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Da loja de roupa da tia à box de café da manhã: a história da confeiteira Fernanda Batista em Dracena | #190

02 de fevereiro de 2023 • 10 min de leitura

Este texto vem do episódio #190 do AdamiCast

Quando Fernanda Batista decidiu, em março de 2020, que precisava começar a fazer alguma coisa, ela há pouco mais de um ano tinha saído da loja de roupa da família, e o irmão Gabriel tinha acabado de fechar o lanche. A mãe tinha fechado a loja há décadas, e o Arthur, filho dela, tinha acabado de fazer um ano. A escolha, segundo ela conta, foi por tentativa: palha italiana, ovo no pote, e a primeira venda de Páscoa que apareceu. Foi o que virou a chave. A história, contada no episódio #190 do AdamiCast, em fevereiro de 2023, é a de uma comerciante de 12 anos que virou confeiteira na pandemia, e que descobriu, no forno industrial que montou em casa, que trabalhar com o que gosta é trabalhar mais, e não trabalhar menos. É também a de quem transformou Páscoa, Dia das Mães e Natal em três datas que valem o ano, e que descobriu, com a mãe, que o segredo do bolo de fubá com goiabada é colocar o requeijão dentro da massa.

Ao longo do episódio, Fernanda mostrou que a diferença entre o negócio de loja e o negócio da cozinha é que o segundo não fecha, e que, para quem topa, essa é a melhor parte. Ela descreveu, sem esconder, a rotina de dormir à meia-noite, acordar às 5 da manhã, e administrar o casamento, a maternidade, a casa, e o negócio, tudo na mesma cozinha. Também contou, com a franqueza de quem sabe que é recém-começou, como é vender bem na Páscoa e no Dia das Mães, e o que é fazer nos períodos de entre safra, quando ninguém pede bolo, e a conta, mesmo assim, precisa pagar. É a história de quem aprendeu, com a mãe, a fazer engenharia reversa de bolo dos outros, e que, hoje, se sustenta vendendo, e ensinando, sem esquecer que o melhor marketing é mandar bolo para quem está doente.

Da loja de roupa da família ao forno industrial da casa

Fernanda foi comerciante durante 12 anos antes de ser confeiteira. Começou trabalhando com a tia, na loja de roupa, por 9 anos, depois passou a trabalhar com a mãe, por mais 3 anos, até decidir, em 2018, que queria outra coisa. Casou, teve o Arthur no fim do mesmo ano, e ficou um ano em casa com ele, para acompanhá-lo no início da escolinha. Quando voltou a pensar em trabalhar, em março de 2020, o mundo já estava diferente. A mãe tinha fechado a loja, o Gabriel tinha fechado o lanche, e ela conta, no episódio, com a clareza de quem se lembra do momento exato, que pensou: “agora eu preciso começar a fazer alguma coisa.” A escolha da confeitaria veio por tentativa, segundo ela, começando com o que já sabia, palha italiana, ovo no pote, e deixando o que não sabia, bolo, para depois.

A primeira venda veio na Páscoa de 2020, e foi o que decidiu o que ia ser o negócio. Foi, segundo Fernanda, a primeira vez que ela vendeu alguma coisa na área, e a primeira vez que alguém, além da família, comprou dela. A segunda virada veio no Dia das Mães, e o resto foi acontecendo, segundo ela, no ritmo das datas, e no ritmo do que aparecia de pedido. Foi quando ela montou o forno industrial na cozinha, junto com o forno convencional que já tinha, e começou, segundo ela, a tratar a casa como se fosse o próprio negócio, com a diferença de que, no negócio, não tem horário de fechar, e que a louça, segundo ela, nunca acaba. É a diferença, segundo ela conta, entre o comércio que ela conheceu, e o ofício que ela aprendeu.

Bolo de cenoura, a virada para o bolo, e a primeira venda que ela não esquece

A primeira receita que Fernanda fez na vida, segundo ela conta, foi o bolo de cenoura. Não foi na Páscoa, foi antes, e foi o que a fez descobrir que o ofício da confeitaria era, na verdade, o que ela queria. Foi a partir daí, segundo ela, que o Gabriel, o irmão que tinha fechado o lanche, e as primas, começaram a dizer que ela tinha que ir para o bolo, porque era o que ela sabia fazer melhor, e o que dava certo. Foi o que ela fez, e o que a levou, segundo ela, a primeira venda que ela lembra, e que ela conta no episódio sem dar nome, mas que foi, segundo ela, “uma coisa que eu não imaginava que ia comprar de mim”, e que, depois disso, ela passou a tratar como ofício.

O detalhe, segundo ela conta, é que o que diferencia a primeira venda das que vieram depois, é que a primeira foi de alguém que ela não esperava, e que apareceu, segundo ela, pelo que ela postou no Instagram, e pela indicação de quem já tinha comprado. É o tipo de detalhe que mostra, segundo ela, o que muda quando o negócio começa a andar, e o que não muda quando o negócio é de comida, e que o ofício da confeitaria é um ofício de boca em boca, e de fidelização. Foi o que ela aprendeu, segundo ela, com a primeira venda, e que, segundo ela, é o que define, até hoje, o ritmo de quem compra da casa dela.

Três datas, forno industrial, e a louça que nunca acaba

Um dos pontos altos do episódio é quando Fernanda explica, com a precisão de quem trabalha com o calendário, o que é o ano de quem é confeiteira. O ano, segundo ela, não começa em janeiro, começa em outubro, e a primeira data é o Natal. Depois vem a Páscoa, em março ou abril, e depois o Dia das Mães, e depois o Dia dos Namorados, e são esses quatro momentos, segundo ela, que sustentam o ano, e que, sem eles, o negócio não fecha. É o tipo de calendário, segundo ela, que é parecido com o de outras marcas sazonais, mas que tem uma diferença, que é o fato de que o período de entre safra é longo, e que o período de produção é curto, e que é por isso que, em janeiro, ela já está planejando a Páscoa, e em abril, já está planejando o Dia das Mães.

A rotina, segundo Fernanda, é o que faz o negócio rodar, e é o que ela descreve, no episódio, com a franqueza de quem mora, trabalha, e cria o filho na mesma casa. Ela dorme à meia-noite, segundo ela, acorda às 5 da manhã, e entra direto no forno. Quando o forno está ligado, e o fogão está ligado, e o celular está apitando, ela conta, é o tipo de período em que não tem horário, e em que a cozinha é o escritório, a fábrica, e o depósito, ao mesmo tempo. É o que ela chama, no episódio, de trabalhar com o que gosta, e o que ela admite, sem drama, ser também trabalhar mais, e em horário que ninguém controla. É a razão, segundo ela, da louça nunca acabar, e da mãe, segundo ela, não acreditar quando ela diz que o negócio é de casa.

Fubá com goiabada, requeijão dentro, e a mãe que faz engenharia reversa

O bolo preferido de Fernanda, segundo ela conta, é o de fubá com goiabada, e o segundo é o de milho com requeijão, e o detalhe do segundo, segundo ela, é que o requeijão vai dentro da massa, e não por cima, como a maioria faz. É o tipo de detalhe, segundo ela, que só quem é da área sabe, e que, segundo ela, a mãe, que é a melhor cliente dela, conhece. É a mãe, segundo Fernanda, que abre os bolos dos outros confeiteiros, e que, com a precisão de quem entende, faz a tal da engenharia reversa, e que volta para casa, segundo Fernanda, dizendo que “o prazer que ela sente não é comer, é entender”.

O que Fernanda conta, sobre a profissão, é o tipo de coisa que só quem é confeiteira, ou esposa de confeiteiro, sabe. É o cheiro do forno, segundo ela, é o tipo de perfume que a casa tem, e que, segundo ela, a criança já conhece, e o marido, segundo ela, já reclama, e que, segundo ela, é a primeira coisa que ela cheira, todo dia, às 5 da manhã, antes de o negócio começar. É a razão, segundo ela, de ela ainda trabalhar de casa, e de não querer voltar para a loja, e o que, segundo ela, é o que define a relação que ela tem com o ofício. É o que ela resume, no episódio, e que o Pedro Adami, no episódio, repete: o melhor marketing de uma confeiteira não é o Instagram, é o bolo que ela manda para quem está doente, e que, segundo ela, é o que a mãe do João já sabe.

Onde encontrar

Fernanda Batista é confeiteira em Dracena, trabalha de casa com a própria marca, e atende pedidos por Instagram e pelo boca a boca na região, com foco em Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal, e box de café da manhã. Para acompanhar a rotina, os sabores do dia, e as datas do calendário, siga a @ferbatistaa.

Resumo do episódio

O artigo conta como Fernanda Batista, comerciante por 12 anos na loja de roupa da família, virou confeiteira em março de 2020, quando decidiu recomeçar com palha italiana, ovo no pote e bolo. Mostra como ela descobriu o calendário de datas que sustenta o negócio, a rotina de dormir à meia-noite e acordar às 5 da manhã, e como aprendeu com a mãe truques como colocar requeijão dentro da massa do bolo de milho. É um relato sobre transformar tentativa em ofício, sem esconder o cansaço nem o que funciona na prática para vender.

Principais aprendizados

  • A escolha de um novo negócio pode nascer de tentativa, começando pelo que já se sabe fazer e deixando o resto para depois.
  • O ano de quem trabalha com confeitaria não começa em janeiro, mas em outubro, girando em torno de Natal, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados.
  • O período de entressafra é longo e exige planejamento antecipado, como pensar na Páscoa já em janeiro.
  • Trabalhar com o que se gosta pode significar trabalhar mais, não menos, especialmente quando o negócio funciona dentro de casa.
  • O boca a boca e gestos como mandar bolo para quem está doente podem valer mais como estratégia de divulgação do que redes sociais.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar um negócio de confeitaria do zero?

Uma forma de começar é por tentativa, escolhendo primeiro o que já se sabe fazer, como palha italiana e ovo no pote, e deixando para depois o que ainda não se domina, como o bolo. A primeira venda pode surgir em uma data comemorativa, como a Páscoa, e a partir daí o negócio vai se ajustando ao ritmo dos pedidos que aparecem, sem um plano fechado desde o início.

Quais são as datas mais importantes para quem vende doces e bolos?

O calendário de quem trabalha com confeitaria não segue o ano civil, começando em outubro com o Natal, seguido pela Páscoa em março ou abril, depois o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. Esses quatro momentos sustentam o funcionamento do negócio ao longo do ano, já que os períodos entre essas datas costumam ser mais fracos em pedidos, exigindo planejamento com antecedência para a próxima data.

Como é a rotina de trabalho de quem faz confeitaria em casa?

A rotina envolve dormir tarde e acordar muito cedo, por volta das 5 da manhã, entrando direto no forno assim que o dia começa. A casa se transforma em escritório, fábrica e depósito ao mesmo tempo, sem horário fixo para encerrar as atividades, já que o negócio de comida, diferente de uma loja, não tem hora de fechar. Isso significa administrar simultaneamente o trabalho, a casa e a família no mesmo espaço.

Qual é o segredo do bolo de milho com requeijão?

O detalhe que diferencia essa receita da forma como a maioria costuma preparar é que o requeijão é colocado dentro da massa, e não por cima, como é mais comum. Esse é um truque conhecido apenas por quem trabalha na área, aprendido na prática entre mãe e filha ao longo do tempo em que ambas se dedicaram à confeitaria caseira.

Qual é a melhor forma de divulgar um negócio de confeitaria?

Mais do que investir em redes sociais como o Instagram, o gesto de mandar um bolo para alguém que está doente é apontado como a estratégia de divulgação mais eficaz. Esse tipo de ação de boca em boca cria fidelização e faz com que pessoas que nunca compraram antes passem a conhecer e confiar no trabalho, gerando novas vendas por indicação.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.