No episódio #263 do AdamiCast, em 7 de novembro de 2023, a Fisioterapeuta e Especialista em Acupuntura, Eliana Akemi Arakaki Yura (@elianayura), de Dracena, veio ao podcast contar a trajetória que começa com a formação em Fisioterapia em 1990/91, passa pelos 8 anos vividos no Japão (entre 1992 e 2000, ela foi pra lá só pra fazer um “pé de meia” e acabou ficando, trabalhou 4 anos em campo de golfe andando 13km por dia subindo serra, conheceu o marido que é do Mato Grosso do Sul, casou lá, e teve a primeira filha), e a decisão de voltar pra Dracena com a menina de 3 anos, e o intervalo de 5 anos em casa cuidando dos filhos e da casa enquanto o marido tocava a empresa de água dele, e a virada que foi a decisão de fazer acupuntura (ela pesquisou na internet com a filha de 4 anos e o filho de 1 ano e meio, e achou o curso de especialização em Londrina, 1 final de semana por mês durante 2 anos, e formou em 2005, e fez um concurso temporário da prefeitura por 1 mês só pra substituir alguém que tirou férias), e a memória afetiva que a puxou pra área, que é a dos avós (no tempo antigo a família morava toda junta, e ela via o avô plantando artemísia, colhendo a erva, enrolando num novelo tipo lãzinha, acendendo com incenso, e colocando nos pontos de dor da avó, e ele também fazia ventosa caseira com copo americano aquecido, e às vezes com lâmina de gilete dos dois lados, picotava o local, tacava o copo, e saía sangue, e a avó sentia muito bem), e ela fala que viu tudo isso e quando começou o curso de acupuntura falou “eu tô no caminho certo, era até uma memória afetiva, e acho que eu tenho esse dom, já veio dos avós”, e a escolha da técnica japonesa (em 2005 ela pesquisou e viu que existia uma técnica moderna, com agulhas mais finas, mais superficiais, indolores, e com o mesmo efeito da chinesa, e falou “é isso que eu quero, menos invasivo”, e fez mais 1 ano de curso em São Paulo), e a clínica que ela montou (começou em casa, numa salinha, e depois mudou pra outra casa que tinha um consultório na frente, perto de casa pra ela ficar perto dos filhos), e a filosofia que rege a prática dela (no Ocidente a pessoa vai quando tá com dor, no Oriente a pessoa vai pra prevenir, e a medicina chinesa não trata a doença, trata a raiz, e trabalha o equilíbrio entre yin e yang, e a natureza, e o ciclo circadiano onde cada órgão tem um horário de maior energia, e o diagnóstico que ela faz pela língua, pelo pulso, pela palpação do abdômen, e pela orelha que é um microssistema, tipo um feto de cabeça pra baixo), e as técnicas que ela usa (agulhas japonesas com mandril, moxa, auricular com sensor e ímãs, aromaterapia, cone hindu/chinês, cremes com óleos essenciais, e sinergia pra fungo de unha), e os problemas mais comuns que ela atende (bursite, tendinite, dor de ombro, dor lombar, nervo ciático, ansiedade que tá altíssima pós-pandemia, cólica de bebê que não chora, e fungo de unha de quem mexe com água), e a frequência ideal (avaliação inicial, depois 1x/semana até equilibrar, depois manutenção cada 15 dias ou 1x/mês, e a sessão dura 1 hora), e o cliente de 99 anos que faz 13 anos com ela (pratica esporte, tem a pele linda, e compra o creme com óleos essenciais dela todo mês), e o final do podcast que é sobre o Ikigai (a palavra japonesa que significa razão de viver, e que ela encontrou depois dos 8 anos no Japão, e segundo ela “todo mundo tem um dom, tem um propósito, e quando você acha o seu Ikigai, você não carrega aquela obrigação, você acorda animado, com vontade de fazer as coisas, e isso faz a diferença, e o dinheiro não é tudo, a saúde vem em primeiro lugar, mas a gente precisa dele pra viver”).
Da formação em Fisioterapia em 1990/91, dos 8 anos vividos no Japão entre 1992 e 2000 (ela foi pra lá só pra fazer um “pé de meia” e acabou ficando, trabalhou 4 anos em campo de golfe andando 13km por dia subindo serra, conheceu o marido que é do Mato Grosso do Sul, casou lá, e teve a primeira filha), e da decisão de voltar pra Dracena com a menina de 3 anos, e do intervalo de 5 anos em casa cuidando dos filhos e da casa enquanto o marido tocava a empresa de água dele
A origem de tudo é em 1990, lembra ela, e ela formou em Fisioterapia em 91, e em 92 foi pro Japão, e segundo ela “a acupuntura surgiu só depois, a intenção de fazer não, no começo a gente se forma e a gente quer fazer a vida, e naquela época era muito difícil aqui no Brasil, então era mais eu acho, e aí eu fui pra lá, falei ah vou ficar pelo menos um ano pra fazer um pé de meia, mas não atuando na área, não, não é muito comum na década de 80, 90 o pessoal pro Japão pra fazer um pezinho de meia, aí eu fui pra lá, aí fui ficando, nisso fiquei uns 8 anos, o que era pra ser um ano direto, e eu vinha só pra visitar a família, tirava férias, um pouquinho, depois voltava, mas aí quando resolveu voltar pro Brasil, aí onde começou a atuar, e aí depois foi assim, eu me casei lá no Japão, tive a minha filha lá, e até trouxe o meu trabalho lá, o primeiro trabalho que eu tive lá no Japão foi em campo de golfe, e era gigantesco, acho que era uns 13km por dia, mas não é em linha reta, lá é muita serra, e a gente tinha que subir e descer, e eu tinha que falar em japonês, e eu não sabia, aprendi lá na marra, cheguei só sabia falar um arigatou e manada, e aí eu fiquei no campo de golfe, eu trabalhei acho que uns 4 anos, 2 em um e 2 em outro, e resolvi mudar de estado, e fui procurar um outro serviço, e lá eu conheci meu marido, e a gente casou, e eu tive a minha filha, e quando a minha filha tinha 10, 11 meses, tava ela com muito problema respiratório, e aí eu falei assim, eu vou voltar pro Brasil, e como eu queria ficar só 6 meses assim pra trabalhar, e eu queria deixar minha filha com a minha mãe aqui no Brasil, você acredita, eu cheguei a deixar, mas daí eu não aguentei, eu voltei, peguei ela de volta, levei pra lá, e a gente ficou mais 2 anos, então ela veio pro Brasil com 3 anos, e aí eu engravidei novamente, e eu tive meu filho, e eu tenho um casal, e aí ele tava com 1 ano e 4 meses mais ou menos, e aí eu fiquei, eu não posso ficar aqui, e o trabalho do meu marido, meu marido tinha uma empresa de água, e eu falei assim, eu quero trabalhar pra mim, e aí eu peguei, eu falei assim, eu vou ligar esse computador e vou dar uma olhada o que que tem de algo que eu possa trabalhar com fisioterapia, e fui clicando lá, e falei assim, nossa, tem acupuntura”.
Da decisão de fazer acupuntura (a pesquisa na internet com a filha de 4 anos e o filho de 1,5, o achado do curso de especialização em Londrina com 1 final de semana por mês durante 2 anos, a formatura em 2005, e o concurso temporário da prefeitura por 1 mês só pra substituir alguém que tirou férias), e da memória afetiva que a puxou pra área (os avós faziam moxa caseira de artemísia, novelo tipo lãzinha, acendia com incenso nos pontos de dor da avó, e ventosa caseira com copo americano aquecido, e às vezes com lâmina de gilete dos dois lados, picotava o local, tacava o copo, e saía sangue, e a avó sentia muito bem)
A decisão de fazer acupuntura veio pela internet, lembra ela, e ela tinha acabado de se instalar em Dracena com a família, e o marido com a empresa de água, e ela queria trabalhar pra ela, e segundo ela “na época assim a minha filha tava com 4, meu filho com 1 ano e meio, e eu ia pra lá, meu marido cuidava deles, meus pais, e aí nisso foram 2 anos, e aí eu comecei a atuar, e aí eu fiz um concurso da prefeitura de uma cidadezinha aqui próxima, e eu passei, e comecei a trabalhar como fisioterapeuta, achando que eu tivesse sido contratada, mas não era, era pra substituir uma pessoa, foi por pouco tempo, tava tampando o buraco ali, a pessoa volta de umas férias, volta, e ninguém falou nada disso, era como se fosse um concurso pra você trabalhar, mas tudo bem, não era pra ser, e aí assim, um pouquinho antes de eu ter o meu certificado, eu já fui começando a fazer nos parentes, nos meus pais, nos meus filhos, pra testar, e aí eu falei, eu já vou ter o diploma, eu já vou começar a trabalhar mesmo, e aí eu comecei, e aí eu montei a minha salinha de atendimento numa sala da minha casa, e aí começou tudo”, e o que a puxou pra acupuntura foi a memória afetiva dos avós, e segundo ela “a acupuntura eu acho que vem um pouco dos meus avós, porque meu vô, a minha vó tinha muita dor na coluna, a gente morou junto na mesma casa, que antigamente era assim, a família toda, e aí eu via sempre meu vô fazer na minha avó, que ela tinha muitas dores, e meu vô, olha só, tem isso aqui, essa erva chama artemísia, e ele plantava essa artemísia, ele colhia, e ele conseguia fazer isso aqui, fica igual um novelo, sabe, ele fica assim, igual uma lãzinha, e ele colocava nos pontos onde ela tinha dores, e acendia com incenso, e aquilo fazia com que tirasse aquela dor, aquela inflamação, e eu sempre vi ele fazer isso, e também a ventosa, ele pegava aquele copo americano, aqueles pequenininhos, esquentava, e aquela gilete antiga que tem lâmina dos dois lados, e ele fazia cortes assim onde ela tinha dores, tacava o copo americano, e saía um monte de sangue, mas ela sentia muito bem, e eu fui vendo isso naquela época, e quando eu comecei o curso de acupuntura, eu vi assim de uma outra forma mais moderna, mas eu vi tudo aquilo, e eu falei, nossa, eu tô no caminho certo, era até uma memória afetiva, e eu acho que eu tenho esse dom mesmo, acho que já veio desde dos avós”.
Da escolha da técnica japonesa (formou em 2005, e viu que tinha uma técnica moderna com agulhas mais finas, mais superficiais, indolores, e com o mesmo efeito da chinesa, e fez mais 1 ano de curso em São Paulo pra se especializar), e da clínica que ela montou (começou em casa numa salinha, depois mudou pra outra casa que tinha um consultório na frente, perto da casa dos filhos pra ela ficar perto deles)
A escolha da técnica japonesa veio em 2005, lembra ela, e ela pesquisou mais um ano depois de formada, e segundo ela “eu fiz a chinesa em 2005, e aí pesquisando de novo, depois de um ano pesquisando, eu vi que tinha a técnica japonesa, e que era uma técnica moderna, e que era diferente, que usava agulhas mais finas, a inserção dela era mais superficial, menos dolorida, era indolor, e tinha o mesmo efeito que a chinesa, e eu falei, é isso que eu quero, menos invasivo, e é mais tranquilo também, e tinha o mesmo resultado, e eu falei, não, eu quero, e aí eu fui pra São Paulo, fiz mais um ano de curso, e aí eu fiz a especialização, e não dá pra parar né, tá sempre estudando, alguém tá sempre descobrindo alguma coisa, mas eu acho que eu já tenho a base do que eu tenho que saber, e cada pessoa que vai lá é um estudo, é um problema diferente”, e a clínica começou em casa, e segundo ela “eu montei numa sala da minha casa, e aí eu comecei ali, e aí foi onde começou tudo, e aí depois a gente comprou outra casa que na frente era um consultório, e deu certinho, e no começo ainda não tinha terminado o curso, a gente deixou pra locar, tava alugado, e quando eu concluí eu falei pro meu marido, eu acho que eu tava precisando de um consultório meu mesmo, uma clínica, e aí a gente resolveu ir pra lá, e deu super certo, e é o ponto que é hoje, e ficou com espaço, e mais tranquilo também, e pertinho de casa, porque quando os meus filhos eram pequenos eu sempre quis estar perto deles, e facilita muito o dia a dia, e às vezes entra no atendimento e dá pra ver da lá, e ver se fez tarefa”, e a agulha japonesa é mais sutil, e segundo ela “a japonesa ela é mais sutil, a chinesa costuma dar aqueles teta que a gente fala, é um choquinho, porque ela perfura mais, e a gente fala assim, pontos de gatilho, e a gente dá também em alguns pontos, mas é muito difícil na técnica japonesa a gente não costuma usar, e assim na japonesa a gente faz a avaliação pela língua, pulso, e também palpação de região de abdômen, porque ali a gente consegue ver onde que tá em desequilíbrio, e aí eu faço a avaliação, e aí eu vou colocando os pontos, mas os pontos, a agulha no caso é o tratamento, e às vezes eu tô com problema no fígado, se você pegar no meu pé, tá tudo ok, agora você tá com problema no pé, vai pegar onde, pega no fígado, e ao contrário, e isso é interessante da acupuntura, e às vezes eu não coloco nem na região do fígado, eu vou colocar ali no pé, entende, reflete, porque tem meridianos, trajetos, que tem do baço-pâncreas, tem do fígado, tem da vesícula, são trajetos, são linhas que elas seguem daqui, e elas passam realmente na região do órgão, então mesmo sendo superficial, a gente consegue trabalhar a energia dos órgãos”.
Da filosofia oriental que rege a prática dela (no Ocidente a pessoa vai quando tá com dor, no Oriente a pessoa vai pra prevenir, e a medicina chinesa não trata a doença, trata a raiz, e trabalha o equilíbrio entre yin e yang, e a natureza, e o ciclo circadiano onde cada órgão tem um horário de maior energia), e de como ela diagnostica (pela língua, pelo pulso, pela palpação do abdômen, e pela orelha que é um microssistema, tipo um feto de cabeça pra baixo), e das técnicas que ela usa (agulhas japonesas com mandril, moxa, auricular com sensor e ímãs, aromaterapia, cone hindu/chinês, cremes com óleos essenciais, e sinergia pra fungo de unha)
A filosofia oriental é o que rege a prática dela, e ela explica a diferença, e segundo ela “no Ocidente as pessoas falam assim, ah tô com dor, aí eu vou, mas não é, no Oriente, na China, no Japão, eles fazem justamente pra você não adoecer, pra evitar, manutenção, prevenção, isso não é pro não é pro entendeu, e assim o legal da acupuntura é que você consegue trabalhar assim, observar e enxergar coisas que você não tem uma análise, tipo uma radiografia, a gente consegue já observar através da língua, a gente consegue ver qual o desequilíbrio, e qual o órgão que tá em desequilíbrio, e aí se eu for lá com você e você não tá sentindo dor, eu vou fazer uma avaliação, dá pra gente pegar e tratar de uma forma pra você não chegar a ter uma doença, tipo, eu sofro de cólica menstrual, aí você ajuda, sim, sim, eu vou ver o que tá em desequilíbrio, e a gente vai tratando, e faz uma consulta e vê o que ela tem propensão a ter algum problema, tipo, tô vendo aqui, você pode não tá sentindo, mas teu fígado não tá legal, e isso é o que a gente fala, e muita gente tem um preconceito, e não conhece, apesar de que na internet você vê tudo, mas tem muita gente que fala, isso aqui é assim, não é tratamento, é espiritismo, não é, não reconhece como um tratamento tipo medicinal, uma coisa verdadeira, não é científico, mas isso tanto é que hoje em dia eles estão pesquisando coisas que os chineses já sabiam há muito tempo atrás”, e o yin-yang e a natureza, e segundo ela “na medicina chinesa eles usam muito a natureza, a natureza, e vocês estão ligado, a gente tá ligado com a natureza, a gente tem que ver como que funciona o universo, de manhã tem o sol que é yang, e à noite tem a lua e a terra que é fria, e aí é uma hora de descansar também, então por isso que não pode estar se alimentando com coisas frias, geladas, se você quiser falar no microfone, tipo eu não posso tomar sorvete à noite, pois é, além de ser gelado ainda é leite, é açúcar, muito açúcar, e também tem um tipo de alimento também que seria ideal, e tudo isso, e a gente fala assim, é tipo, não comer salada fria à noite, e o ciclo circadiano, cada órgão tem um horário, e de 2 em 2 horas tem um órgão que ele trabalha com maior energia, e por exemplo, pessoas assim que da Mariana é estômago, e quase dia inteiro, então se você gosta de comer, você tem que comer bem entre 7 e 9 horas da manhã, e atividade física é bom de manhã, 7 horas, e meditação, quem gosta de meditação, então é bom às 5 horas da manhã que é o pulmão, e cada órgão então tem um horário, e por isso que a noite é horário de você descansar, e a natureza a gente tá ligado, então por isso que se seu corpo foi feito pra dormir durante a noite e restaurar as energias, e se você tá acordando cansado, tem alguma coisa errada, e aí pode fazer acupuntura”, e o diagnóstico pela língua, pulso, abdômen e orelha, e segundo ela “na japonesa a gente faz a avaliação pela língua, pulso, mas também palpação de região de abdômen, porque ali a gente consegue ver onde que tá em desequilíbrio, e da orelha também, que na verdade é que na orelha a gente tem muitas inervações, e cada pontinho tá ligado a uma região do seu corpo, é como se fosse um feto de cabeça pra baixo, o lóbulo é a cabecinha, e ali a gente tem os pontos que a gente consegue trabalhar também, tipo, ah, eu tô com dor na coluna, e aqui tem um pontinho que a gente consegue trabalhar também, é um microssistema”, e as técnicas que ela usa além das agulhas, e segundo ela “eu uso moxa também, e moxa é essa erva, a artemísia, e a gente coloca na região também, pra dor, pra inflamação, e pra fungo de unha também ajuda muito, e a gente usa auricular com sensor, e tem o imã também, e a gente consegue colocar pontos de magnetos pra equilibrar, geralmente quando tem muitas dores na lombar, na coluna, e a gente orienta a fazer um pouco de massagem, e aromaterapia também, e cone hindu também, o cone chinês, que coloca na orelha, e sai a cera, e eu fiz cremes com óleos essenciais, e eu faço fórmulas até pra fungo de unha, eu faço sinergia, que é você misturar os olhinhos, e fazer um produto, e eu uso a moxa pra fungo de unha também, e no Brasil a gente põe fumo, planta fumo, faz o chazinho de fumo e passa na unha”.
Dos problemas mais comuns que ela atende no consultório (bursite, tendinite, dor de ombro, dor lombar, nervo ciático, ansiedade que tá altíssima pós-pandemia, cólica de bebê que não chora, e fungo de unha de quem mexe com água), da frequência ideal (avaliação inicial, depois 1x/semana até equilibrar, depois manutenção cada 15 dias ou 1x/mês, e a sessão dura 1 hora), e do cliente de 99 anos que faz 13 anos com ela (pratica esporte, tem a pele linda, e compra o creme com óleos essenciais dela todo mês)
Os problemas mais comuns que ela atende no consultório são, segundo ela “bursite, tendinite, muito, e seria mais os mais comuns aí é de ombro, problemas de ombro, a lombar, lombar tem muito, e nervo ciático, e ansiedade, muita ansiedade, em aí, muito ajuda muito, pessoal nem anda ansioso, e depois da pandemia galera tá tão, nossa, demais, muito estress, assim pessoas impacientes, e o mundo ficou acho que muito imediatista, e como foi trabalhar na pandemia, olha, eu continuei trabalhando, os meus clientes, e como eu sempre usei máscara desde quando eu comecei a acupuntura, eu acho que eu não tive problema, já tinha um protocolo de segurança, máscara, tudo, e acho mais seguro que quem sofreu muito, talvez dentista, porque ele obviamente sempre teve de máscara, mas o paciente não tem como, e no caso se eu dava pros dois, de máscara, e acho que é mais tranquilo nesse caso, e logicamente diminuiu, o pessoal ficou com medo também de sair de casa, e depois parece que as pessoas ficaram né, e eu sinto isso, que adoeceram mais, e essa era imediatista, todo mundo ansioso, e não sabe, parece cachorro correndo atrás de moto, e a gente não acha que a gente tá doente, a gente só percebe quando tá doente, principalmente de doenças psicológicas, e às vezes dá uma paralisia, alguma coisa, quando o corpo tipo explode mesmo, dá um sinal mais forte, e a gente nunca acha que tá acontecendo com a gente, e já é da nossa cultura não fazer, tipo, todo mundo já procura com a dor, não tem a prevenção, e lá no Oriente o pessoal vai uma vez por mês, eu passo na cultura pra ver como que eu tô, e seria interessante a gente procurar uma vez por mês, e a pessoa fala, ah, eu não tenho nada, mas é bom fazer, porque você vai ter o equilíbrio, e geralmente é sempre tem alguma coisinha, e como a pessoa fala, ah, mas eu não tenho dor nenhuma, daí você vai lá, e vai, nossa, não sabia que eu tinha essa dor, é que você convive tanto com a dor que é normal, e a sessão é uma hora geralmente, e aí dá pra ver o que tem pra tratar, e às vezes precisa dependendo o problema vai mais de uma sessão, e a gente orienta, quando a pessoa tá muito desequilibrada, a gente indica na primeira sessão demorar uns 2, 3 dias pra fazer a próxima, mas geralmente é uma vez por semana até a gente ver que tá em equilíbrio, e aí a gente fala manutenção, que seria cada 15 dias ou uma vez por mês, e vai do caso da pessoa também, e às vezes a pessoa gosta tanto que ela quer fazer toda a semana, e eu tenho um cliente que diz que faz 13 anos que faz comigo, e esse senhor ele tem 99 anos, e ele anda retão, e ele tem a pele linda, e ele compra meu creme que eu faço com óleos essenciais, ele faz questão de comprar todo mês o meu creme”, e ela atende de recém-nascido a 99 anos, e segundo ela “atende de recém-nascida até 99 anos, e o ano que vem ele vai, se Deus quiser, gente, mas ele tá muito bem, e ele pratica esporte, tudo, e se Deus quiser eu vou chegar nesse nível também”, e ela também trata cólica de bebê, e segundo ela “já atendi criança que não chora, aquela cólica que não passa, e você acha, é às vezes até recém-nascido mesmo, que tem muita cólica, e já descobre se tem algum probleminha ou não”.
Do Ikigai (a palavra japonesa que significa razão de viver, e que ela encontrou depois dos 8 anos no Japão), e do conceito de que todo mundo tem um dom e um propósito de vida (e que quando você acha o seu Ikigai, você não carrega a obrigação de trabalhar, você acorda animado, e isso faz a diferença na sua saúde), e da frase dela sobre o dinheiro (ele não é tudo, a saúde vem em primeiro lugar, mas a gente precisa dele pra viver), e da saudade do Japão que ela ainda tem (da comida, da educação, da civilidade, do lixo organizado, e da lógica de que o salário é alto mas o custo de vida também)
O final do podcast é sobre o Ikigai, lembra ela, e essa é a palavra japonesa que significa razão de viver, e que ela encontrou depois dos 8 anos no Japão, e segundo ela “todo mundo tem uma razão de viver, tem um propósito de vida, e aí pra você chegar a isso, você tem que fazer perguntas pra você mesmo, tipo, o que que eu amo, o que que eu mais amo fazer, o que que eu faço bem, o que que eu sei fazer bem, e o que que o mundo precisa, e o que que eu posso fazer pra ganhar alguma coisa, tornar isso uma coisa profissional, uma profissão, e nisso você vai marcando, tudo aquilo que tá nesse Ikigai, lá no YouTube você vai ver que tem muitas explicações de como você faz pra procurar o seu Ikigai, e é onde você pode estar achando a sua vocação, e você tem que fazer o que você gosta, principalmente, tipo, até que nem eu, eu adoro fazer atividade física, eu adoro fazer acupuntura, então eu achei o meu Ikigai, a minha vocação, e não se torna um trabalho que dá trabalho, mente, você tem que acordar e estar com vontade de acordar, animada, com vontade de fazer as coisas, e isso faz a diferença, e não carrega aquela obrigação, ah, vou ter que fazer aquilo, e vocês também acho que são assim, e o dinheiro não é tudo, a gente precisa dele pra viver, precisa, mas ele não é tudo, a saúde em primeiro lugar, então igual fala esse Ikigai, se você encontrar a razão, a sua missão, a razão de viver, se você conseguir achar o seu propósito de vida, com certeza você vai ter, e eu acho que um pouco a gente erra por não se conhecer, e eu acredito nisso, e porque todo mundo tem uma missão aqui na terra, todo mundo tem, e todo mundo tem um dom, senão só existiria um profissional só de uma área, só existiria uma profissão, se for analisar, e cada um tem certeza tem um dom, tem o seu propósito, tem o seu Ikigai, isso aí tem que achar, tem que achar, e pode ser que ache hoje, ou demore, mas não pode desistir, e eu demorei, fiquei no Japão, mas tem coisas que acontecem na nossa vida pra gente dar valor, e eu agradeço de ter tido a oportunidade de ir pra lá, porque tem a gente passou por muito sofrimento, e pensar em querer fazer o pé de meia ali pra depois retornar e fazer o quê, mas pelo ficar longe da família, é querer abrir mão, e não tem preço, e acumula experiência, e poder ir pro outro lado do mundo e trabalhar diferente, e eu falo, todo mundo deveria ir pra um outro país, porque você abre a mente, e às vezes você começa a dar valor a coisas que você não dava antes, e tipo quando você fica sem, fala, pô, lá era assim, lá eu conseguia isso, e é aquela coisa, a gente só dá valor quando não tem, e tem hora que você precisa é perder pra poder realmente dar valor, e a gente também aprende na dor muitas vezes, e faz parte, se tá aprendendo tá ótimo, e melhor pouco do que nada, e o importante é que achou o seu Ikigai, antes tarde do que nunca, melhor pouco do que nada”, e a saudade do Japão ela ainda tem, e segundo ela “comida, eu gostava muito da comida de lá, e a educação, gente do céu, eu nunca vi igual, tanto é que dá um choque depois de tantos anos voltar pro Brasil, a recepção em loja, eles chegam a dobrar assim o corpo, seja bem-vindo, e você vem pra Dracena que o povo nem dá bom dia, e a pessoa vai atravessar a rua, o carro para, e se for uma estudante, geralmente pega, abaixa a cabeça depois agradecendo o carro que parou, é uma coisa assim, é muito diferente, e lixo meu deus, tudo organizado, e realmente tudo funciona bem, tudo é redondinho, e eles falam assim, e você paga um preço por isso, não é nada tão barato quanto o pessoal acha, você ganha bem, mas você gasta bem, e se você quer fazer seu pé de meio ali, se quer voltar pro Brasil, você tem que se conter, e tem muita coisa pra fazer e pra gastar lá, é que você consegue acesso por conta do salário lá, e um salário de operário lá você vive bem, e o nosso amigo que mora lá, ele é operário, ele já tem a casa dele, porque ele tem filho lá, e ele não pretende voltar pro Brasil, e meu irmão também não volta mais, mas ele casou com uma filipina, e a família dela é de origem de Okinawa, que é uma ilha tropical do Japão, e as pessoas são muito alegres lá, é diferente do Japão, é tropical, e a paisagem é diferente, e o povo é mais reservado no Japão, e a gente foi pra lá passear, e quer conhecer mais, e eu devo ter muito mais coisas pra contar, e quem sabe eu volto aqui, e o convite é sempre aberto”.
Onde encontrar
A Eliana Akemi Arakaki Yura atende em Dracena, SP, e os contatos são pelo Instagram @elianayura, e ela é Fisioterapeuta formada em 1990/91 pela (não cita no podcast, mas registrada no CREFITO), e é Especialista em Acupuntura Chinesa (formada em 2005) e em Acupuntura Japonesa (formada em 2006), e ela atende de recém-nascido a 99 anos (o paciente mais antigo tem 99 anos e faz 13 anos de sessão com ela, e pratica esporte e tem a pele linda), e os problemas mais comuns que ela atende são bursite, tendinite, dor de ombro, dor lombar, nervo ciático, ansiedade, cólica de bebê, e fungo de unha, e a sessão dura 1 hora, e a frequência ideal é de 1x/semana até equilibrar, e depois manutenção cada 15 dias ou 1x/mês, e ela tem o conceito oriental de que a medicina chinesa não trata a doença, trata a raiz, e que a pessoa não precisa esperar sentir dor pra se tratar, e que dá pra prevenir, e ela diagnostica pela língua, pelo pulso, pela palpação do abdômen, e pela orelha (que é um microssistema tipo um feto de cabeça pra baixo), e além das agulhas japonesas (que são mais finas, mais superficiais, e indolores) ela também usa moxa, auricular com sensor e ímãs, aromaterapia, cone hindu/chinês, e cremes com óleos essenciais (incluindo uma sinergia pra fungo de unha), e a frase final que ela repetiu várias vezes no podcast é que todo mundo tem um dom, tem um propósito, e quando você acha o seu Ikigai, a sua razão de viver, você acorda animado, com vontade de fazer as coisas, e isso faz a diferença, e o dinheiro não é tudo, a saúde vem em primeiro lugar, e ela lembra da memória afetiva dos avós (com a moxa de artemísia e a ventosa de copo americano) como o momento que ela soube que tava no caminho certo, e o marido dela (que é do Mato Grosso do Sul e que ela conheceu no Japão no campo de golfe) é citado por ela como o grande apoio de toda essa história, e a família dela é de origem de Okinawa, e a Eliana deixou o convite aberto pra voltar ao AdamiCast sempre que pintar uma novidade, e o bate-papo inteiro tá no YouTube e no Spotify do AdamiCast, e o link tá na descrição.
Resumo do episódio
Eliana Akemi Arakaki Yura, fisioterapeuta e acupunturista de Dracena, compartilha sua trajetória desde a formação em 1991, passando por 8 anos no Japão trabalhando em campos de golfe, até o retorno ao Brasil onde descobriu a acupuntura pela internet. Ela encontrou nessa prática a conexão com memórias afetivas dos avós que faziam moxa e ventosa caseira, escolheu a técnica japonesa por ser menos invasiva, e construiu uma filosofia oriental de atendimento focada em prevenção e equilíbrio. O episódio culmina com sua reflexão sobre Ikigai, a razão de viver japonesa, e a importância de encontrar seu propósito profissional para acordar animado cada dia.
Principais aprendizados
- A acupuntura japonesa utiliza agulhas mais finas, superficiais e indolores comparada à chinesa, com o mesmo efeito terapêutico mas menos invasiva.
- Na medicina oriental previne-se a doença tratando a raiz do desequilíbrio, enquanto no Ocidente as pessoas procuram tratamento apenas quando sentem dor.
- O diagnóstico em acupuntura japonesa ocorre através da avaliação da língua, pulso, palpação do abdômen e orelha, que funciona como microssistema.
- A frequência ideal de sessões é uma vez por semana até equilibrar o paciente, passando depois para manutenção quinzenal ou mensal.
- Ikigai, conceito japonês de razão de viver, representa encontrar a interseção entre o que você ama, o que faz bem, o que o mundo precisa e o que gera renda.
Perguntas respondidas neste episódio
Qual é a diferença entre acupuntura chinesa e japonesa?
A acupuntura japonesa utiliza agulhas mais finas com inserção mais superficial e indolor, enquanto a chinesa perfura mais profundamente e causa sensações de choque. Ambas têm o mesmo efeito terapêutico, mas a japonesa é menos invasiva e mais tranquila para o paciente.
Como funciona o diagnóstico em acupuntura?
O diagnóstico avalia a língua para identificar desequilíbrios, o pulso para verificar o fluxo de energia, a palpação do abdômen para localizar onde está o desequilíbrio, e a orelha que funciona como um microssistema refletindo todo o corpo como um feto de cabeça para baixo.
Com que frequência uma pessoa deve fazer acupuntura?
A sessão inicial é uma avaliação. Depois recomenda-se uma vez por semana até o paciente atingir o equilíbrio. Em seguida, passa-se para manutenção a cada 15 dias ou uma vez por mês, dependendo de cada caso. A sessão dura aproximadamente uma hora.
Qual é a diferença entre a medicina ocidental e oriental na abordagem do paciente?
No Ocidente as pessoas procuram tratamento apenas quando sentem dor, enquanto no Oriente a medicina é preventiva. A medicina chinesa não trata a doença em si, mas trabalha a raiz do desequilíbrio e o equilíbrio entre yin e yang, permitindo tratar problemas antes que se manifestem como sintomas.
O que é Ikigai e como isso se relaciona com a profissão?
Ikigai é a palavra japonesa que significa razão de viver. Encontra-se respondendo o que você ama fazer, o que faz bem, o que o mundo precisa e o que gera renda. Quando você descobre seu Ikigai profissional, trabalha sem obrigação, acorda animado e mantém melhor saúde, pois não carrega o peso de um trabalho que não te realiza.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.