#204

Da macarronada à bariátrica 25 anos depois: a história de Karen Benetti Aguiar | #204

28 de março de 2023 • 11 min de leitura

Este texto vem do episódio #204 do AdamiCast

Quando a Karen Benetti Aguiar saiu de Avaré, com 17 anos, para fazer faculdade em Bauru, e, segundo ela, se mudou para uma kitnet sozinha, ela não imaginava que, dali em diante, a relação dela com a comida seria, ao mesmo tempo, o que ela mais lutaria para controlar, e o que ela mais usaria para contar história. Hoje, ela mora em Botucatu, é assistente social, é teóloga, é ex-obesa, e está 21 dias pós-histerectomia, e, segundo ela, com 59kg a menos do que tinha no dia em que entrou no centro cirúrgico, em junho de 2021, e, segundo ela, com a taça do tanque da Tracker, finalmente, ao alcance da mão. A história, contada no episódio #204 do AdamiCast, em março de 2023, é a de quem, ao longo de 25 anos, fez de tudo: dieta da USP, injeção de depoprovera por conta própria, modelo plus size, terapia, e, no fim, a bariátrica que, segundo ela, devolveu, ao mesmo tempo, a cintura, e o direito de ser olhada sem ser julgada pelo corpo.

Ao longo do bate-papo, Karen mostrou que, antes da bariátrica, houve o Serviço Social em Sarutaiá, cidade de 3.000 habitantes, onde ela foi, segundo ela, a única assistente social do município, e onde, segundo ela, na semana do Natal, ela acolheu, em casa, 5 irmãos de 1 a 10 anos, com a própria mãe em recuperação do alcoolismo, porque, segundo ela, não havia outra família disposta a levar os 5 de uma vez, e, segundo ela, foi a primeira vez que ela entendeu, na prática, o que o evangelho diz sobre visitar órfãos e viúvas. É a história de quem, depois de 10 anos em Adamantina, saiu em fevereiro de 2023 para Botucatu, e, segundo ela, levou, na bagagem, 1 ano e 9 meses de terapia, a bariátrica feita em 2021, e a Live diária de oração das 5 da tarde, na Torre de Oção, e, segundo ela, com a esperança de que, pela primeira vez em 10 anos, não vai ter próxima transferência.

Da macarronada da kitnet à formatura com a dieta da USP, e do “você é fortinha” à bariátrica 25 anos depois

Karen não foi uma criança obesa, segundo ela conta, ela era fofinha, e ficou magrinha na puberdade, quando, segundo ela, esticou, e, segundo ela, virou a miss da escola, e jogou vôlei, até o dia em que entrou na faculdade em Bauru, e, segundo ela, morou sozinha numa kitnet, e, segundo ela, a dieta era macarrão com atum, ou com sardinha, ou com salsicha, ou com calabresa, e, segundo ela, a panela era a mesma, e, segundo ela, no fim do 4º ano de faculdade, já tinha engordado o suficiente para o vestido da formatura não servir. Foi quando, segundo ela, uma amiga da mãe indicou a dieta da USP, e, segundo ela, foram 13 dias de 700 calorias, e, segundo ela, 10kg perdidos, e, segundo ela, entrou no vestido, e, segundo ela, ninguém que viu o último dia de aula reconheceu, e, segundo ela, foi o primeiro Round com a balança, e, segundo ela, não seria o último.

Foi quando veio a gravidez do Lucas, em 2000, e, segundo ela, engordou 30kg, e, segundo ela, emagreceu 32 com a amamentação, e, segundo ela, quando conheceu o Leandro, em 2003, ele, com 20 anos, virou pra ela, e, segundo ela, a cantada foi: “você é fortinha”, e, segundo ela, ao invés de ser um soco na cara, virou, segundo ela, o começo do namoro de 7 meses que terminou em casamento. Foi quando veio a gravidez da Laura, e, segundo ela, a injeção de depoprovera por conta própria, e, segundo ela, o ovário policístico, e, segundo ela, mais 40kg, e, segundo ela, a fase de modelo plus size em Adamantina, e, segundo ela, a mentira que ela contava pra si mesma de que estava bem resolvida, e, segundo ela, até o dia em que a terapia escancarou que não estava, e, segundo ela, foi quando ela decidiu, finalmente, fazer a bariátrica, em junho de 2021, e, segundo ela, perder 59kg, e, segundo ela, abrir a tampa do tanque da Tracker, e, segundo ela, voltar a caber em qualquer loja, e não só na plus size.

O Serviço Social em Sarutaiá, os 5 irmãos do Natal, e o encontro com a fé que sustentou a carreira

Karen se formou em Serviço Social com 21 anos, e, segundo ela conta, saiu da formatura empregada, porque o diretor da Unimed de Avaré, onde ela estagiava, deu de presente de formatura a efetividade, e, segundo ela, foi trabalhar na Santa Casa fazendo visita hospitalar, e, segundo ela, foi quando começou a entender, na prática, o que o curso ensinava na teoria, e, segundo ela, foi quando começou a frequentar a igreja, e, segundo ela, foi quando descobriu, no evangelho, o mesmo servir que já fazia no Serviço Social, e, segundo ela, sem saber, e, segundo ela, foi quando o Tiago 1:27 virou, pra ela, não versículo, e sim a descrição do próprio trabalho, e, segundo ela, foi quando começou, também, a entender que o recurso escasso do município não era desculpa pra não acolher.

Foi quando, em 2009, ela foi pra Sarutaiá, cidade de 3.000 habitantes, do lado de Piraju, e, segundo ela, foi a única assistente social do município, e, segundo ela, a responsável pela casa de acolhimento, e, segundo ela, na semana do Natal, não havia família disposta a levar os 5 irmãos de uma vez, de 1 a 10 anos, com a mãe em recuperação, e, segundo ela, ela e o Leandro abriram a própria casa, e, segundo ela, durante 1 semana, foram 9 pessoas na casa, e, segundo ela, a sogra e a mãe compraram presente pros 7, e, segundo ela, a devolução foi a parte mais difícil, e, segundo ela, foi quando ela entendeu, de vez, o que era visitar órfãos. É o começo que ela cita, no episódio, com a clareza de quem, 14 anos depois, ainda se lembra de cada detalhe, e, segundo ela, foi quando começou, também, a fazer Teologia na Uninter, e, segundo ela, a entrar no Seminário Bíblico da Apóstola Vauni Milhomens, e, segundo ela, a encontrar, na fé, o que sustentou a carreira, e o que sustenta, até hoje, a Live diária de oração das 5 da tarde.

Adamantina, 10 anos, a modelo plus size que mentia pra si mesma, e a terapia que antecedeu a bariátrica

Karen chegou a Adamantina com o Leandro, segundo ela conta, e, segundo ela, ficou 10 anos exatos, e, segundo ela, fez amigos no Rotter, e na igreja, e no comércio, e, segundo ela, virou modelo plus size, e, segundo ela, fazia provador em loja plus size, e, segundo ela, achava que estava super bem resolvida, e, segundo ela, mentia, e, segundo ela, o ciúme, segundo ela, era o sintoma, e, segundo ela, a terapia foi o remédio, e, segundo ela, 1 ano e 9 meses de terapia antes da bariátrica, e, segundo ela, foi quando, finalmente, ela admitiu que não estava bem, e, segundo ela, foi quando ela decidiu fazer a cirurgia, e, segundo ela, foi quando, junto com a decisão, veio a recusa da Unimed, e, segundo ela, duas vezes, e, segundo ela, foi quando o endócrino de Botucatu, recém-chegada na cidade, apertou um botão na impressora, e, segundo ela, imprimiu a carta que destravou a autorização, e, segundo ela, a primeira frase da carta foi: “você é doente”.

Foi quando, segundo ela, ela entendeu que a bariátrica não era solução, e sim ferramenta, e, segundo ela, que o estômago reduzido não apaga a cabeça de gordo, e, segundo ela, que a cabeça é o que engorda de novo, e, segundo ela, que a operação, sozinha, sem terapia, sem nutri, e sem academia, não segura, e, segundo ela, foi o que ela repetiu, no episódio, pra quem está pensando em fazer, e, segundo ela, foi o que ela viveu na pele, e, segundo ela, é o que ela recomenda, e, segundo ela, com a franqueza de quem, do outro lado, conseguiu, e, segundo ela, com a consciência de que, sem a terapia antes, não teria chegado lá.

Junho de 2021, 59kg perdidos, a tampa do tanque da Tracker, e a histerectomia que veio em seguida

Karen operou em junho de 2021, e, segundo ela, fez sleeve, e, segundo ela, em 1 ano já tinha perdido os 59kg, e, segundo ela, a motivação da lista de desejos era, disparado, a tampa do tanque da Tracker, que, segundo ela, antes, com a barriga de 54, e o braço curto, era impossível de alcançar, e, segundo ela, o outro item da lista era entrar em qualquer loja e não só na plus size, e, segundo ela, calçar 37 em vez de 39, e, segundo ela, doar tudo o que não servia mais. Foi quando, segundo ela, veio a fase de pelanca, e, segundo ela, a fase de cara de doente, e, segundo ela, a anemia que não fechava, e, segundo ela, os miomas crescendo, e, segundo ela, a perda de sangue que não respondia à reposição, e, segundo ela, 21 dias antes do episódio, ela tirou o útero, e, segundo ela, está se recuperando, e, segundo ela, com a fé de quem sempre soube, e, segundo ela, com a esperança de quem, pela primeira vez em 10 anos, não vai ter próxima transferência, e, segundo ela, com a torcida do marido, da Laura, e do Lucas, que está fazendo engenharia mecânica em Bauru, e, segundo ela, com a paz de quem, finalmente, consegue abrir a tampa do tanque da Tracker.

É o que ela cita, no episódio, com a serenidade de quem já chorou pelo vestido que não serviu, e, segundo ela, pela barra de chocolate que ela não conseguia recusar, e, segundo ela, pela mãe que ela não conseguia ser, e, segundo ela, pela vergonha no posto de gasolina, e, segundo ela, pela piada do ciúme, e, segundo ela, pela cabeça de gordo que insiste em voltar, e, segundo ela, com a convicção de quem descobriu, na bariátrica, e na terapia, e na fé, o caminho pra sair, e, segundo ela, com a disposição de contar a história pra quem precisa ouvir que dá.

Onde encontrar

Karen Benetti Aguiar mora em Botucatu, e atua como assistente social e teóloga, e, no Instagram, compartilha a história da bariátrica, a recuperação da histerectomia, a Live diária de oração das 5 da tarde na Torre de Oração, e os bastidores do Seminário Bíblico com a Apóstola Vauni Milhomens. Para acompanhar a história, e ouvir o que vem depois, siga a @karenbenettiaguiar.

Resumo do episódio

Karen Benetti Aguiar conta sua trajetória de 25 anos com a relação com a comida, desde a faculdade em Bauru até a cirurgia bariátrica em junho de 2021, quando perdeu 59kg. O episódio aborda como ela usou a terapia, a fé e o acompanhamento profissional como ferramentas essenciais para a transformação, além de sua carreira como assistente social e teóloga em cidades do interior de São Paulo.

Principais aprendizados

  • A bariátrica é ferramenta, não solução: sem terapia, nutrição e exercício, a pessoa engorda novamente porque a cabeça de gordo permanece.
  • A dieta da USP, com 700 calorias por 13 dias, foi o primeiro método que Karen usou para perder peso rapidamente durante a faculdade.
  • Condições como ovário policístico e uso de depoprovera contribuíram para o ganho de peso na vida adulta de Karen.
  • O acolhimento de 5 irmãos em Sarutaiá durante a semana de Natal foi determinante para Karen entender na prática o que significa visitar órfãos e viúvas.
  • A terapia prévia à bariátrica revelou que Karen mentia para si mesma e que o ciúme era sintoma de problemas não resolvidos.

Perguntas respondidas neste episódio

Como funciona a cirurgia bariátrica sleeve?

A sleeve é a cirurgia que Karen realizou em junho de 2021, resultando em perda de 59kg em um ano. A redução do estômago é apenas o começo do processo, sendo necessário acompanhamento contínuo com terapia, nutrição e exercício.

Por que a terapia é importante antes de fazer bariátrica?

A terapia ajuda a identificar comportamentos e crenças limitantes que causam ganho de peso. Karen fez 1 ano e 9 meses de terapia antes da cirurgia, o que a ajudou a admitir que não estava bem resolvida e a decidir fazer a operação.

Vale a pena fazer bariátrica?

Segundo Karen, vale a pena quando acompanhada de terapia, nutrição e academia. Ela recomenda o procedimento com a franqueza de quem conseguiu, mas com a consciência de que sem terapia antes não teria chegado lá.

Como começar a preparação para uma cirurgia bariátrica?

O primeiro passo é fazer terapia para entender o comportamento alimentar e emocional. Karen fez terapia antes da cirurgia e ressalta que esse acompanhamento é essencial para o sucesso do procedimento, junto com nutrição e exercício.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.