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De advogada a empresária digital: a história de Lorrane Froio | #386

01 de abril de 2025 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #386 do AdamiCast

Lorrane Froio cresceu em Dracena, foi morar sozinha aos 17 anos para estudar Direito na FMS, em Três Lagoas, e viveu a faculdade com uma intensidade que poucos conseguem: bateria, atlética, congressos, Centro Acadêmico e até um título de Miss Três Lagoas. Tudo isso enquanto mantinha um Instagram já organizado por paleta de cores, por puro prazer estético. Ninguém ainda chamava isso de identidade de marca.

A virada veio durante a pandemia, quando ela percebeu que advogar e prestar concurso eram caminhos que simplesmente não faziam sentido para ela. Sentada no quarto em crise existencial, ela e o Fernando assistiram episódios de Shark Tank até que a resposta chegou: empreender. Não sabia ainda exatamente no quê, mas sabia que ia.

Do Miss ao primeiro feed organizado

A história toda começa quando um professor de Direito a incentivou a viver a faculdade de verdade, sem meio-termo. Lorrane entrou em tudo e, no meio desse caminho, foi convidada para o Miss Três Lagoas, concurso que venceu. A experiência trouxe patrocinadores e, pela primeira vez, a obrigação de postar e divulgar parcerias nas redes sociais. Era 2017, e o Instagram dela já nascia organizado, com cor e padrão, porque ela sempre teve afinidade com arte, fotografia e edição.

Mesmo sem ter planejado, aquela visibilidade foi juntando seguidores. Depois do estadual do Miss Mato Grosso do Sul, ela decidiu que chegava, e voltou o foco para a faculdade. Formou, passou na OAB e foi trabalhar num escritório de advocacia em Andradina, ao lado do Fernando, companheiro de turma desde o primeiro ano. A vida adulta tinha chegado.

A crise existencial que mudou tudo

Em 2020, a mãe de Lorrane foi diagnosticada com leucemia e ela voltou para Dracena. Começou a trabalhar no escritório do Dr. Sidney Castilho e, dois meses depois, entrou a pandemia. No home office, percebeu o que não conseguia ignorar mais: o Direito era muito chato. A rotina de escritório a sufocava. Pensou em concurso, estudou um pouco, e se convenceu de que também não era o caminho.

Foi ali, assistindo Shark Tank com o Fernando, que ela verbalizou pela primeira vez a palavra “empreender”. A lógica era simples e direta: ela já fazia trabalho de publicidade para outros, divulgava parcerias, entendia de estética e de rede social. Por que não fazer isso para si mesma? Por que não abrir uma loja?

Nasce a Lope

A dor que ela sentiu no mercado foi real e prática: peças clássicas, básicas, preto e branco, eram quase impossíveis de encontrar em Três Lagoas e Andradina. Com R$ 800 no bolso e a tia como guia, ela foi ao Brás, em São Paulo, andou mais de 13 km por dia, garimpou fornecedores e voltou com as primeiras peças da Lope, marca cujo nome vem das iniciais de Lohan Uliana Pelisson e que, por coincidência que ela ama contar, significa “lobo” em francês.

A identidade visual foi construída com símbolos pessoais: uma rosa ligada ao Pequeno Príncipe, a raposa que era seu apelido na faculdade, um diamante em referência ao Miss e uma página em branco representando o futuro. O designer de Andradina fundiu tudo em uma logo que parece exatamente um lobo. Em outubro de 2020, a primeira postagem da Lope foi ao ar.

A perda e a academia como salvação

Em julho de 2021, Lorrane perdeu a mãe. Ela descreve esse período com honestidade brutal: parou com a Lope, foi trabalhar por obrigação, voltava para casa e dormia. O que a salvou foi a terapia e a academia. Ela chegava para treinar com o Luciano e chorava. Mas foi exatamente esse processo que, ao longo de 2022, fez seu corpo mudar e seu Instagram explodir.

Ela ganhou 8 kg de massa magra em um ano, algo que ela define como desesperador de tão difícil, e postava treino porque era viciada em treino. Vídeos começaram a viralizar, chegando a 2 milhões de visualizações. A cada boom, ela ganhava 8 ou 9 mil seguidores. Não era estratégia. Era consequência de constância e de uma vitrine bem cuidada.

De hobby a profissão: o posicionamento como influencer

Em 2023, as primeiras marcas começaram a aparecer. Uma loja de roupas fitness a convidou para parceria e ela se deu conta de que estava ganhando roupa e dinheiro para fazer o que já fazia de graça. Foi quando ela descobriu plataformas como Miss, The Insiders e Wake Creators, espécies de LinkedIn para influenciadores, onde marcas como PicPay, Dove, L’Oréal e Chopp encontraram o perfil dela e fecharam trabalhos.

Em 2024, ela colocou como meta do ano sair do escritório. Levou seis meses para ter coragem. Saiu em junho, em lágrimas, e quase voltou no mesmo dia. Ficou. A partir desse momento, o Migas Economizo, projeto desenvolvido em parceria com a Promo Hub, empresa de tecnologia e mercado de afiliados, decolou: de 314 seguidores em janeiro para quase 50 mil em poucos meses, com grupos de WhatsApp que cresciam até dois por dia.

Criação de conteúdo, vício em celular e o futvôlei

Lorrane faz questão de ser seletiva com as publicidades que aceita. Ela só fecha parcerias que cabem no seu estilo e na sua rotina, e usa o storytelling como método: não anuncia produtos soltos, conta histórias em que eles aparecem naturalmente. A câmera, a edição, o tempo de tela, os olhos que tremem, o celular que nunca desliga. É esse o outro lado de uma vida que, de fora, parece glamorosa.

Para descompressar, ela descobriu o futvôlei. Vai até Tupi Paulista para treinar, porque Dracena ainda não tem professor da modalidade. Segundo ela, é a única hora do dia em que não pensa em conteúdo, métrica ou promoção.

Onde encontrar

Lorrane Froio está em Dracena, SP. Acompanhe a trajetória dela no Instagram: @lorranefroio

Resumo do episódio

Lorrane Froio abandonou a carreira de advogada durante a pandemia para empreender na internet, criando primeiro a marca de roupas Lope e depois se posicionando como influenciadora digital. O artigo mostra como sua organização estética desde a faculdade, a perda da mãe que a levou à academia, a constância nas redes sociais e a seletividade nas parcerias a transformaram em criadora de conteúdo profissional com dezenas de milhares de seguidores e contratos com grandes marcas.

Principais aprendizados

  • A identidade visual e estética desde o início gera efeito duradouro, mesmo antes de haver intenção comercial com ela.
  • Pivotar profissionalmente exige não apenas descobrir uma alternativa, mas rejeitar ativamente caminhos que não fazem sentido pessoal.
  • Constância e qualidade na vitrine das redes sociais geram crescimento orgânico e atraem marcas, sem necessidade de estratégia agressiva desde o início.
  • O storytelling natural dos produtos nas histórias reais é mais eficaz que simples anúncios isolados.
  • Descompressão fora das telas e mídias é essencial para quem trabalha com criação digital, mesmo que pareça contraditório.

Perguntas respondidas neste episódio

Como Lorrane começou na moda antes de virar influenciadora?

Com R$ 800 e orientação da tia, ela foi ao Brás em São Paulo, percorreu mais de 13 km diários garimpando fornecedores e voltou com as primeiras peças da marca Lope. A dor que motivou o negócio foi encontrar peças clássicas, básicas em preto e branco, quase impossíveis em Três Lagoas e Andradina.

Como o Instagram dela cresceu de forma exponencial em 2022?

Após perder a mãe em 2021, ela retomou a academia com intensidade e postava seus treinos constantemente. Ganhou 8 kg de massa magra em um ano e seus vídeos começaram a viralizar, chegando a 2 milhões de visualizações, o que atraia 8 ou 9 mil seguidores a cada boom.

Como Lorrane consegue parcerias com grandes marcas?

Descobriu plataformas como Miss, The Insiders e Wake Creators, que funcionam como redes profissionais para influenciadores onde marcas como PicPay, Dove, L'Oréal e Chopp encontram perfis. Ela também é seletiva, fechando apenas parcerias que cabem no seu estilo de vida e rotina.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.