#278

Eduardo Patuto Kovaleski: de Curitiba pra Dracena, o arquiteto que diz que a casa se faz de dentro pra fora | #278

11 de janeiro de 2024 • 20 min de leitura

Este texto vem do episódio #278 do AdamiCast

No episódio #278 do AdamiCast, em 11 de janeiro de 2024, o arquiteto e urbanista Eduardo Patuto Kovaleski (@ekovaleski.arq), contou como virou arquiteto por influência do tio que já era da área (via ele desenhando com canetinhas e fazendo reforma na casa dos avós, e achava o máximo, e com 17 anos um amigo falou de arquitetura e foi certeiro), e da vinda de Curitiba pra região com 13 anos (tava muito frio lá, o pai falou vamos curtir o calor, e acabou atravessando o Oeste pra se formar na UNOESTE em Presidente Prudente), e do começo no Santa Helena Home Center antes de abrir o próprio escritório (foi uma escola, viu de tudo, aprendeu a precificar e a lidar com cliente que é o que a faculdade não ensina), e da arquitetura regional de Dracena que é muito diferente de Curitiba (aqui o foco é área de lazer com ventilação porque o calor é outro, lá o cara quer face norte com sol, aqui o cara quer fugir do sol senão o ar condicionado não aguenta), e do estilo industrial e do Rancho que a Mari e o Pedro viram passando na rua (concreto aparente, elétrica exposta, vidro gigantesco, tom de preto e cinza, e que na teoria era pra ser mais barato mas na prática o aparente sai mais caro, e mais rápido de executar e de reformar depois porque é só puxar o fio), e da funcionalidade antes da estética (a casa acontece de dentro pra fora, ele pergunta se a pessoa gosta de cozinhar, assiste TV, recebe quantas pessoas, e o briefing do casal às vezes precisa ser separado porque se o casal tá dando muito certo aí que tá estranho, não é normal), e da iluminação que é o queridinho dele (a casa mais bonita sem iluminação adequada vira escuridão e passa despercebida, e ele citou a casa de cinema com tratamento acústico e desnível que levou 4 anos e foi uma virada de chave, e da automação com Alexa onde fala vamos assistir filme e já baixa o telão e fecha a cortina, e dos jardins de inverno verticais que viraram tendência porque o espaço e a manutenção mudaram), e do verde que é o que falta na casa industrial (ele colocou cimento queimado e só o picles e o grute, e a Mari sentiu que precisava de verde, e o verde muda a percepção do ambiente, e o industrial sem verde fica frio demais).

De como virou arquiteto (tio desenhava com canetinhas, escolheu aos 17, UNOESTE em Prudente, veio de Curitiba aos 13 pra curtir o calor)

De como virou arquiteto, da vinda de Curitiba pra região, e da UNOESTE em Presidente Prudente, e segundo o Eduardo, arquitetura é uma coisa que sempre aconteceu na vida dele, e isso aconteceu por diversos fatores, e ele sempre teve o tio do lado que era arquiteto, e via ele lidando com projetos, e achava o máximo, e na época do tio era tudo feito à mão, e ele usava canetinhas, e ele falava cara eu quero essa profissão, e via reformas na casa dos avós, e arquitetura sempre aconteceu pra ele, e aos 17 anos na hora de definir o que ia fazer pro resto da vida, conversando com um amigo, surgiu a arquitetura como uma opção muito forte, e foi muito certeiro, e foi muito feliz na escolha, e considera a profissão como o hobby também, e segundo ele, ele é nascido em Curitiba, e veio pra cá na adolescência, nos 13 anos mais ou menos, e tava muito frio lá, e o pai falou ah vou curtir o calor, passar um calorzinho aqui, e aí ele atravessando o Oeste foi se formar, e se formou na Universidade do Oeste Paulista, a UNOESTE, em Presidente Prudente, e a família tava por aqui, e acabou voltando, e começou a trabalhar em algumas lojas do departamento, e o Santa Helena foi uma delas, e teve essa oportunidade antes mesmo de se formar, e pra ele foi uma escola muito grande, e o fato de começar dentro de uma loja é legal porque começa a ver muita coisa de tudo.

Do começo no Santa Helena antes de abrir o escritório (a escola de verdade, lidar com cliente, ver vários projetos ao mesmo tempo, o que a faculdade não ensina)

Do começo no Santa Helena e nas outras lojas antes de abrir o escritório, e do que a faculdade não ensina, e segundo o Eduardo, ele começou pelo Santa Helena, e foi muito interessante, e muito bom pra ele profissionalmente, porque estar ali em contato com lojas era um contato direto com o mercado, e o mercado de trabalho, e a faculdade querendo ou não forma de maneira mais acadêmica, muito cru, e a loja deu essa visão um pouco mais mercadológica e de como encarar, e hoje ele está só com o escritório, mas a loja já deu uma visão de como um negócio sobre arquitetura, e segundo ele, a gente sai tão cru da faculdade que você não sabe precificar o seu trabalho, com certeza, e não sabe quanto te custa pra manter um escritório aberto, e não sabe quanto cobrar, e quanto isso vai te custar de verdade, e é só na vida real, e são umas pedradas umas cabeçadas, e o trato com os clientes, e segundo ele, é o ponto de partida, e porque além de ver vários projetos às vezes até assinado por colegas, e saber como cada um trabalha, e as indecisões dos clientes, e ele ficava às vezes perto dos profissionais que executam, e pra quem tá começando é muito complicado, tipo quem vou indicar pra construir, quem vou indicar pra fazer tal coisa, e você fica um tanto quanto perdido, e estudou fora da cidade, voltou pra cá, e como que ia começar, e os problemas da vida real que estando numa loja você se depara com vários problemas que talvez estando no escritório demoraria um tempo maior pra encontrar, e o fluxo de gente na loja é diferente, e segundo ele, é um intensivão do mundo da construção civil, e foi um ponto muito positivo, e ele lida com muitos projetos ao mesmo tempo, e começa a ver muita coisa ao mesmo tempo, e desde tendências, o que o pessoal tá usando, o que não tá, e como o pessoal às vezes faz aquilo, e como isso se aplica em Dracena, e segundo ele, a arquitetura tem essa questão de ser mais regional.

Da arquitetura regional de Dracena (calor, ventilação, área de lazer integrada, fugir do sol, diferente de Curitiba)

Da arquitetura regional de Dracena, do calor, da ventilação, e do que é diferente em relação a Curitiba, e segundo o Eduardo, a arquitetura tem essa questão de ser mais regional, e isso vale pelo clima, e pelo material utilizado, e regiões mais frias e perto de praia por exemplo não pode usar material que se deteriore com maresia, e aqui é totalmente quente, e os projetos já são diferentes, e segundo ele, o foco aqui é a área de lazer, com muita ventilação, e muito, e segundo ele, em Curitiba o pessoal procura apartamento que tem a face norte, com maior incidência de sol, e aqui a galera quer o contrário, quer fugir do sol, e não quer tanto sol na casa porque senão não aguenta com a conta de energia e com o ar condicionado, e tem esses contrapontos por conta da região, e segundo o Eduardo, a gente também tá numa região que é próximo ao Rio, e acredito que também deve ter um tipo de projeto muito diferente às vezes de algumas cidades grandes, e segundo ele, se prioriza muito hoje dentro dos projetos e das decisões de projeto muito voltado a isso mesmo, o calor, e ele querendo ou não gera algumas ocasiões em volta da piscina e em volta da churrasqueira, e é muito voltado e realmente é o que as pessoas mais estão procurando, e fazer essa área de lazer integrada, e agora orora parece que tá em alta, e segundo ele, o que ele vê é que uma questão existente é que os espaços estão cada vez menores, e antes se falava de terrenos super gigantes, e hoje os espaços estão um pouco mais restritos, e uma forma de otimizar isso e manter essa questão dentro das casas é fazer por exemplo um Espaço Gourmet já integrado com a sala de jantar, e que já funciona como uma sala de jantar, e tem uma multifuncionalidade, e antes era tudo separado, sala, sala de jantar, cozinha, e tinha Copa, e agora é como aquelas salas que você só usava no Natal.

Do estilo industrial e do Rancho que a Mari e o Pedro viram (concreto aparente, elétrica exposta, vidro gigantesco, preto e cinza, na teoria mais barato mas na prática sai mais caro)

Do estilo industrial, do Rancho que a Mari e o Pedro viram, do concreto aparente, e da elétrica exposta, e segundo o Eduardo, o Rancho era concreto aparente, blocos de concreto, e ficou muito top, muito moderno, e tudo a iluminação industrial, e a parte elétrica também ela é externa, e a proposta desse estilo construtivo de design é mostrar a estrutura da casa, e você não reboca, e segundo ele, é apaixonado por isso, adora, e o Pedro ama porque pra passar fio é uma maravilha, e o Mari odeia, e a pessoa quase não gosta, e ele fica falando que mentira sério, mas tem que deixar tudo bonitinho, e toda casa que ele muda ele vai lá e troca a fiação, e a Mari falou que quando eles alugaram uma casa em Monte Verde, por coincidência era tudo industrial, e ele ficou admirando como o cara passou a fiação no meio da madeira, e como combinou, e como passou esse fio ali, e onde que começa, e segundo ele, dormiu olhando os fios, e segundo ele, esse tipo de solução é bacana, e é muito legal as soluções que a gente consegue propor, e você vê que é uma coisa simples, o cara não rebocou, o cara usou uns blocão de concreto, mas contrapartida ele colocou uma janela gigantesca, vidro gigantesco, e ficou muito moderno, e o tamanho da porta tudo, e tons de preto e cinza porque o concreto aparente era os blocos meio cinzinha, e as esquadrias todas pretas, e bastante vidro, e na hora de fazer uma construção assim se torna mais barato porque não vai ter pintura essas coisas, ou pelo menos deveria ser, e segundo ele, na teoria deveria ser, mas assim como se tor, você gasta uma fortuna de esquadrias pra ficar bonito, e o estilo industrial surgiu nesse sentido, era um reaproveitamento de estruturas existentes, e o Loft vem depois de um pós-guerra onde eles ocupavam partes industriais pra transformar numa residência, e pra você assumir esse estilo precisa ter um conduíte, um eletroduto, uma eletrocalha, e às vezes essas peças são um pouco mais caras do que você usar um conduíte rebocado, e o aparente é mais caro do que o que vai embutido na parede, mas a construção é mais rápida, e a manutenção de uma reforma é mais fácil porque a fiação tá exposta, e não precisa quebrar nada, é só puxar um fio, e segundo ele, aqui em Dracena isso ainda não está em alta, é algo mais pontual, e ele já fez algumas coisas nesse sentido principalmente comercial, e recentemente fez um projeto corporativo em Junqueirópolis, e a construção toda feita em bloco, e quando já tava feita o pessoal tava começando a rebocar, e ele chegou gritando pra parar com isso pelo amor de Deus, e a gente corre tanto atrás pra conseguir fazer, pra chegar e ver uma construção dessa, e foi legal que o cliente comprou a ideia depois de referências.

Da funcionalidade antes da estética (a casa se faz de dentro pra fora, briefing com o casal às vezes separado, o desenho do quadrado grande da churrasqueira mostra a prioridade)

Da funcionalidade antes da estética, da casa que se faz de dentro pra fora, do briefing com o casal, e do desenho que o cliente faz da casa dos sonhos, e segundo o Eduardo, o estilo preferido é difícil de escolher, e se você conversasse com o Eduardo recém formado ele ia falar uma casa moderna com caixote, e hoje ele já tem preferido uma casa um pouco mais com cara de casa de vó, e acha que tem mais cara de lar, e tem soluções incríveis que dá pra fazer uma casa tecnológica totalmente atual, mas com esse aspecto mais de conforto, de mais aconchego, e pode ser que amanhã mude, e segundo ele, o gosto vai, e antes imaginava uma casa grande, hoje já imagina uma casa mais compacta com outros tipos de conforto, e funcionalidade define as escolhas dele enquanto profissional, e segundo ele, a estética é importante mas ela não é prioridade, tem que ser bonito mas acima de tudo funcional, e quando vai começar o processo com um cliente, ele sempre fala que a casa acontece de dentro pra fora, e a gente vai ter que entender o que ele precisa, e segundo ele, é uma cozinha, mas você gosta de cozinhar, você recebe muitas pessoas, ou vocês ficam mais em família, e quando vocês vão receber, vocês recebem em média quantas pessoas, e tudo isso a gente vai desenvolvendo, e a casa vai acontecendo, e no quarto, você assiste televisão, e tem algumas coisas que a gente sempre orienta, e segundo ele, o programa de necessidades é o básico, e a partir disso que se desenha a casa em relação à necessidade, e começa a vir a parte da beleza, e isso dimensiona ambiente, e define uma ordem, e teve caso que ele fez casas pra um casal onde a rotina era um pouco diferente, e o cara acordava mais cedo, e ele fazia o quarto mais ao fundo, e o closet e o banheiro mais na frente, na hora que a pessoa entra no quarto, e segundo ele, isso muda completamente, e segundo ele, o grande desafio dentro de uma residência é conciliar as ideias de marido e mulher, e segundo ele, o briefing é uma entrevista que a gente faz com cada usuário da casa, e em alguns casos a gente aplica até de maneira separada pra pegar o briefing, e sai duas casas diferentes, e segundo ele, se tá dando muito certo aí que tá estranho, não é normal, porque é super normal ter divergência de ideia e de gosto, e segundo ele, quando o cliente vai desenhar a casa, ele pega a folha, e faz um quadradinho, e faz os três quartos, e os banheiros, e de repente faz a churrasqueira num quadrado grande, e segundo ele, isso mostra qual que é o sonho dele, qual que é a importância, e o que ele espera da casa, e às vezes você não consegue pôr um espaço tão grande por questões físicas, mas aí você consegue dar uma atenção especial com alguma solução que pra ele no dia a dia da churrasqueira vai mudar as coisas, e a forma como ele se expressa no desenho, um desenho pequenininho e o outro grande é a prioridade pra ele, é o que tem valor.

Da iluminação que é o queridinho (casa sem luz vira escuridão, cinema com tratamento acústico levou 4 anos, automação com Alexa, jardim de inverno vertical, verde que falta na casa industrial)

Da iluminação que é o queridinho dele, da casa de cinema que levou 4 anos, da automação com Alexa, e do verde que falta na casa industrial, e segundo o Eduardo, iluminação é o queridinho, e a iluminação tem capacidade de transformar, e uma coisa não tão bonita com beleza, mas ao mesmo tempo você vê uma construção super bacana, uma arquitetura super pensada, um design super legal, que não tem uma iluminação adequada, ela passa despercebida, e a iluminação tem poder de transformar, e a iluminação correta bem especificada tem o poder de uma casa linda no escuro ficar escura, e você fez um volume na fachada que deu um baita trabalho, e passa de noite e se não tiver a iluminação correta não vai ter o mesmo efeito, e para ele observa muito iluminação, e é o que mostra realmente o trabalho, e segundo ele, teve uma casa de mais alto padrão que ele pegou e durou um tempo, e foram 4 anos de execução, e apesar de ele estar fazendo outra que também tá dur quase esse tempo, e foi uma escola, foi uma virada de chave na vida dele, porque era uma casa que exigia mais dele, e exigia pensar muito mais, e se exigia algumas definições e soluções que ele precisava estar mais afinco na obra no dia a dia, e chegou a tomar a decisão mesmo, e por ser uma casa de alto padrão tinham algumas coisas que não se tem em casas mais usuais, por exemplo uma sala de cinema que precisava de tratamento acústico, e ele precisava prever o ponto do ar condicionado pra não bater com o telão, e a sala de cinema com desnível e soluções pra se fazer um desnível sem gerar peso na construção, e a sala pensada em nível, com sistema de som, espuma acústica pra todo lado, e a parte de automação hoje é um ponto da tecnologia muito forte dentro da construção, e por exemplo a gente cria um quadro central na casa onde concentra todos os drives, e a fita de LED trabalha numa voltagem diferente, e segundo ele, a automação é bacana mas tá tornando a gente uns vagabundos, e não levanta nem pra acender luz, e o acionamento é tudo integrado, e a Alexa é um sistema mais conhecido, e você aciona isso através do comando de voz, e você cria cenários, e fala vamos assistir filme, e já baixa o telão, fecha a cortina, liga, e segundo ele, hoje não se tem tanto jardim porque o espaço e a manutenção mudaram, e quando tem é entre os cômodos mesmos, e o jardim de inverno vertical, e a tendência agora é essa, e segundo ele, a gente no escritório sempre que possível tá trabalhando um verde porque muda completamente a percepção do ambiente, e a questão do calor por exemplo, e o concreto suga muito calor, e o industrial precisa de verde, e o verde acende, e segundo o Eduardo, a casa dele tem cimento queimado e a Mari colocou o picles e o grute, e ele falou que a parede tava linda mas precisava de algo, e a Mari sentiu que precisava de um verde, e a gente não tinha nenhuma florzinha, e tem que ser artificial porque requer tempo, e segundo ele, o Rancho do industrial provavelmente deve ter verde lá dentro pra ficar bonito porque é tudo cinza e preto, e segundo ele, e o contexto ali justamente, você vai ver muito verde em volta, e quebra um pouco a frieza, e mesmo sendo num condomínio com muita casinha grudada uma na outra ainda tinha uns verdinhos na frente que dava pra quebrar um pouquinho.

Onde encontrar

O Eduardo Patuto Kovaleski (@ekovaleski.arq) é arquiteto e urbanista em Dracena, e a história dele é contada no episódio #278 do AdamiCast, em 11 de janeiro de 2024, com a influência do tio arquiteto (via ele desenhando com canetinhas e fazendo reforma na casa dos avós, e achava o máximo, e com 17 anos um amigo falou de arquitetura e foi certeiro), e a vinda de Curitiba pra região com 13 anos (tava muito frio lá, o pai falou vamos curtir o calor, e acabou atravessando o Oeste pra se formar na UNOESTE em Presidente Prudente, e a família tava por aqui, e acabou voltando), e o começo no Santa Helena Home Center antes de abrir o próprio escritório (foi uma escola, viu de tudo, aprendeu a precificar e a lidar com cliente que é o que a faculdade não ensina, e a visão mercadológica de como encarar o trabalho), e a arquitetura regional de Dracena que é muito diferente de Curitiba (aqui o foco é área de lazer com ventilação porque o calor é outro, lá o cara quer face norte com sol, aqui o cara quer fugir do sol senão o ar condicionado não aguenta, e os espaços estão cada vez menores e por isso a tendência é integrar a área de lazer com a sala de jantar e a cozinha), e o estilo industrial e o Rancho que a Mari e o Pedro viram passando na rua (concreto aparente, elétrica exposta, vidro gigantesco, tom de preto e cinza, e que na teoria era pra ser mais barato mas na prática o aparente sai mais caro, e mais rápido de executar e de reformar depois porque é só puxar o fio, e aqui em Dracena ainda não tá em alta mas tá engatinchando principalmente no comercial, e ele fez um projeto corporativo em Junqueirópolis com bloco aparente e o cliente ia rebocar e ele chegou gritando pra parar com isso pelo amor de Deus), e a funcionalidade antes da estética (a casa acontece de dentro pra fora, ele pergunta se a pessoa gosta de cozinhar, assiste TV, recebe quantas pessoas, e o briefing do casal às vezes precisa ser separado porque se o casal tá dando muito certo aí que tá estranho, não é normal, e o desenho que o cliente faz da casa dos sonhos mostra a prioridade, e o quadrado grande da churrasqueira diz tudo), e a iluminação que é o queridinho dele (a casa mais bonita sem iluminação adequada vira escuridão e passa despercebida, e a iluminação tem poder de transformar, e a casa de cinema com tratamento acústico e desnível levou 4 anos e foi uma virada de chave na carreira, e exigia decisões no dia a dia, e a automação com Alexa onde fala vamos assistir filme e já baixa o telão e fecha a cortina, e os jardins de inverno verticais que viraram tendência porque o espaço e a manutenção mudaram, e o verde que é o que falta na casa industrial porque o concreto suga calor e fica frio demais, e a casa dele com cimento queimado e só o picles e o grute e a Mari sentiu que precisava de verde).

Resumo do episódio

Eduardo Patuto Kovaleski é arquiteto e urbanista que se formou na UNOESTE após migrar de Curitiba aos 13 anos. Trabalhou no Santa Helena Home Center antes de abrir seu próprio escritório, experiência que o ensinou a precificar e lidar com clientes, conhecimentos que a faculdade não oferecia. O episódio explora como a arquitetura regional de Dracena difere de Curitiba, priorizando áreas de lazer com ventilação e fuga do calor, além de discutir estilos como o industrial com concreto aparente, a importância da funcionalidade sobre estética e o papel transformador da iluminação em projetos.

Principais aprendizados

  • A experiência prática em uma loja de materiais de construção oferece conhecimento sobre precificação, relacionamento com clientes e visão mercadológica que a faculdade não ensina.
  • A arquitetura regional é condicionada pelo clima, materiais disponíveis e hábitos locais, fazendo que projetos em Dracena priorizem áreas de lazer e ventilação diferente de cidades mais frias como Curitiba.
  • O estilo industrial com concreto aparente e fiação exposta é mais rápido de executar e reformar, mas contrariamente ao esperado, sai mais caro na prática devido aos custos de esquadrias e eletrodutos.
  • A funcionalidade define as decisões de projeto antes da estética, começando com entrevistas detalhadas sobre os hábitos do cliente para desenhar a casa de dentro para fora.
  • A iluminação adequada tem poder de transformação capaz de destacar ou ocultar a qualidade da arquitetura, funcionando como elemento decisivo no resultado final de um projeto.

Perguntas respondidas neste episódio

Como a arquitetura regional de Dracena difere da de Curitiba?

Em Dracena o foco é área de lazer com ventilação pelo calor intenso, enquanto em Curitiba as pessoas buscam apartamentos com face norte para maior incidência solar. Aqui o objetivo é fugir do sol para não sobrecarregar o ar condicionado, gerando projetos completamente distintos baseados no clima regional.

Por que o estilo industrial com concreto aparente sai mais caro na prática?

Embora teoricamente deveria ser mais barato por não exigir pintura, o estilo industrial requer esquadrias e peças como conduíte e eletroduto mais caros do que as versões rebocadas convencionais, aumentando significativamente o orçamento final da construção.

Como a funcionalidade guia o processo de design de uma casa?

O arquiteto inicia com briefings detalhados perguntando sobre hábitos do cliente, como preferências culinárias, consumo de televisão e frequência de recepções de pessoas. A partir dessas necessidades, a casa é desenhada de dentro para fora, priorizando a funcionalidade antes de qualquer decisão estética.

Qual é o impacto da iluminação adequada em um projeto arquitetônico?

Iluminação transforma completamente a percepção do trabalho arquitetônico. Uma construção bem projetada sem iluminação adequada passa despercebida no escuro, enquanto a iluminação correta destaca volumes, fachadas e detalhes que representaram muito trabalho de design e execução.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.