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Episódio 100 do AdamiCast: a história do João, o produtor que virou convidado no episódio mais especial | AdamiCast #100

24 de março de 2022 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #100 do AdamiCast

Quando o AdamiCast chegou ao episódio 100, em 24 de março de 2022, o escolhido pra ocupar o lugar de convidado foi quem costumava ficar por trás das câmeras: João, o produtor que toca a transmissão, cuida dos cortes, opera o OBS e faz o podcast rodar há quase dois anos, desde o começo da pandemia.

O episódio 100 foi basicamente o que o próprio podcast sempre faz — conversar com gente da região — mas com o foco invertido. Quem tava na berlinda era a equipe. O resultado é uma radiografia de como nasceu, o que precisa e até onde vai um negócio regional de conteúdo audiovisual em cidade pequena, gravado bem na frente da galera que costuma assistir.

De um vídeo na Cervejaria Du ao plantão semanal

Pedro Adami e o João se conheceram na Cervejaria Du, em Dracena. Pedro prestava serviço pra casa e o João, que tinha acabado de comprar a primeira câmera, fez uma filmagem lá que Adolfo, dono da cervejaria, encaminhou pra Pedro. Pedro viu o vídeo, gostou, e ligou pra ele: tinha um serviço de filmagem do lançamento do Tracker na Proeste (a concessionária Chevrolet de Dracena, comandada naquela época pela Ariana).

Foi a primeira experiência dos dois juntos. O João começou filmando no ambiente interno da concessionária, Pedro pediu pra refazer as cenas, foram pro aeroporto gravar com o carro ao ar livre e a parceria começou a se consolidar, ainda antes da pandemia. Quando os negócios presenciais fecharam em 2020, Pedro decidiu voltar pra Dracena com a Mariana e precisou de alguém que dominasse a parte técnica. O João vinha fazendo transmissões na Twitch e sabia mexer no OBS, o software de transmissão. Começou a operar o podcast, virou produtor, e no episódio 100 a dupla está completando quase dois anos de transmissões semanais.

A engrenagem por trás da câmera

O episódio 100 serve pra mostrar um lado que o espectador raramente vê. A equipe do AdamiCast trabalha com várias câmeras, microfones específicos pra cada situação e transmissão simultânea em múltiplas plataformas (YouTube, Facebook, Twitch, Spotify, TikTok e Instagram). Cada uma dessas plataformas tem regras próprias de armazenamento: o Facebook apaga conteúdo antigo; a Twitch, com o Amazon Prime, some após 45 a 60 dias; o Instagram não preserva transmissões longas com a configuração que eles usam.

O resultado é que “o lugar onde está realmente tudo armazenado é no YouTube e no meu computador”, disse o Pedro. Por isso o pedido recorrente do podcast é inscrever-se no canal de vídeos. João lembra ainda que, no começo, partes da engrenagem foram compradas e não davam certo, sem curso pra ensinar e sem a chance de trocar pelo modelo certo. “Tinha muita coisa que você só ia saber se realmente testasse.” A transcript do ep 100 é salpicada por pequenas falhas ao vivo (câmera errada, microfone fora), mostrando exatamente que o trabalho é em construção permanente.

Gabi, o Diego e o resto do time que ninguém vê

João não toca o podcast sozinho. Nos dias em que ele falta, Gabi, a namorada do amigo Diego, “praticamente a minha assistente”, é quem assume a operação. É a versão mais concreta da tese do próprio episódio: nenhum negócio regional se sustenta sozinho, é sempre rede. Pedro citou ainda autores antigos como reabastecimento emocional — “tinha dia que a gente não tava bem, a gente lembrava de algum episódio em que aquela pessoa passou por aquilo que não foi fácil pra ela”.

O episódio 100 mistura esses bastidores com uma série de histórias pessoais do João, que são a parte mais leve da conversa. Pedro e Mariana conduzem o papo com perguntas próximas, e o João fala de perrengues profissionais, da fase de implantes dentários, e admite que nunca lembra de olhar pra câmera do meio na hora de se despedir. O resultado é um retrato honesto de quem fica atrás da câmera, mostrando que o sucesso do podcast é construído nos bastidores, e os bastidores têm nome.

Onde encontrar

O episódio 100 foi gravado em Dracena, SP, onde o AdamiCast é produzido. Para acompanhar a programação, os próximos episódios e os cortes, siga o podcast nas plataformas:

YouTube: canal completo do AdamiCast · Facebook: AdamiCast · Twitch: adamicast · TikTok e Instagram: @adamicast

Resumo do episódio

O episódio 100 do AdamiCast inverte o roteiro habitual e coloca João, o produtor técnico do podcast, no lugar de convidado. A conversa reconstrói como a parceria entre ele e Pedro Adami começou, na Cervejaria Du em Dracena, e como se consolidou durante a pandemia, quando João passou a operar o OBS e virou peça central da transmissão semanal. O texto detalha a estrutura técnica por trás do programa, as plataformas usadas, os problemas de armazenamento de cada uma e as pessoas que sustentam a operação além das câmeras, como Gabi, que assume quando João falta.

Principais aprendizados

  • Um negócio regional de conteúdo audiovisual depende de rede de pessoas, não apenas do apresentador principal.
  • Cada plataforma de transmissão tem regras próprias de armazenamento, o que exige um local central e confiável para guardar o conteúdo definitivo.
  • Parte do aprendizado técnico em produção audiovisual vem de testar equipamentos na prática, sem curso disponível para ensinar o uso correto.
  • Transmissões em múltiplas plataformas simultaneamente exigem estrutura com várias câmeras e microfones específicos para cada situação.
  • Falhas ao vivo, como trocar câmera ou deixar microfone fora, fazem parte do processo contínuo de construção de um produto audiovisual.
  • Recorrer a episódios antigos com histórias de superação pode funcionar como reabastecimento emocional para a própria equipe que produz o conteúdo.

Perguntas respondidas neste episódio

Onde fica armazenado de forma definitiva o conteúdo do AdamiCast?

O conteúdo é preservado principalmente em duas fontes: o canal do YouTube e o computador da produção. As demais plataformas onde o programa também é transmitido têm limitações de armazenamento, apagando ou removendo o material após determinado período, por isso o YouTube funciona como o arquivo mais confiável e completo dos episódios.

Por que os vídeos desaparecem em algumas plataformas de streaming?

Cada plataforma tem uma política própria de retenção de conteúdo. O Facebook apaga material antigo, a Twitch remove as transmissões após 45 a 60 dias quando vinculada ao Amazon Prime, e o Instagram não preserva transmissões longas com a configuração usada pela produção. Por isso é necessário manter uma cópia definitiva em outro lugar.

Como aprender a operar equipamentos de transmissão e produção audiovisual sem curso disponível?

No começo, parte do aprendizado veio da tentativa e erro, comprando equipamentos que às vezes não funcionavam como esperado e não podiam ser trocados pelo modelo certo, já que não havia curso específico disponível para ensinar o uso correto. A prática de testar diretamente os aparelhos foi o que revelou o que realmente funcionava.

Um podcast ou canal de conteúdo regional consegue se sustentar com apenas uma pessoa na produção?

Não, mesmo tendo um produtor técnico principal, a operação depende de outras pessoas para continuar funcionando quando ele não está disponível. Isso mostra que um negócio regional de conteúdo audiovisual normalmente precisa de uma rede de colaboradores, e não apenas de uma única pessoa cuidando de toda a parte técnica.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.