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Dr. Neto Scardovelli, o médico de Dracena que trata emagrecimento como doença e empresaria 16 negócios | AdamiCast #138

23 de julho de 2022 • 7 min de leitura

Este texto vem do episódio #138 do AdamiCast

Três mil pacientes ativos, equipe com três nutricionistas, duas psicólogas e dois educadores físicos, e mais dezesseis negócios no currículo. O Dr. Neto Scardovelli é médico e empresário, atende em Dracena com foco em emagrecimento e alta performance, e veio ao AdamiCast pra explicar por que a obesidade é doença, o que pais precisam ficar de olho nos adolescentes, e como a saída da caverna pessoal virou a razão de existir do consultório.

Da medicina clínica ao negócio próprio

A história do Dr. Neto começa onde muita história de emagrecimento começa: na própria balança. Ele emagreceu, transformou a vida, e percebeu que o que tinha funcionado pra ele podia funcionar pra outros, com a estrutura certa. Daí montou a clínica, trouxe a equipe multidisciplinar (porque emagrecer não é só dieta, é cabeça, é corpo, é rotina), e começou a atender. Hoje são três mil pacientes ativos, com um grupo de WhatsApp monitorado por duas assistentes que cuidam do dia a dia e não deixam ninguém cair.

E tem um detalhe que ele cita do professor que o formou: “você só vai ser um bom médico no dia em que parar de depender da medicina“. No início não entendeu, hoje entende: quando o consultório deixa de ser a única fonte de renda, o profissional ganha tempo pra estudar, atualizar, atender com calma, e o paciente percebe a diferença.

Obesidade é doença, não falta de vontade

Um dos pontos mais firmes do Dr. Neto é o tratamento da obesidade como doença. “Quando eu encaro a obesidade como uma doença, eu tiro a ideia de que é culpa“, explica, e completa: o estigma de que a pessoa é gorda porque é desleixada, porque não se cuida, porque não tem força de vontade, é o que mais atrapalha o tratamento. Tirar esse peso das costas é o primeiro passo pra pessoa conseguir entender o próprio caso e aderir ao plano.

Mas ser doença não significa romantizar. “Falar que está tudo bem não é verdade“, diz, e lembra que a obesidade tem implicações sérias na saúde: diabetes, hipertensão, problemas articulares, fadiga. A diferença é que tratar como doença tira o peso moral e coloca o peso no tratamento, com equipe, método e acompanhamento de verdade. A pessoa não é culpada, mas precisa tratar.

Distúrbios alimentares em adolescentes: o alerta aos pais

O Dr. Neto puxa um tema delicado e urgente: os transtornos alimentares que aparecem cada vez mais cedo. A anorexia, a bulimia e a vigorexia têm um perfil comum na consulta: adolescente que come pouco, que vai pro banheiro depois das refeições, que se olha no espelho e só vê defeito, e que é influenciado pelo grupo de amigos e pela pressão das redes sociais. “É uma doença genética, sim, e tem que ser tratada como doença“, lembra, citando que a equipe inclui psicóloga justamente pra pegar esses sinais.

O alerta pros pais é direto: se a filha começar a emagrecer rápido, pular refeições, sumir pro banheiro depois de comer, ou se o filho com 13 anos já começar a cobrar demais o próprio corpo, vale prestar atenção. Não pra acusar, mas pra abrir a conversa. A pré-adolescência é a fase mais crítica, e a doença pegou mais leve nessa janela significa tratamento mais curto e recuperação mais fácil.

A regra dos cinco minutos na academia

Um dos conselhos mais práticos que o Dr. Neto compartilha é o que ele chama de “regra dos cinco minutos“. A idéia é simples: nos dias em que a academia parece uma obrigação, a pessoa vai lá e fica cinco minutos, mesmo que seja só pra tomar água e conversar. O ato de ir cria o hábito, e o hábito é o que transforma atividade física em necessidade, não em castigo. “Escovar o dente é um hábito inconsciente“, compara, “a academia precisa virar a mesma coisa“.

Aplicação prática: se a pessoa tava desmotivada na segunda, vai cinco minutos. Na terça, já vai com mais pique. No fim de semana, já virou parte da rotina. É o tipo de micro-decisão que, repetida, muda o resultado de meses. E funciona com qualquer hábito, não só com a academia: ler, meditar, cozinhar, o que for.

Dezesseis negócios e o G4 Clube

Além do consultório, o Dr. Neto toca uma teia que impressiona: suplementos, uma doceira de prótese médica, um outlet, marca própria (em fase de instalação em Bauru, em um galpão de 2.800 metros), farmácia de manipulação, plano de saúde, energético, e o mais recente, o NutriKids, que é suplementação infantil com consultoria de pediatras. É o tipo de portfólio que só se viabiliza com uma cabeça que enxerga problema antes da solução e não tem medo de começar pequeno.

Parte do motor disso tudo é o G4 Clube, uma rede de 150 empresários do Brasil, com médicos, industriais, donos de rede de farmácia. “É o ambiente de crescimento coletivo“, explica, e a mentalidade que ele trouxe de lá é a de multiplicação: ajudar o outro a crescer faz o cenário aumentar, e todo mundo sai ganhando. É o oposto da mentalidade de subtração, que limita o próprio crescimento. “Quanto mais tu doa em conhecimento, mais tu tem retorno“, resume.

Onde encontrar o Dr. Neto Scardovelli

O Dr. Neto Scardovelli atende em Dracena, SP, com foco em emagrecimento e alta performance, e mantém a rotina de conteúdo e atendimento atualizada no Instagram @netoscardovelli. Pra quem quer começar pelo diagnóstico, o convite é simples: marcar uma consulta, levar os exames recentes, e colocar na balança a decisão de tratar de verdade. Não é questão de força de vontade, é questão de método, equipe e constância. E se o dia tiver sem pique, vai cinco minutos. Depois o resto vem.

Resumo do episódio

Dr. Neto Scardovelli, médico de Dracena com consultório de emagrecimento e alta performance, explica por que a obesidade deve ser tratada como doença e não como falta de vontade, como identificar distúrbios alimentares em adolescentes, e compartilha a estratégia da regra dos cinco minutos para criar hábitos. Com equipe multidisciplinar de três nutricionistas, duas psicólogas e dois educadores físicos, atende três mil pacientes ativos e empreende em dezesseis negócios simultâneos.

Principais aprendizados

  • A obesidade é uma doença que requer tratamento estruturado com equipe multidisciplinar, não resultado de falta de força de vontade ou descuido pessoal.
  • Os transtornos alimentares em adolescentes como anorexia, bulimia e vigorexia são geneticamente determinados e requerem atenção dos pais a sinais como emagrecimento rápido, pular refeições e isolamento no banheiro.
  • A regra dos cinco minutos cria hábito de forma consistente ao ir ao local mesmo sem motivação total, transformando atividades em rotina inconsciente como escovar os dentes.
  • Diversificar fonte de renda através de múltiplos negócios permite ao médico ganhar tempo para estudar, atualizar e atender com mais qualidade.
  • A mentalidade de multiplicação e doação de conhecimento em comunidades empresariais gera maior retorno que a mentalidade de subtração e competição limitante.

Perguntas respondidas neste episódio

Por que a obesidade deve ser tratada como doença?

Tratar a obesidade como doença remove o estigma moral de culpa pessoal, permitindo que a pessoa compreenda seu caso e adira ao plano de tratamento. Sem essa culpabilização, abre-se espaço para entender a complexidade da condição e aplicar método, equipe e acompanhamento estruturado.

Quais são os sinais de distúrbios alimentares que os pais devem observar em adolescentes?

Os sinais incluem emagrecimento rápido, pular refeições, desaparecimento para o banheiro após comer, olhar-se no espelho e encontrar apenas defeitos, e influência do grupo de amigos e redes sociais. A pré-adolescência é a fase mais crítica, e detectar a doença nessa janela resulta em tratamento mais curto.

Como funciona a regra dos cinco minutos para criar hábitos?

A regra consiste em comparecer ao local mesmo sem motivação total, por apenas cinco minutos. O ato de ir cria o hábito, transformando a atividade em parte inconsciente da rotina, assim como escovar os dentes. Repetida, essa micro-decisão muda resultados ao longo de meses.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.