José Augusto Camuci Jr — o Camuci, camisa 13 e apelido que virou conta no Instagram — é ex-jogador profissional de basquete, personal trainer e professor universitário. Natural de Dracena, no oeste paulista, começou a jogar aos 12 anos pelas mãos do professor de Educação Física Isaac, que o olhou numa quadra de bairro e disse a frase que ficou: “Se você crescer, você vai ser o melhor pivô do Brasil”. De lá pra cá, foram 22 anos de carreira profissional, infiltrações no joelho pra aguentar o tranco, e uma transição planejada pra vida depois da quadra.
Aos 12 anos, em Dracena, o professor Isaac fez a primeira chamada
Camuci era moleque de bairro quando apareceu batendo bola num ginásio em Dracena. Quem o viu foi Isaac, professor de Educação Física que já tinha revelado outros atletas da cidade. O diagnóstico foi direto: “Você tem uma mãozinha boa, até vale a ver se dá certo”. Camuci foi pra casa, voltou e não largou mais. “Apaixonei pelo basquete, trouxe até meu amigo pra treinar”, lembra. Daquele ponto em diante, o esporte virou rotina: de manhã na escola, tarde treinando.
O desenvolvimento foi rápido demais. Com 14 anos, Camuci já recebia salário pra jogar em Dracena. “Minha mãe ficava louca, mas a vó me manteve, eu já ganhava uma grana e ajudava em casa”. Foi nesse período que ele ouviu pela primeira vez o apelido que o acompanha até hoje: o locutor da Liga Nacional de Basquete, na estreia, tentou falar o sobrenome “Camuci” e saiu errado no sistema de som. “Ficou Chambourcy, depois Danoninho, Danette, Danon… até a galera fixar Camuci”, ri. O número 13 também virou marca — é o que está no @camuci13.
Liga Nacional, 22 anos de carreira e o joelho segurando o tranco
O pivô de Dracena jogou pela Liga Nacional de Basquete em clubes como o Oscar (clube histórico de São Paulo) e por outras franquias da elite. Conta ele que o frio na barriga não sumia nunca: “A gente olhava o jogo e dava medo, mas apertava o dente e ia. Tinha vez que saíamos de quadra e humanamente você falava ‘isso não era possível’”. O que sustentou a carreira por 22 anos foi um trabalho invisível de manutenção: musculação, infiltração no joelho, e a disciplina de não pular treino de perna mesmo quando a galera zoava. “Fiz infiltração pra jogar, tres meses voltando, mas não saí do treino”.
Camuci entende melhor que ninguém a vida útil curta de um atleta de alto rendimento. Por isso acha que o debate sobre tempo de carreira está mudando: “Antes diziam 35 anos, hoje se o cara faz musculação, se cuida, pode jogar até uns 45. Os americanos mostram isso, o corpo responde”. O público, na visão dele, também já viu que pivô bom não é mais só perna — é arremesso, músculo e jogo de cintura. O investimento em musculação e preparação física virou diferença competitiva real.
Plano B durante a carreira: a faculdade como seguro
Quem vê Camuci só como jogador de basquete não viu a outra metade. Enquanto a carreira esportiva rolava, ele estudava. “Eu sabia que não ia ser suficiente viver só do basquete pra ter uma renda boa. Tinha que trabalhar, ter um plano B. Faculdade era o que dava segurança pra mim”. A escolha mostrou efeito: quando decidiu parar com o esporte profissional, já tinha o diploma pra entrar no mercado como personal trainer e professor universitário. “Até por causa disso eu tava mais tranquilo quando parei. A vida de atleta é curta, você precisa se preparar antes de chegar o fim”.
A própria vida universitária virou parte do currículo. Camuci leciona hoje em cursos de Educação Física e em formações afins em Dracena, e o que ele cobra dos alunos é a mesma coisa que cobrava de si próprio: constância, leitura do corpo, alimentação alinhada com objetivo. “Eu já fui o pivô e o aluno mediano na faculdade. Sei como é dos dois lados. Por isso eu cobro, mas também explico: não é só ‘faz 3 séries’, é ‘3 séries pra isso, por isso, com esse objetivo’”.
Do banco do time à sala de aula e ao consultório: o personal trainer
A virada de pivô pra personal trainer não foi do dia pra noite. Camuci trabalhou como técnico e jogador no mesmo time de Dracena por um período, até decidir parar de competir. Aí foi pra sala de aula, pra academia, e pra atender cliente. O que ele aprendeu em 22 anos de quadra virou o método: o cliente precisa entender o porquê antes de seguir o plano. “Não dá pra falar só ‘faz…’ sem explicar. Se você explica, o pessoal confia e segue. Confiança vem de autoridade, autoridade vem de saber e explicar o que está fazendo”.
A parte que mais incomoda é a alimentação. Camuci sabe, de vivência, que a dieta do atleta é triste e que muita gente cai no açúcar por impulso. Por isso mesmo ele é radical em tirar o doce da mesa. “Quando a aluna fala que tá com vontade de doce, eu pego o celular e abro a foto dela de meses atrás. Lembro onde ela tava e onde ela tá. Funciona, mas tem que confiar no profissional e seguir o que é combinado”. A combinação de personal trainer + professor universitário dá a ele um olhar duplo: o da sala de aula (didático) e o do consultório (individual).
Hoje, aos 36 anos, Camuci não joga mais em time profissional, mas segue ativo: musculação diária, faculdade onde leciona, clientes de personal, e o Instagram com o apelido da Liga Nacional. “O basquete me deu o apelido, a faculdade me deu o plano B, e o tempo todo eu fui juntando as duas coisas. Hoje eu vivo disso. De todos os lados”.
Onde encontrar
O Camuci Jr atua como personal trainer e professor universitário em Dracena, SP (onde nasceu e criou toda a carreira esportiva), com atendimento em academia local e atuação também em eventos e palestras sobre esporte, carreira e transição pós-atleta. Para acompanhar a rotina, os treinos e os bastidores, o canal principal é o Instagram pessoal: @camuci13. Para marcar aula experimental ou consultoria, o caminho é o direct do perfil.
Resumo do episódio
José Augusto Camuci Jr, natural de Dracena, construiu uma carreira de 22 anos como pivô na Liga Nacional de Basquete enquanto se formava na faculdade, planejando uma transição para a vida após o esporte. O artigo mostra como ele manteve a carreira através de musculação e infiltrações no joelho, e como transformou sua experiência de atleta em método de trabalho como personal trainer e professor universitário.
Principais aprendizados
- A vida útil de um atleta de alto rendimento mudou: antes era até 35 anos, hoje pode chegar aos 45 com musculação e cuidados adequados.
- Estudar durante a carreira no esporte profissional funciona como seguro financeiro para a transição pós-atleta.
- O trabalho invisível de manutenção, como musculação e infiltrações, foi determinante para manter uma carreira de 22 anos no basquete de elite.
- Explicar o porquê de cada exercício gera confiança no cliente ou aluno, pois autoridade vem de saber e comunicar bem.
- A experiência como atleta e como aluno mediano na faculdade oferece perspectiva dupla valiosa para lecionar e orientar outros.
Perguntas respondidas neste episódio
Como um atleta pode manter uma carreira longa no basquete profissional?
Através de trabalho contínuo de musculação, disciplina no treino de perna mesmo com dores, e quando necessário, infiltrações no joelho para aguentar o desgaste físico. A manutenção é invisível mas essencial para sustentar 22 anos de carreira.
Por que é importante ter um plano B enquanto se é atleta profissional?
Porque a vida útil de um atleta é curta e a renda só do esporte pode não ser suficiente no longo prazo. Estudar durante a carreira oferece segurança para transição após o fim das competições profissionais.
Como ensinar exercício físico de forma que as pessoas realmente sigam o programa?
É necessário explicar o porquê de cada exercício antes de pedir para executar. Quando o aluno ou cliente entende o objetivo e confia na autoridade do profissional, ele segue o plano. A confiança vem de saber e comunicar bem.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.