Alexandre Ronchi e Lorena Bassany são o casal por trás do Cheirin Bão Dracena, a primeira franquia de cafeteria especializada da cidade. Vieram de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em setembro de 2021, depois de anos de planejamento, e abriram as portas em 1° de dezembro. O movimento superou a expectativa da franqueadora, e a rotina de 16 anos de relacionamento precisou se reinventar dentro de uma loja de café.
A história deles começa com a busca por uma cidade nova pra empreender, passa pela feira de franquias, pela escolha do Cheirin Bão, e chega até a transformação pessoal deles: juntos perderam 21 kg depois de mudar a alimentação, cortar o açúcar do café e começar a se exercitar. A conversa do AdamiCast mostrou o lado humano de quem abriu um negócio em cidade desconhecida e decidiu fazer da cafeteria um ponto de encontro da Alta Paulista.
A escolha de Dracena: por que largar Campo Grande
Alexandre e Lorena estavam há muito tempo planejando sair de Campo Grande. A ideia original era abrir uma sorveteria, mas quando vieram a Dracena pela primeira vez pra conhecer a cidade, perceberam que já tinha bastante sorveteria, e quase nenhuma cafeteria especializada em café. A Lorena, que sempre gostou de café e gosta de mexer com especiarias em casa, tinha o desejo antigo de abrir um café com programação própria. “Eu queria um negócio gostoso pra você ficar à vontade, não uma cafeteria que você toma um café e vai embora.”
Dracena ganhou pontos decisivos: cidade limpa, organizada, calorosa na recepção, com espaço pra negócios novos. A chegada do curso de medicina na cidade também pesou. “A gente veio várias vezes antes de decidir. Ficou uma semana inteira aqui, monitorando pontos, contando gente, vendo o movimento.” Alexandre vinha de uma empresa de telecomunicações que ele comandou por 14 anos como distribuidora em Campo Grande. Lorena tinha formação em arquitetura e trabalhava com massoterapia e gastronomia. Os dois, no entanto, estavam prontos pra recomeçar. A decisão veio em família, com a mãe do Alexandre em Álvares Machado como ponto de apoio geográfico.
A escolha da franquia: Cheirin Bão, mais de 400 unidades no Brasil
O próximo passo foi a feira de franquias. Alexandre e Lorena pesquisaram opções há três anos, mas só mergulharam a fundo depois da mudança de cidade. Entre as opções, o Cheirin Bão chamou a atenção pela proposta sensorial. “É uma franquia que tem mais de 400 unidades no Brasil, são de São Lourenço, na Serra da Mantiqueira, e eles cresceram muito nos últimos três anos.” A padronização da marca, a curadoria dos grãos, e o foco em preparação artesanal pesaram na decisão.
A franqueadora exigiu um estudo de ponto detalhado antes de aprovar a instalação em Dracena. Alexandre passou uma semana inteira na cidade, de manhã e de tarde, monitorando locais. “Eu ficava em Álvares Machado, vinha de manhã pra Dracena, ficava o dia inteiro contando gente, vendo o movimento, e voltava no fim do dia. Tinha que preencher relatório e mandar pra eles.” A escolha do ponto demorou, mas o resultado compensou: o endereço atende o fluxo de quem vem da região inteira.
A abertura em dezembro e o movimento que veio
A loja abriu em 1° de dezembro de 2021, no coração de Dracena, com o modelo padronizado da franquia: cafeteria, empório de produtos, espaço pra reuniões. O movimento superou a expectativa. “Pra época normal não era pra ser tão grande, mas dezembro por si só já movimenta muito. Vem gente de Panorama, Adamantina, Pres. Epitácio, região inteira, pra tomar café.” A escolha de não abrir de manhã cedo foi consciente: a mão de obra pesa no caixa, e o horário comercial, das 8h às 19h de segunda a sexta e das 8h30 às 16h no sábado, é o que faz sentido pra região.
A escolha dos funcionários foi criteriosa. “A gente entrevistou 40 pessoas pra selecionar três.” A franquia ajudou no processo, mas a decisão final foi do casal. Lorena conta que sentiu falta do trabalho anterior como massoterapeuta, onde tinha contato direto com clientes particulares. “No balcão do café, a conversa é mais superficial. Mas a gente abraça, e o pessoal vem, e isso vale.” A adaptação da Lorena, de massagista pra sócia de cafeteria, virou tema da relação. “16 anos juntos, agora a gente vê o outro o tempo todo. É uma fase nova.”
O cardápio: 4 grãos, 5 métodos, degustação
O Cheirin Bão trabalha com 4 tipos de grão, do suave ao intenso, mais o microlote, um grão especial selecionado a cada seis meses com características sensoriais diferentes. “O microlote é um grão que eles selecionam, mandam pra gente, e dura até a próxima seleção.” São 5 métodos de preparo: V60 (filtro de papel ondulado), prensa francesa, Chemex, aeropress e Clever Dripper. Cada método pede uma moagem diferente, feita na hora. “Café moído e guardado vai oxidando, perde sabor, perde cheiro. A gente mói na hora do pedido.”
A experiência da degustação é o diferencial. São dois menus: o primeiro usa três grãos diferentes com o mesmo método pra você sentir a diferença entre grãos. O segundo usa o mesmo grão em três métodos diferentes pra você sentir a diferença entre métodos. “Tem cliente que pede o segundo e fica encantado.” Além do café, o cardápio tem capuccino, capuccino zero, capuccino de avelã, pão de queijo com linguiça, pão de queijo com queijo minas, e bolo caseiro. O empório vende kits pra presente. “Pão de queijo com queijo minas é diferençal. A Lorena acordou cedo e fez o primeiro lote.”
A vida que mudou: 21 kg a menos e o café como terapia
Antes da franquia, Alexandre era sedentário total. Lorena tinha problema estomacal que o médico atribuiu ao açúcar. Ela tirou, primeiro do café, depois do resto da alimentação. “Comecei a tirar aos poucos, uma colher, depois menos, até tirar tudo. Fiquei um ano e meio sem tomar café.” Quando voltou a tomar, foi com outro grão, outro método, e percebeu que o café bom não precisa de açúcar. “Parece que você descobre o café de novo.” O Alexandre, que é viciado em café (calcula 37 xícaras por quilômetro rodado), perdeu o pôdio do açúcar junto. Juntos, perderam 21 kg.
A Lorena transformou o café em terapia. “Pra mim, fazer café é uma terapia. Não tem hora, não tem pressa. Só de sentir o cheiro já fico feliz.” O Alexandre, que é mais prático, acompanha. “Ele é o contraponto da Lorena. Ela sonha, ele executa.” A viagem mais aventureira que eles fizeram juntos foi pro Chile, onde acamparam uma semana na montanha, com água de degelo e frio de 12 graus negativos. “Essa foi a viagem mais aventureira que a gente fez. Ele quase me deixou lá.”
A franquia e o comércio local: como equilibrar
O Cheirin Bão é uma franquia com padronização forte. O projeto arquitetônico, a decoração, e os fornecedores homologados vêm todos da franqueadora. “Eles mandam o projeto, você segue a padronização de cor, de material. Mas o que der pra comprar aqui, a gente compra aqui.” Alexandre é enfático nessa parte. “O meu objetivo é trazer comprar muita coisa aqui na região. O forte dela é o comércio. Não tem indústria por aqui. Nosso dinheiro tem que passar de mão em mão.”
A Lorena, com formação em arquitetura, gastronomia e massoterapia, ajuda a trazer um olhar mais delicado pro espaço. Quer trazer queijos mineiros pra complementar o cardápio daqui a uns meses. “Primeiro a gente quis conhecer a rotina da cidade, sentir o público. Agora já dá pra trazer mais coisa.” A Françaia da Canastra, com um ano e meio de maturação, é o primeiro alvo. “Vocês vão ver, é outro nível de queijo.”
Onde encontrar
O Cheirin Bão Dracena está no centro da cidade, com cafeteria, empório de presentes, e cardápio de cafés especiais. Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 19h; sábado, das 8h30 às 16h. Pra acompanhar o trabalho, basta seguir os perfis no Instagram: @cheirinbao.dracena, @alexandreronchi1 e @lorenabassany. O episódio completo do AdamiCast está no YouTube e no Spotify.
Resumo do episódio
Alexandre e Lorena deixaram Campo Grande para abrir a primeira franquia Cheirin Bão em Dracena após pesquisas detalhadas sobre a cidade e o mercado de cafeterias. O casal aprendeu sobre seleção de grãos, métodos de preparo artesanal e gestão de franquia, além de transformar seus hábitos alimentares e perder 21 kg juntos. A história mostra como empreendedores estruturam uma entrada em novo mercado e equilibram padronização de marca com apoio ao comércio local.
Principais aprendizados
- A pesquisa de mercado incluiu monitorar fluxo de pessoas durante uma semana inteira, contando gente e estudando o movimento nos possíveis pontos de instalação.
- Cheirin Bão oferece degustação com dois menus: um que varia os grãos com mesmo método de preparo, outro que usa mesmo grão em três métodos diferentes.
- O café moído na hora preserva sabor e aroma, pois café moído oxidiza e perde qualidade quando guardado.
- A seleção de funcionários foi rigorosa, com entrevistas de 40 candidatos para escolher apenas três colaboradores.
- Quando a franqueadora padroniza fornecedores e projeto arquitetônico, o empreendedor ainda pode comprar insumos locais que não são homologados, apoiando o comércio regional.
Perguntas respondidas neste episódio
Como funciona o menu de degustação de café do Cheirin Bão?
Existem dois menus de degustação. O primeiro utiliza três grãos diferentes preparados com o mesmo método, permitindo sentir a diferença entre os grãos. O segundo usa o mesmo grão em três métodos diferentes para perceber como a técnica de preparo altera o sabor.
Por que café moído guardado perde qualidade?
O café moído sofre oxidação quando armazenado, resultando em perda de sabor e aroma. Por isso, o moimento deve ser feito no momento do pedido para manter as características sensoriais do café.
Quantos métodos de preparo o Cheirin Bão oferece?
A cafeteria trabalha com cinco métodos de preparo: V60 com filtro de papel ondulado, prensa francesa, Chemex, aeropress e Clever Dripper. Cada método exige uma moagem diferente realizada no ato do pedido.
Como foi o processo de seleção de funcionários para a cafeteria?
O casal entrevistou 40 candidatos para selecionar três funcionários. Embora a franquia tenha ajudado no processo, a decisão final coube ao casal.
Qual é o horário de funcionamento do Cheirin Bão Dracena?
A cafeteria funciona de segunda a sexta das 8h às 19h, e aos sábados das 8h30 às 16h. O horário comercial foi escolhido conscientemente considerando custos com mão de obra.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.