No episódio #250 do AdamiCast, em 12 de setembro de 2023, Ever Gimenez e Beatriz Nery, proprietários do Carvão e Brasa, contaram a história que começa com o Ever nascido no interior do Paraguai, vindo pro Brasil em 2000 com a irmã e o irmão, trabalhando 10+ anos no restaurante do irmão em Londrina (o Gelo Bell, que começou pequeno e virou rede), e vindo pra Dracena quando o irmão abriu restaurante com a esposa daqui, e que ele conheceu a Beatriz como cliente (ele servia ela na churrascaria do irmão), e começaram a namorar no final de 2011, e que ela largou a faculdade de medicina veterinária pra entrar de cabeça no negócio, e que abriram a 1ª loja em abril/maio de 2012 num ponto abandonado na esquina da José Bonifácio (era um vermelhão com muros caídos), e que durante a reforma pintaram de amarelo gema (acharam que era vermelho, ficou amarelo, ninguém queria mudar, virou marca), e que só tinham 1,5 boi pra começar, e que a inauguração foi num domingo, lotou de família, e que a 2ª loja nasceu DEPOIS da pandemia, num namoro de 2 anos com o antigo dono da gelateria do bairro Palmeiras, e que triplicou o espaço, e que hoje são 14 funcionários fixos, carro-chefe costela defumada de 5 horas, panceta defumada de 4 horas (mais de 100kg por semana), 3 toneladas de carne em 2023, e a ideia de uma franquia de costelada com várias estações.
Do interior do Paraguai e dos 10+ anos no Gelo Bell em Londrina, ao convite do irmão pra trabalhar em Dracena, e ao “eu tava servindo ela, até hoje servindo”
O Ever, lembra ele, é paraguaio de uma cidade do interiorzão do Paraguai, e veio pro Brasil em 2000 com a irmã (que tinha casado com brasileiro), e a irmã trouxe o irmão, e o irmão trouxe ele, e os dois começaram a trabalhar num restaurante em Londrina/PR que era pequenininho na época (hoje é uma rede), e o Ever ficou mais de 10 anos lá aprendendo a trabalhar, e o irmão dele casou com uma japonesa, foi pro Japão, e quando voltou abriu restaurante em Dracena (a esposa dele era daqui), e chamou o Ever pra ajudar, e ele pediu a conta em Londrina e veio pra cá, e ele conheceu a Beatriz porque ela ia no restaurante do irmão como cliente, e ele servia ela, e segundo ele, “até hoje servindo”, e o detalhe é que no começo ele nem sabia falar português direito, e a primeira coisa que aprendeu foi palavrão (porque os meninos do restaurante ensinavam), e a Beatriz é nascida em Dracena, e eles começaram a namorar no final de 2011, e ela fazia faculdade de medicina veterinária (cuidava dos bois do pai, primeira castração dela foi em 3 carneiros da avó, e morreu 1, “tô numa média boa, 66% de acerto”), e ela largou a faculdade quando o restaurante virou prioridade.
Da esquina “vermelhão” abandonada, do amarelo gema que ninguém queria, da inauguração em 2012 com 1,5 boi, e do “dava uma assustada de como que era antes”
A primeira loja do Carvão e Brasa, lembra a Beatriz, foi aberta em abril/maio de 2012, num ponto na esquina da José Bonifácio que estava abandonado fazia uns 2-3 anos, era vermelhão, muros grandes caídos, árvore no chão, e segundo o Ever, ele viu a churrasqueirinha no canto e falou “esse aqui já tá servindo”, e o detalhe é que o lugar precisava de 2 meses de reforma, e a imobiliária cedeu esse tempo pra eles ajeitar, e eles reformaram na marra (subindo no teto, pintando, quebrando muro, chovendo, tudo ao mesmo tempo), e sobre a cor, lembra a Bia, eles pesquisaram e todo mundo falou que restaurante tinha que ser vermelho, e ela pegou uma lata de tinta amarela na mão, e o Ever ficou bravo porque ficou amarelo bem quente, parecia agência dos Correios, e acabou virando marca registrada, e o dinheiro pra abrir era “mais força de vontade do que dinheiro”, com 1,5 boi (um acerto dele que não era muito mais um boizinho pequeno), e segundo o Ever, o pai dela até ofereceu o boizinho dele e depois nem quis a parte, e a inauguração foi num domingo (com a família toda lá, e a família grande da Bia lotou), e segundo a Bia, “se você puxar hoje no Google Maps ainda aparece a foto antiga vermelhão”.
Do “propaganda dá muita G” e do segredo de não bombar de uma vez, ao delivery antes da pandemia, e ao Alexandre (Xand) que virou o “Neymar” do time
Um dos erros que o Ever admite ter cometido no começo, lembra ele, foi fazer propaganda demais na inauguração, e segundo ele, “propaganda dá muita G” (dá muita dor de cabeça), e o aprendizado dele foi: “você não tem como bombar durante 10 anos, você tem que estar preparado pra tudo”, e segundo ele, o segredo é ir devagar, ir corrigindo aos poucos, e a cozinha que eles montaram na primeira loja não tinha churrasqueira (era só forno), e eles tiveram que convencer a antiga cozinheira que a churrasqueira ia ser o carro-chefe e que a cozinha podia ser menor, e outra decisão importante foi entrar no delivery antes da pandemia, e segundo o Ever, eles foram um dos primeiros restaurantes de Dracena a entrar no iFood, e isso foi o que salvou durante a pandemia, e o destaque da equipe é o Alexandre (o “Xand”), que é garçom desde o começo, e o Ever brinca que ele é o “Neymar da turma”, porque ele decora o que cada cliente bebe (o Pedro quer chope, a Bia quer vinho), e segundo a Beatriz, “tentamos fazer um time bom que conheça nossos clientes, porque o nosso cliente quer ser bem atendido, faz toda a diferença”.
Das primeiras ampliações (lote do lava-jato), da pandemia que quase fechou, do “ficamos em casa com 5-6 funcionários pra pagar”, e dos 14 funcionários fixos hoje
A pandemia, lembra a Bia, foi o momento mais difícil, porque eles tinham acabado de ampliar, e de uma hora pra outra parou de entrar dinheiro, e as contas continuaram vindo (aluguel, energia, funcionários, empréstimo), e segundo ela, “se demorasse mais um mês acho que a gente não ia dar conta, a gente já tava nadando ali com os braços”, e o Ever lembra que chegou a ligar pra cunhada pedindo um abraço, e ele fala que no começo da pandemia, com 5-6 funcionários pra pagar e 2 aluguéis (loja + depósito), delivery não girava o suficiente, e segundo eles, quem salvou foram os amigos (fizeram um aniversário lá que lotou, e quando a fiscalização chegou o Ever mandou embora o fiscal porque ninguém queria ir embora, e a multa foi paga com o lucro da noite), e hoje são 14 funcionários fixos distribuídos pelas duas lojas, com o Alexandre e mais 3 que estão desde o começo, e a rotina é pesada: 5:30 da manhã eles chegam pra arrumar, 6h atendimento começa, e de dia é mais puxado que de noite (compras, contadores, receber fornecedor, sem funcionário de dia, só eles dois), e à noite tem a equipe afinada, e o detalhe é que nos dias de semana (segunda a quinta) eles quase não conseguem sair, e a folga real é terça à noite, se eles adiantarem tudo de dia.
Da antiga gelateria, do namoro de 2 anos pra abrir, da decisão de abrir DEPOIS da pandemia, e da cozinha que virou o dobro do tamanho da primeira
A segunda loja do Carvão e Brasa, lembra o Ever, foi aberta no bairro Palmeiras, num ponto que era a antiga gelateria (que ficou famosa como ponto de encontro, e a Bia lembra que ia lá com os amigos depois do trabalho), e o dono antigo (Fernando) ficou uns 2 anos conversando com eles, e eles vinham olhar, depois voltavam, e a decisão veio DEPOIS da pandemia (porque durante a pandemia bateu o medo), e segundo o Ever, “a gente ficava naquela dúvida, pô, o primeiro deu certo, será que se montar o segundo dá certo, será que eu não vou dividir em vez de expandir”, e o que decidiu foi a necessidade (eles perdiam cliente porque não tinham espaço pra casamento de 30-40 lugares), e a cozinha da segunda loja é o dobro da primeira, e a churrasqueira é enorme, e segundo a Bia, “a primeira cozinha aqui é minúscula, a galera trombando, tem que fazer milagre”, e o detalhe é que a primeira ampliação da loja 1 veio do lote do lava-jato do lado (eles compraram o lava-jato do cara pra conseguir espaço, e segundo a Bia, “quase tocou um lava-jato” porque a estrutura do local tinha rampa e tudo).
Da costela de 5 horas (carro-chefe original), da panceta defumada de 4 horas (novidade que vendeu +100kg por semana), do “tudo fresquinho cortado de dia”, e do Google Maps que ainda mostra a foto antiga
O carro-chefe do Carvão e Brasa, lembra o Ever, sempre foi a costela defumada (que leva 5 horas pra ficar pronta), e por isso ele e a equipe chegavam na sexta de madrugada pra começar a defumação, e às vezes dormiam no quartinho do fundo, e a noitada virou tradição, e a novidade que explodiu foi a panceta defumada (que leva 4 horas, e fica brilhosa, bonita de ver), e segundo a Bia, semana passada passaram de 100kg só de panceta, e a panceta está ganhando da batata frita (que era a mais pedida antes, principalmente nas mesas com criança), e o segundo carro-chefe virou a fraldinha e o contra filé, e a panceta no rolo (a mais nova), e o segredo do sabor, segundo o Ever, é que tudo é fresquinho: eles cortam a carne de dia pra servir à noite, tudo porcionado e pesado no saquinho, e a preparação de sábado começa na sexta, tudo congelado se precisar, e sobre o tamanho, segundo o Ever, eles passaram de 3 toneladas de carne em 2023 (o frigorífico falou que só até setembro de 2023 eles já tinham passado o ano inteiro de 2022), e a câmara fria nova (que não tinha antes) foi comprada depois da reforma, e segundo a Bia, “câmara fria salva todo mundo nos dias que tá mais lotado”, e detalhe: sábado é o pico, eles abrem 11h, o movimento maior é depois das 13h, e a música ao vivo começa depois da 1h pra pegar o pico (1h-3:30-4h).
Do Palmeiras da Bia, do Guarani do Ever, do “por trás do grande homem tem uma grande mulher”, e do projeto de uma franquia de costelada com várias estações
O lado pessoal do casal, segundo a própria Bia, é que ela é fanática por Palmeiras (e o Ever adotou o time por tabela, e segundo ele, “já fui decretado BR”), e ela é pescadora de pesqueiro (não de rio, porque não gosta), e o maior peixe que ela ajudou a pescar foi uma pirarara de 17kg (que quebrou a linha e o chinelo, e quase cortou a mão dela, e a irmã Natália que foi ajudar, e a Bia garante que o Ever também ajudou, “tira a foto com ela”), e o detalhe é que o pesqueiro ideal dela tem cervejinha do lado, internet, sem mosquito, e banheiro perto, e o Ever é paraguaio, fala Guarani com a família (os pais dele conversam só em Guarani, e ele agora pensa em português mas demora pra traduzir no cérebro, e segundo ele, “estou esquecendo o guarani”), e ele é dançarino de forró e bailão da terceira idade, e o mote que ele mais repete é o “por trás do grande homem tem uma grande mulher” (e a Bia completa, “por trás de uma mulher que quebra tudo tem um cara que tem que dar muito quebrado também”), e o projeto novo do casal é uma franquia de costelada com várias estações (defumação, costela, costelinha defumada, panceta no rolo, open food, open bar), inspirado no modelo do Fernando Sorocaba em Presidente Prudente, e segundo a Bia, eles já estão amadurecendo a ideia, e o sonho de futuro inclui também algo com eventos pra cidade, e a frase que o Ever mais repete é que “por trás do grande homem tem uma grande mulher”, e a frase que a Bia mais repete é que a equipe “trabalhou todo mundo certinho, todo mundo tem que tá alinhado né”.
Onde encontrar
O Carvão e Brasa atende como churrascaria de Dracena, SP, em duas unidades: a primeira na esquina da rua José Bonifácio (desde abril/maio de 2012, no ponto que era vermelhão abandonado, hoje com a fachada amarela gema que virou marca), e a segunda no bairro Palmeiras (no ponto da antiga gelateria, aberta DEPOIS da pandemia após 2 anos de namoro com o antigo dono, com cozinha o dobro do tamanho da primeira), e o casal é Ever Gimenez (paraguaio, veio pro Brasil em 2000, 10+ anos de experiência no Gelo Bell em Londrina, palmeirense por tabela, dançarino de forró, pescador de pesqueiro, fala Guarani com a família) e Beatriz Nery (nascida em Dracena, trancou a faculdade de medicina veterinária pra abrir o restaurante, fanática por Palmeiras, pescou uma pirarara de 17kg, primeira castração dela foi em 3 carneiros da avó com 1 morte “66% de acerto”), e a história da empresa começa com a reforma na marra da esquina abandonada em 2012, com a tinta amarela que era pra ser vermelha, com 1,5 boi pra começar, e com a inauguração de domingo que lotou de família, e os marcos do crescimento são: a entrada no delivery antes da pandemia (que salvou durante), a compra do lote do lava-jato do lado pra ampliar, a abertura da 2ª loja no Palmeiras, e a chegada da câmara fria nova, e o carro-chefe sempre foi a costela defumada de 5 horas, e a novidade que explodiu foi a panceta defumada de 4 horas (mais de 100kg vendidos em uma semana), e a equipe tem 14 funcionários fixos, e o destaque é o Alexandre (Xand), o “Neymar da turma” que decora o que cada cliente bebe, e a rotina de trabalho é puxada (5:30 da manhã pra arrumar, 6h atendimento, pico 13h-15:30-16h no sábado), e eles fecham no domingo (decisão por causa das 2 filhas, uma de 5 e outra de 2 anos), e o projeto novo é uma franquia de costelada com várias estações (defumação, costela, costelinha, panceta no rolo, open food, open bar), e a frase que o Ever mais repete é que “por trás do grande homem tem uma grande mulher”, e a frase que a Bia mais repete é que a equipe “trabalhou todo mundo certinho, todo mundo tem que tá alinhado”, e o detalhe que resume a origem é que o pai da Bia ofereceu o boizinho pra começar e depois nem quis a parte dele, e que a inauguração foi num domingo com a família da Bia lotando o salão. Acompanhe o Carvão e Brasa pelo Instagram @carvaoebrasadracena. Se você quer empreender em restaurante, segundo o Ever e a Bia, o que vale é não fazer propaganda demais na inauguração (“propaganda dá muita G”), ir devagar pra ter tempo de corrigir, montar uma equipe que conheça os clientes pelo nome, e lembrar que o que salva o negócio em crise é a decisão de antecipar (delivery antes da pandemia, no caso deles), e segundo eles, é o que o Pedro e a Mariana, segundo eles, mais admiram no AdamiCast, de que a decisão de fechar o domingo pra família é “o que mantém o casal junto, porque senão pira também”.
Resumo do episódio
Ever Gimenez e Beatriz Nery contam como transformaram uma esquina abandonada em Dracena na primeira loja do Carvão e Brasa em 2012, começando com 1,5 boi e uma reforma na marra que resultou na marca registrada amarela gema. A trajetória inclui entrada no delivery antes da pandemia, expansão para segunda loja no Palmeiras após dois anos de negociação, e crescimento para 14 funcionários fixos com especialidade em costela defumada de 5 horas e panceta defumada de 4 horas, totalizando 3 toneladas de carne em 2023.
Principais aprendizados
- Propaganda excessiva na inauguração causa problemas: o segredo é bombar devagar, corrigindo aos poucos durante os anos.
- Entrar no delivery antes da pandemia foi decisão estratégica que salvou o restaurante durante o isolamento.
- Montar equipe que conhece clientes pelo nome faz diferença real no atendimento e fidelização.
- A primeira loja precisava de churrasqueira como carro-chefe, mas a cozinha foi montada apenas com forno no início.
- Abrir segunda loja depois da pandemia, não durante, evitou divisão do negócio e permitiu expansão real.
Perguntas respondidas neste episódio
Como started o Carvão e Brasa com poucos recursos?
Abriram a primeira loja em abril de 2012 num ponto abandonado na esquina da José Bonifácio com apenas 1,5 boi de capital. A imobiliária cedeu 2 meses para reforma, eles fizeram na marra, e o pai da Beatriz ofereceu um boizinho para começar. A inauguração foi num domingo com lotação de família.
Por que a cor amarela gema virou marca do restaurante?
Pesquisaram e todo mundo disse que restaurante tinha que ser vermelho. Beatriz pegou uma lata de tinta amarela na mão, Ever ficou bravo porque ficou amarelo bem quente parecendo agência dos Correios, mas ninguém queria mudar e virou marca registrada.
Como o delivery salvou o restaurante durante a pandemia?
Foram um dos primeiros restaurantes de Dracena a entrar no iFood antes da pandemia. Durante o isolamento, quando o fluxo presencial parou e as contas continuaram vindo, o delivery foi o que manteve a receita girando junto com o apoio de amigos.
Qual é o prato carro-chave do Carvão e Brasa?
A costela defumada leva 5 horas para ficar pronta e sempre foi o carro-chefe. A panceta defumada de 4 horas é a novidade que explodiu em vendas, passando de 100kg em uma semana e superando até a batata frita que era a mais pedida antes.
Por que abriram a segunda loja somente depois da pandemia?
Durante a pandemia bateu o medo de dividir em vez de expandir. A decisão veio depois pela necessidade: perdiam clientes porque não tinham espaço para casamentos de 30 a 40 lugares. Negociaram 2 anos com o antigo dono da gelateria no bairro Palmeiras antes de abrir.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.