultou trataram o caso como depressão. “Fiquei uns dez anos tratando como depressão, fui pra psicólogo, psiquiatra, tomei remédio. Mas eu não tinha muito resultado. A dor era insuportável — o corpo todo, na pele, na junta, você põe o dedo e dói tudo”. A virada veio quando consultou o Dr. Fábio Segate, em Dracena, que finalmente diagnosticou fibromialgia e propôs um caminho: “Ele me deu duas opções: internar ou partir pra terapia alternativa. Eu não tinha mais nada a perder”.
O tratamento começou no AME, com acupuntura e auriculoterapia. A médica que a atendeu olhou pra orelha dela e perguntou, em questão de minutos, o que tinha acontecido com ela aos 9 anos. Depois, aos 12. Elaine saiu dali de queixo caído: “A medicina tradicional chinesa entende que o corpo deixa cicatrizes da vida. Só de olhar em algum ponto do seu corpo, eu entendo que alguma coisa aconteceu em algum período”. A combinação de acupuntura, auriculoterapia, massoterapia, Florais de Bach, psicanálise, psicoterapia e terapias integrativas tirou Elaine da fibromialgia em alguns anos. Hoje ela não tem mais sintomas — sente dores normais, como qualquer pessoa, mas nada da fibromialgia de antes. E foi a partir dessa experiência que ela decidiu se formar pra cuidar dos outros do mesmo jeito que foi cuidada.
As terapias do Espaço Ser: massoterapia, terapias integrativas e o trabalho em equipe
A Elaine trabalha com massoterapia e terapias integrativas, e o que ela faz vai muito além da massagem clássica. “Massoterapia não é só alívio de dores. A massagem é um toque na alma. A nossa dor está na alma. Claro que se chegar alguém com uma dor, eu vou tratar dessa dor primeiro, mas em um segundo momento a gente vai tocar na alma — a medicina tradicional chinesa primeiro busca a causa pra depois trazer o tratamento”. Quando uma dor não se resolve em uma ou duas sessões, ou quando vem acompanhada de questões emocionais, a Elaine aciona a equipe: “a gente conversa entre nós lá — Celso, Neide, as outras meninas, a parte de estética, a Sayuri — e faz um acompanhamento total dessas pessoas.”
A Sayuri atende também com massoterapia, a Jéssica trabalha com drenagem, e o Celso atua com Barras de Access (já é o terceiro facilitador de Barras na equipe, além da Neide). A equipe tem ainda o suporte do que chamam de “escuta” — que, segundo a Neide, é o que as pessoas mais precisam e menos recebem: “As pessoas estão precisando de pessoas ouvintes, não de pessoas que vão dar conselhos ou julgar. Ouvir, só ouvir, é só isso que ela está precisando”. A pandemia, segundo as duas, escancarou esse problema: pessoas isoladas que precisavam de toque, de presença, e não tinham. O Espaço Ser nasceu também como resposta a isso.
Barras de Access: o que é, como funciona e por que virou parte do tratamento
Barras de Access é uma prática energética criada nos Estados Unidos há cerca de 5-6 anos (no Brasil é mais novo, em torno de 2017-2018), fruto do trabalho de Gary Douglas e do Dr. Dain Heer. A técnica trabalha 32 pontos na cabeça, que correspondem a diferentes áreas da vida (dinheiro, corpo, comunicação, criatividade, sexualidade, entre outras). “As Barras de Access são 32 pontos na cabeça. Quando você está cheio de problemas e não consegue ver uma possibilidade na vida, sua mente fica fechada. Quando você faz Barras, esses canais abrem e a memória começa a procurar possibilidades. Inconscientemente isso acontece, através da energia. É incrível”.
A Neide explica que a sessão não exige que o paciente conte o problema: “Quem vai resolver não sou eu — é a sua energia. Às vezes você tem vergonha de contar o que aconteceu. As Barras você não precisa falar nada”. Durante a sessão, o paciente pode sentir frio (medo, pessoas que vivem no 360 ao invés do 220), calor (soltando a alegria), tremores, ou simplesmente um relaxamento profundo. O Pedro (que testou no episódio) saiu rindo, a Mariana sentiu frio. A técnica também tem sido usada pra questões específicas — dinheiro, relacionamento, trabalho — onde, segundo a Neide, é possível direcionar a sessão pra um foco. E, segundo ela, uma das maiores utilidades é ajudar a pessoa a aceitar mudanças, e a lidar com aquilo que não depende dela: “Tem coisa que não adianta se preocupar. Ou você muda, ou você aceita do jeito que é, ou você se afasta. Mas não se prejudica por coisas externas”.
Onde encontrar
O Espaço Ser funciona em Dracena, SP, com atendimento de massoterapia, terapias integrativas, Barras de Access e drenagem. A equipe é multidisciplinar e atende com agendamento prévio. Para conhecer o espaço, tirar dúvidas ou agendar sessão, os canais são: @espacoserdracena (perfil oficial do espaço), @elainemassoterapeutadracen (Elaine Cristina — massoterapia e terapias integrativas) e @neide.terapias (Neide Moreno — Barras de Access). A Elaine atende com massoterapia, terapias integrativas, auriculoterapia e Florais de Bach. A Neide atende com Barras de Access e facilitadores do processo. A marcação de sessão é feita via direct em qualquer um dos perfis.
Resumo do episódio
O Espaço Ser em Dracena oferece um tratamento integrado de corpo, mente e energia através de massoterapia, terapias integrativas e Barras de Access. Fundado por Neide Moreno e Elaine Cristina Silveira Resende, o espaço nasceu de histórias pessoais: Elaine passou dez anos sendo tratada como depressiva até descobrir fibromialgia e se curar com terapias alternativas, enquanto Neide transformou sua vida ao fazer um curso de Barras de Access em 2018. O centro funciona com uma equipe multidisciplinar que trabalha de forma integrada, entendendo a pessoa como um todo e oferecendo escuta como parte fundamental do tratamento.
Principais aprendizados
- A fibromialgia pode ser diagnosticada incorretamente como depressão, mas responde bem a tratamentos integrados como acupuntura, auriculoterapia e massoterapia.
- A medicina tradicional chinesa entende que o corpo deixa cicatrizes da vida em pontos específicos que podem ser identificados através de técnicas como auriculoterapia.
- Barras de Access trabalha 32 pontos na cabeça correspondentes a diferentes áreas da vida e abre canais energéticos para que a mente procure possibilidades sem necessidade de verbalizar problemas.
- Um espaço terapêutico integrado funciona com equipes multidisciplinares que se comunicam e ajustam o plano de tratamento conforme percebem novas necessidades do paciente.
- Escuta genuína, sem julgamento ou aconselhamento, é uma necessidade que as pessoas mais precisam e menos recebem, especialmente depois da pandemia.
Perguntas respondidas neste episódio
Como é tratada a fibromialgia com terapias alternativas?
O tratamento combina acupuntura, auriculoterapia, massoterapia, Florais de Bach, psicanálise e psicoterapia. A medicina tradicional chinesa busca a causa raiz da dor antes de definir o tratamento, entendendo que o corpo registra cicatrizes de eventos traumáticos que podem ser identificadas em pontos específicos.
O que são Barras de Access e como funcionam?
Barras de Access é uma técnica energética que trabalha 32 pontos na cabeça, cada um correspondendo a diferentes áreas da vida como dinheiro, corpo, comunicação e criatividade. Quando a mente está fechada de problemas, a sessão abre esses canais para que a memória procure possibilidades. O paciente não precisa falar sobre seus problemas durante a sessão.
Como funciona o trabalho integrado de uma equipe multidisciplinar no tratamento?
Quando uma dor não se resolve em poucas sessões ou vem acompanhada de questões emocionais, a equipe se reúne, conversa sobre o caso e ajusta o plano de acompanhamento. A massoterapia, drenagem, Barras de Access e escuta trabalham juntas para tratar a pessoa como um todo, sem fragmentar o atendimento.
Por que a escuta é importante no tratamento integrado?
As pessoas precisam principalmente de escuta genuína, sem julgamento ou conselhos, o que muitas vezes não recebem. A pandemia intensificou essa carência ao deixar pessoas isoladas e sem acesso ao toque e à presença de outros. O Espaço Ser oferece escuta como parte fundamental do cuidado.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.