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Educação Física além da academia: a história de Izabela Ferro | #423

09 de outubro de 2025 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #423 do AdamiCast

Izabela Ferro cresceu em Presidente Prudente, onde cursou graduação e mestrado em Educação Física na UNESP. Desde cedo gostava de esporte e tinha vocação para a área, mas foi a mãe quem deu o empurão decisivo quando ela ainda pensava em seguir o jornalismo. O conselho simples mudou o rumo de tudo.

A virada aconteceu dentro de um grupo de pesquisa chamado GESAF, liderado pela professora Jamile. Ali, Izabela descobriu que a Educação Física vai muito além do personal trainer e das academias: ela pode atuar diretamente na redução de gastos com saúde pública, no controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, e na qualidade de vida de pacientes a partir dos 50 anos. Foi amor à primeira pesquisa.

Jornada entre a prática e a academia

Depois de se formar em 2015, Izabela atuou como personal trainer e em academias de Presidente Prudente. A experiência foi curta, mas reveladora: ela já sentia que o lado acadêmico puxava mais forte. Em 2019, entrou na Unifadra, em Dracena, como professora do ensino superior. Na primeira aula, o projetor travou, ela foi para a lousa e deu a aula inteira de improviso. Quando saiu da sala e a turma elogiou, soube que tinha encontrado o seu lugar.

Seis anos depois, ainda sente aquele friozinho na barriga antes de começar com uma turma nova. E comemora isso: quando o nervosismo vai embora, ela diz, é sinal de que chegou a hora de trocar de profissão.

O impacto do exercício na saúde pública

Uma das áreas de paixão de Izabela é o trabalho com hipertensos e diabéticos. Durante anos no grupo de pesquisa, ela acompanhou como a prática regular de exercício físico pode reduzir a dosagem de medicamentos, diminuir efeitos colaterais e evitar consultas e internações desnecessárias. Os pacientes iam a cada três meses ao médico com um relatório de evolução, e muitos saíam com a dosagem reduzida.

O impacto vai além do individual. Menos idas ao pronto-socorro, menos gastos com remédios e exames, mais dinheiro público disponível para quem realmente precisa. A pandemia ajudou a abrir os olhos da população para essa conexão entre saúde e movimento, e Izabela viu isso de perto nos projetos da faculdade.

Projetos que conectam alunos e comunidade

Na Unifadra, o curso de Educação Física mantém dois programas que atendem a comunidade de Dracena: o Programa Parkson, voltado para pacientes com Parkinson, e o Projeto Viva Vida, com foco em qualidade de vida para idosos. Durante a pandemia, os atendimentos continuaram por vídeo, o que mostrou o quanto aquela rotina fazia diferença na vida dos participantes.

Esses projetos também são espaço de estágio obrigatório. Alunos de Educação Física trabalham lado a lado com estudantes de medicina, enfermagem, psicologia e pedagogia, numa experiência multidisciplinar que antecipa o mercado real. A parceria com a prefeitura e a Secretaria de Saúde de Dracena é o que viabiliza tudo isso.

Esporte de alta performance e novos nichos

Outro grupo de estudos na Unifadra, liderado pelo professor Diego, acompanha os atletas do Dracena Futsal, time que já disputou a liga nacional. Alunos fazem avaliações físicas, produzem dados para TCCs e têm contato direto com atletas de alto rendimento. Um egresso do curso, Guilherme, hoje faz parte da comissão técnica do time.

A faculdade também levou para a Feira de Profissões esportes novos como o Pickleball e o rugby, trazendo praticantes e treinadores para conversar com os alunos. A mensagem é clara: quem se especializa primeiro em uma modalidade emergente sai na frente quando a demanda explodir.

A corrida que virou tradição

Neste mês de outubro, o curso organiza a terceira edição da sua corrida e caminhada, evento que faz parte do calendário dos 80 anos de Dracena. Nas duas primeiras edições era só caminhada, restrita ao público interno. Agora são 5 km de corrida e 3 km de caminhada, abertos para toda a comunidade e região, com categorias dos 14 aos 60 anos, premiação, música ao vivo e arrecadação de alimentos para doação.

A organização é feita pelos próprios alunos, em comissão de mais de 30 pessoas. Para Izabela, a experiência vale tanto quanto qualquer disciplina: eles aprendem na prática o que é organizar um evento esportivo, trabalhar em equipe e entender que a Educação Física tem dimensões que vão muito além da quadra.

Onde encontrar

Izabela Ferro atua em Dracena, SP, como coordenadora do curso de Educação Física da Unifadra. Acompanhe o trabalho dela e da instituição no Instagram: @iza_ferro e @unifadra.

Resumo do episódio

Izabela Ferro descobriu que a Educação Física vai muito além de academias e personal training ao integrar um grupo de pesquisa na UNESP, onde aprendeu sobre o impacto da prática de exercício na redução de doenças crônicas e gastos com saúde pública. Atualmente coordena o curso de Educação Física na Unifadra em Dracena, onde desenvolve projetos comunitários como o Programa Parkson e Projeto Viva Vida, além de acompanhar atletas de futsal de alto rendimento e preparar alunos para mercados emergentes como o pickleball e rugby.

Principais aprendizados

  • A Educação Física atua na redução de gastos com saúde pública através do controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
  • Exercício físico regular pode reduzir a dosagem de medicamentos em pacientes hipertensos e diabéticos, diminuindo efeitos colaterais e internações desnecessárias.
  • Projetos multidisciplinares na faculdade conectam alunos de Educação Física com estudantes de medicina, enfermagem, psicologia e pedagogia para formar profissionais preparados para o mercado real.
  • Especializar-se em modalidades esportivas emergentes como pickleball e rugby oferece vantagem competitiva quando a demanda por profissionais cresce.
  • Organizar eventos esportivos na prática ensina aos alunos competências de planejamento, trabalho em equipe e a amplitude da Educação Física além da quadra.

Perguntas respondidas neste episódio

Como o exercício físico impacta os gastos com saúde pública?

A prática regular de exercício em pacientes com doenças crônicas reduz a necessidade de medicamentos, diminui efeitos colaterais e evita consultas e internações desnecessárias. Pacientes acompanhados regularmente costumavam sair das consultas com dosagens reduzidas, gerando economia significativa de recursos públicos.

Quais projetos de Educação Física atendem a comunidade de Dracena?

A Unifadra mantém o Programa Parkson para pacientes com Parkinson e o Projeto Viva Vida focado em qualidade de vida para idosos. Ambos são espaços de estágio obrigatório para alunos de Educação Física, realizados em parceria com a prefeitura e Secretaria de Saúde.

Como alunos de Educação Física têm contato com esportes de alto rendimento?

A Unifadra possui um grupo de estudos que acompanha os atletas do Dracena Futsal, time que já disputou a liga nacional. Alunos realizam avaliações físicas, produzem dados para trabalhos de conclusão de curso e têm contato direto com atletas de performance elevada.

Por que se especializar em modalidades esportivas emergentes?

Quem se especializa primeiro em modalidades emergentes como pickleball e rugby sai na frente quando a demanda explodir. A faculdade leva esses esportes para eventos e conecta alunos com praticantes e treinadores especializados.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.