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Da loja de R$ 1,99 a 10 lojas: a história de Alexandre Tanaka, da Rede Brink e Lar | #072

09 de dezembro de 2021 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #72 do AdamiCast

Alexandre Tanaka é o dono da Rede Brink e Lar, um dos maiores varejistas de utilidades domésticas e brinquedos do interior paulista. Está no ramo há 21 anos, à frente de 10 lojas espalhadas da região de Panorama até Presidente Prudente, com 3 marcas no grupo: Brink e Lar, Mini Preço e Nova Mania.

Ele não gosta de perder tempo. Quando o cliente entra e não acha o que procura, Alexandre reage rápido: reabastece, muda layout, amplia sortimento. Foi assim que ele transformou uma loja de R$ 1,99 em Panorama numa rede com dezenas de funcionários e mais de duas décadas de estrada. A virada veio de uma crítica dura.

Do interior pro Japão e de volta, mais preparado

A família do Alexandre emigrou pro Japão quando ele tinha 14 anos. Foi numa época em que todo mundo estava indo trabalhar lá, e a mãe teve a ideia de levar o filho junto. “As coisas aqui não eram muito fáceis, ir pra lá parecia caminho.” Ele ficou 6 anos em fábrica, com a ideia fixa de voltar pra empreender.

De volta ao Brasil, bateu papo com gente da região, viu o mercado, e enxergou um nicho acessível: as lojas do R$ 1,99. Em 1999, comprou a loja do 1,99 de Panorama, de uns 100 metros quadrados, e abriu de domingo a domingo com ele e mais um funcionário. Pagou o preço da compra, mas não tinha margem pra repor mercadoria. Tinha que vender pra girar.

A crítica do cliente e o clique que mudou tudo

Numa certa manhã de domingo, um cara parou a moto na frente da loja sem nem desligar o motor, entrou de capacete e pediu chave de fenda. Não tinha. Philps? Não tinha. Alicate? Tinha acabado. E o cara perguntou, seco: “Você tem cadeado?” Alexandre ofereceu, e o cara pegou, virou as costas e mandou: “Fecha essa porra”.

Naquele momento Alexandre tinha dois caminhos. Ir pra casa chorar e repensar a carreira, ou pensar no que tinha feito errado. A lição veio na hora: ele tinha uma loja, mas não tinha o que o cliente queria. Alguma coisa estava fora do lugar.

A partir desse dia, Alexandre comprou tudo que aparecia na porta. Representante chegava pra oferecer produto novo: levava. Prazo curto: levava. O estoque cresceu, a loja de 100 metros ficou pequena, e a primeira filial virou inevitável. Vieram a segunda, a terceira, e de filiais nasceu a Rede.

De R$ 1,99 a 10 lojas: a Rede Brink e Lar de hoje

A virada de nome veio junto. Alexandre nunca se identificou com a marca Lojão do 1,99, que limitava o sortimento. No lugar, escolheu Brink e Lar, misturando brinquedos, utilidades domésticas e itens pra casa inteira, da cozinha ao quarto das crianças.

Hoje a Rede atende 10 cidades do interior paulista, como Panorama, Tupi Paulista, Dracena, Junqueirópolis, Presidente Prudente, Presidente Epitácio e outras da Alta Paulista e arredores. O grupo opera as marcas Brink e Lar, Mini Preço (varejo popular) e Nova Mania (presentes e utilidades). A unidade de Presidente Prudente completou um ano em 2021. Alexandre define como caçula, gigante, cada vez mais bem-sucedida.

O que a crítica ensina: a postura que virou negócio

A maior lição da história do cadeado não é o produto, é a postura. Alexandre não levou a crítica como ataque pessoal. Transformou repreensão em oportunidade. O raciocínio é simples: se o cliente procura e não acha, é problema do lojista. A diferença entre fechar a porta e reabrir com sortimento novo é uma decisão em horas.

Para outros empreendedores que vão ouvir uma crítica dura no balcão, a recomendação dele é quase óbvia: não leva a crítica pra casa, leva pro fornecedor. Compra o que falta, troca layout, diversifica a oferta. Se uma crítica destrói seu dia, é o tipo de crítica que muda sua loja.

Alexandre manteve a filosofia até hoje. “Tudo que me oferece, eu quero.” O grupo cresceu em cima do que ele aprendeu naquele domingo de moto parada na porta.

Onde encontrar

A Rede Brink e Lar atende várias cidades do interior paulista, com loja também em Dracena, SP. Para acompanhar novidades, basta seguir o perfil pessoal do Alexandre: @ale_tcarvalho, e a marca: @redebrinklar, com link também na descrição do episódio.

Resumo do episódio

Alexandre Tanaka construiu a Rede Brink e Lar, varejista com 10 lojas no interior paulista, partindo de uma loja de R$ 1,99 em Panorama. Após 6 anos trabalhando em fábrica no Japão, retornou ao Brasil em 1999 e comprou a pequena loja, operando sozinho com um funcionário. A transformação começou quando um cliente criticou duramente a falta de produtos, levando-o a mudar a postura e reabastecimento estratégico, o que resultou na expansão para múltiplas cidades com três marcas diferentes no grupo.

Principais aprendizados

  • A crítica do cliente é oportunidade de negócio se interpretada como sinal de mercado não atendido, não como ataque pessoal.
  • O reabastecimento rápido e a diversificação de sortimento foram as estratégias que transformaram uma loja de 100 metros em uma rede com dezenas de funcionários.
  • Mudar o nome e a identidade visual de uma marca limita que reduz o potencial de crescimento, então Brink e Lar expandiu além do conceito de loja de 1,99.
  • A disposição em comprar produtos novos de qualquer representante que chegar na porta foi decisiva para acompanhar a demanda crescente do mercado.
  • Reabrir uma loja com sortimento novo é uma decisão que pode ser executada em horas, não requer planejamento longo.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começou a Rede Brink e Lar?

Alexandre Tanaka comprou uma loja de R$ 1,99 em Panorama em 1999, com aproximadamente 100 metros quadrados. Ele operava sozinho com um funcionário, abrindo de domingo a domingo. A loja começou sem margem para reposição, então ele precisava vender para girar estoque.

Qual foi o momento que mudou a trajetória da loja?

Um cliente que chegou de moto entrou sem desligar o motor procurando chave de fenda, Phillips e alicate, produtos que não havia ou estavam em falta. Após reclamar que não tinha nem um cadeado disponível, o cliente saiu dizendo para fechar a loja. Esse momento levou Alexandre a perceber que tinha uma loja mas não tinha o que o cliente queria.

O que Alexandre fez após a crítica do cliente?

Passou a comprar tudo que ofereciam na porta. Quando representantes chegavam com produtos novos ou prazos curtos, ele levava. O estoque cresceu, a loja de 100 metros ficou pequena, surgiu a necessidade de primeira filial e posteriormente a rede se formou.

Como a Rede Brink e Lar é estruturada atualmente?

Atua em 10 cidades do interior paulista, como Panorama, Tupi Paulista, Dracena, Junqueirópolis, Presidente Prudente e outras da Alta Paulista. O grupo opera três marcas: Brink e Lar, Mini Preço para varejo popular, e Nova Mania para presentes e utilidades.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.