Quando Willian Gussoni abriu sua primeira loja em Dracena com apenas 17 anos, o negócio vendia bolsas, bijuterias e capinhas de celular. Ningúem apostaria que aquele pequeno ponto comercial se tornaria a WN Cell, uma das referências em assistência técnica e venda de celulares na região. A história que ele e Denise Gumero Gussoni contaram no AdamiCast é sobre persistência, coragem de mudar e a força de uma parceria que mistura amor e trabalho.
O episódio #352 teve uma energia especial: era um casal recebendo outro casal. E como toda conversa entre pessoas que se conhecem nos detalhes do dia a dia, a intimidade veio rápido. Entre risadas, revelações sobre o início do namoro e a cumplicidade de quem divide vida e trabalho há quase 20 anos, Willian e Denise mostraram que construir uma empresa juntos exige muito mais do que habilidade técnica.
O começo: bijuterias, sociedade e uma reviravolta
A história da WN Cell começa antes mesmo de ela existir com esse nome. Em 2006, Willian entrou de sócio com a cunhada numa loja que vendia bolsas, bijuterias e acessórios de celular. Quando ela engravidou e precisou sair, o tio Nevaldo (o “N” do nome WN) assumiu a parte dela. Mas o tio adoeceu: um câncer no pulmão o levou a falecer, e Willian ficou sozinho no negócio.
Antes disso, ele havia trabalhado dos 14 aos 17 anos na Cimatel, empresa de telecomunicações da cidade, onde fazia de tudo: cobrava, instalava internet e entregava produtos. A mãe, que trabalhava como diarista de dia e cozinheira à noite para sustentar a família, deu o dinheiro da entrada para ele entrar na sociedade. “Minha mãe foi pai e mãe”, lembrou Willian com gratidão.
A virada: Denise entra em cena
Willian tocou o negócio sozinho por quase três anos e meio. Acordava de madrugada, viajava até São Paulo para comprar estoque e abria a loja horas depois. Mas o negócio tinha um teto claro: ele só pegava serviços fáceis e rápidos, mandando todo o resto embora. “Tinha 15 carregadores pendurados atrás e para mim estava tranquilo”, admitiu.
Denise trabalhava na loja ao lado e, já namorando com ele, começou a observar tudo. Formada em biologia, ela nunca se adaptou à docência e sempre preferiu vendas e atendimento. Quando a colaboradora de Willian saiu, Denise bateu na porta com uma proposta direta: “Quero saber quanto você fatura. Vou dobrar esse faturamento.” Ele resistiu. Ela insistiu. E quando ele aceitou, a primeira coisa que ela fez foi pedir para ele vender o carro e a moto para quitar dívidas e reinvestir no negócio.
Construindo juntos: do chão de taco ao laboratório planejado
O primeiro grande projeto da dupla foi expandir o espaço físico e, principalmente, o portfólio de serviços. Denise identificou que Willian tinha medo de serviços complexos e o empurrou para buscar conhecimento. Nos fins de semana, ele estudava cursos online enquanto treinava em placas descartadas, e ela ficava deitada num colchãozinho no chão da loja para ele não desistir.
O divisor de águas foi o Motorola Moto G2: uma febre de mercado que Willian relutava em atender. Denise aceitou o serviço por ele, e Willian não teve escolha senão aprender. A partir daí, vieram as reformas, o laboratório planejado, as máquinas especializadas e a renovação completa do espaço. Cada melhoria tinha resistência inicial de Willian e determinação de Denise, numa dinâmica que virou a marca da sociedade deles.
Fé, casa própria e Providência Divina
Em paralelo ao crescimento da loja, o casal também construiu sua vida pessoal. Noivaram e decidiram construir a casa própria num terreno que Willian já tinha, mas sem nenhum crédito aprovado e sem dinheiro guardado. Cada tentativa de financiamento batia numa parede. Foi aí que Denise conta que sentiu a orientação de desenhar a planta da casa numa folha de sulfite, do jeito que sonhava.
O pai dela, construtor, ligou um dia dizendo que podia começar a obra no dia seguinte. O casal não tinha um real guardado. Mas conforme a construção avançava, a demanda na loja explodia: sextas-feiras com serviços que chegavam exatamente no valor necessário para pagar materiais e mão de obra. Trabalharam sábados, domingos, feriados e madrugadas. Em novembro de um ano a obra começou e em dezembro do ano seguinte casaram, entrando na casa própria sem financiar absolutamente nada.
A WN Cell hoje: equipe, alcance e tecnologia
Atualmente a WN Cell tem uma equipe de atendimento formada e atende clientes de Brasilândia, Mirandópolis, Junqueiroópolis e toda a região. O serviço mais comum ainda é a troca de tela, feita no mesmo dia. Para marcas com maior complexidade de reparo, como a linha Poco da Xiaomi, eles preferem ser transparentes com o cliente sobre a dificuldade de encontrar peças de qualidade no Brasil.
Willian trabalha com marcas conceituadas como Gorilla Shield e OneSafe para películas e acessórios, e compra tudo de distribuidores diretos, sem precisar mais das viagens a São Paulo ou Ponta Porã. A loja ganhou recentemente dois novos cômodos no fundo e a dupla não esconde o plano de continuar crescendo: “Devagarzinho, até comprar o prédio inteiro.”
Onde encontrar
A WN Cell fica em Dracena, SP. Acompanhe o trabalho do casal pelo Instagram: @wncellassistencia e @williandenise.
Resumo do episódio
Willian Gussoni abriu sua primeira loja aos 17 anos vendendo bijuterias e acessórios, mas a entrada de Denise transformou o negócio em assistência técnica de celulares de referência na região. O episódio revela como um casal construiu a WN Cell ao longo de quase 20 anos, enfrentando a resistência inicial de Willian às inovações, expandindo o portfólio de serviços e adquirindo máquinas especializadas, enquanto tocava a vida pessoal com trabalho intenso nos fins de semana e feriados.
Principais aprendizados
- A entrada de um sócio com visão comercial pode identificar gargalos que o empreendedor sozinho não enxerga, como quando Denise percebeu que Willian rejeitava serviços complexos por medo.
- Aprender novos serviços técnicos exige dedicação fora do horário comercial: Willian estudava cursos online nos fins de semana enquanto treinava em placas descartadas.
- Um produto em alta demanda pode ser o divisor de águas para expandir o portfólio: o Motorola Moto G2 foi a febre de mercado que forçou Willian a ampliar seus conhecimentos.
- Reinvestir lucros no negócio é mais efetivo que manter ativos pessoais: Denise pediu para vender carro e moto e quitar dívidas antes de expandir.
- A especialização em marcas e componentes específicos permite transparência com clientes sobre limitações, como no caso da linha Poco da Xiaomi e a dificuldade de peças de qualidade no Brasil.
Perguntas respondidas neste episódio
Como funciona a assistência técnica de celular numa loja pequena?
O serviço mais comum é a troca de tela, realizada no mesmo dia. Para marcas com maior complexidade de reparo, como a linha Poco da Xiaomi, a loja é transparente com o cliente sobre a dificuldade de encontrar peças de qualidade no Brasil.
Como um negócio de bijuterias virou assistência técnica?
A transição começou quando um novo sócio entrou vendendo acessórios de celular junto com bijuterias. Com o tempo, à medida que a demanda crescia e um novo sócio identificava oportunidades, o foco mudou para serviços de reparo mais complexos, impulsionado por produtos em alta demanda como o Motorola Moto G2.
Qual é o papel de um sócio na transformação de um negócio?
Denise identificou que Willian tinha medo de serviços complexos e o empurrou a buscar conhecimento. Ela aceitou serviços que ele relutava em fazer, forçando-o a aprender. Cada melhoria na loja tinha resistência inicial dele e determinação dela, numa dinâmica que virou a marca da sociedade.
Como conseguir matéria-prima sem viajar para cidades maiores?
A loja trabalha com marcas conceituadas como Gorilla Shield e OneSafe para películas e acessórios, comprando tudo de distribuidores diretos. Isso eliminou a necessidade de viagens frequentes a São Paulo ou Ponta Porã para comprar estoque.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.