#196

Da caixa do posto à Loja da Beka: 8 anos, R$ 3.000 e a porta que fez Thaís chorar | #196

28 de fevereiro de 2023 • 10 min de leitura

Este texto vem do episódio #196 do AdamiCast

Quando a cunhada da Thaís de Biagi ficou desempregada e apareceu em casa com a ideia de vender roupa, a Thaís, que na época era atendente-caixa em um posto de combustível há 11 anos, e tinha acabado de se formar em pedagogia, entrou com R$ 3.000, e a cunhada, com a mão de obra, e, em uma semana, já estavam as duas em uma cidade do interior de São Paulo para comprar roupa de frio, com a intenção de vender de sacola em sacola, de porta em porta, usando a rede de contatos do posto. Oito anos depois, a Loja da Beka, em Junqueirópolis, é uma das mais comentadas da região, e a história, contada no episódio #196 do AdamiCast, em fevereiro de 2023, é a de quem passou de R$ 3.000 a uma loja de mais de um ano, planejada tijolo por tijolo, em plena pandemia, com direito a porta sob medida que a fez chorar dentro da própria loja.

Ao longo do bate-papo, Thaís mostrou que abrir uma loja é o que menos tem de glamouroso no caminho, e que, no começo, o que sustenta não é o capital, é a coragem de colocar a R$ 3.000 na sacola, de perder R$ 1.000 num golpe na primeira compra pela internet, de trabalhar 11 anos no posto para pagar as contas enquanto a loja engatinhava na sala de casa, e, no fim das contas, de recusar um cargo de agente penitenciário para não largar o que ela mesma tinha construído. É a história de quem foi vendendo de porta em porta, passou pela sociedade que acabou, pela loja na sala da casa, pelo ponto no centro alugado por um ano antes de abrir, e, no fim, chegou à loja clean, com fachada repaginada, cantinho do homem, espaço kids, e a frase que ela repete, no episódio, com a tranquilidade de quem sabe o tamanho da estrada que já andou: “sonhar baixo e sonhar alto custa o mesmo tanto.”

A cunhada, o posto, e os R$ 3.000 que viraram sacola de roupa de frio

Thaís vem de uma família humilde, segundo ela conta, e o último emprego que teve antes de empreender foi no posto de combustível, onde trabalhou 11 anos como atendente-caixa, e onde construiu, segundo ela, a rede de contatos que seria a base do começo de tudo. Foi quando a cunhada, desempregada, apareceu com a ideia de vender roupa, e propôs a sociedade: R$ 3.000 da Thaís, mão de obra da cunhada, e, em uma semana, as duas já estavam em uma cidade do interior paulista conhecida por roupa de frio, comprando, segundo ela, tudo o que os R$ 3.000 permitiam, com um frio de congelar as mãos, e com a determinação de quem não tinha o que perder. O nome da loja, segundo ela conta, veio de uma conversa em família: a sobrinha Rebeca, a beca de formatura, e a decisão de unir as duas numa só palavra, Beka, fácil de lembrar, e que, segundo ela, pegou.

Foi de sacola em sacola, de boca em boca, usando a carteira de clientes do posto, segundo Thaís, que a primeira leva foi vendida, e, quando o frio acabou, a cunhada foi a São Paulo comprar, e elas começaram a vender tshirt. No meio do caminho, segundo ela, veio o primeiro golpe: R$ 1.000 em mercadoria que nunca chegou, e que, segundo Thaís, na época, era tudo o que tinham, e que, segundo ela, não parou o que estava começando. A sociedade, segundo ela conta, durou cerca de um ano e pouco, e acabou no momento em que a cunhada decidiu seguir outro caminho, e a Thaís, segundo ela, não voltou atrás, e ficou com a marca, e com a responsabilidade de tocar o que já era, no fundo, o projeto da vida dela.

O concurso que ficou, a sala da casa, e a decisão de ir 100% para a loja

Por mais ou menos seis meses depois da sociedade acabar, segundo Thaís conta, ela dividiu o tempo entre o posto de combustível e a loja, até o dia em que percebeu que não dava mais para fazer 50/50, e que, segundo ela, ou fazia 100% da loja, ou não fazia. Foi quando saiu do posto, e a primeira loja, segundo ela, foi na sala grande da casa dela, transformada em provador e arara, com as clientes conhecidas batendo na porta. Foi quando a sala ficou pequena, segundo ela, e a metade da casa virou loja, e o espírito, segundo ela, era o mesmo de quem começou de sacola em 2014, e que, no fundo, não tinha parado de fazer a mesma coisa. É a época que ela cita, no episódio, como a fase em que o bichinho do empreendedorismo já tinha pego, e não soltava mais.

Foi nesse período, segundo ela, que veio uma das decisões mais difíceis da história: Thaís passou no concurso de agente penitenciário, e, segundo ela conta, ficou olhando para a notícia, e pensando, segundo ela, na loja que ela já tinha começado, e no que significava largar tudo, sabendo que o marido dela já era agente, e que ela, segundo ela, talvez ficasse um ano e meio em outra cidade antes de pedir transferência. A decisão, segundo ela, foi não ir, e, segundo Thaís, a frase que resume o que ela pensou, e que ela repete, no episódio, com a clareza de quem não se arrepende, é a de que, depois que o bichinho do empreendedorismo pica, não tem como voltar para a estabilidade de um cargo público. É o que justifica, segundo ela, cada decisão que veio depois, e que, segundo ela, foi o que manteve a Beka de pé.

A fachada clean, a porta que a fez chorar, e o cantinho do homem com cervejinha

Quando a sala da casa ficou pequena, segundo Thaís, era hora de ir para o centro, e, segundo ela, a decisão foi tomada com um ano de antecedência, e o ponto alugado, segundo ela, ficou um ano fechado, enquanto ela planejava cada detalhe, sem gastar com arquiteta, e fazendo, segundo ela, quatro projetos de fachada, e nenhum deles foi o escolhido, e o que saiu do papel foi um quinto, feito por ela mesma, depois de uma enquete com as clientes sobre o que fazer com o tijolinho à vista. Foi quando, segundo ela, a fachada virou clean, a porta sob medida chegou, e, segundo Thaís, foi quando ela entrou na loja, viu a porta na parede, e, segundo ela, começou a chorar, e a chorar, e a chorar, sem conseguir explicar, e, segundo ela, com a consciência de que o choro era por saber o que cada detalhe daquela loja tinha custado, em tempo, em dinheiro, e em noites mal dormidas.

Foi quando, segundo ela, veio o toque que diferencia a Beka: o cantinho do homem, com poltrona, e cervejinha gelada, do lado do espaço kids, e, segundo Thaís, foi a parte que, segundo ela, mais rendeu elogios do marido, e que, segundo ela, é o tipo de detalhe que faz a diferença entre uma loja comum e uma loja em que a cliente volta. Foi também quando, segundo ela, veio a arara aberta, sem nicho, com tudo exposto, e a decisão de deixar a cliente se servir, e, segundo Thaís, sem pressão, sem atendente pegando no pé, e com a liberdade de quem, segundo ela, sabe que, se o produto for bom, ele vende sozinho, e que, segundo ela, o papel da vendedora é o de ser honesta, mesmo quando o honesto é dizer que aquela peça não ficou boa, e mostrar outra opção.

Os Stories com bilhetinho no espelho, e a pioneira de Junqueirópolis a usar a própria cara como vitrine

A pandemia, segundo Thaís, foi o que tirou a Beka do conforto, e o que obrigou, segundo ela, a loja a se reinventar, com ela, segundo Thaís, graçada à academia, estudando moda por conta própria, e, segundo ela, começando a fazer Stories com bilhetinhos colados no espelho, decorando o que tinha que falar, e, segundo Thaís, filmando a roupa sem mostrar a cara, e, segundo ela, gravando, apagando, regravando, e publicando, até o dia em que, segundo ela, a vergonha foi embora, e o que ficou, segundo ela, foi a constância de quem descobriu, no digital, o caminho para continuar vendendo, mesmo com a loja física fechada. É a época que ela cita, no episódio, como a da virada, e que, segundo ela, fez a Beka, em dois anos, virar o que é hoje.

Foi também, segundo ela, a época em que ela começou a usar a própria imagem como vitrine, em vez do catálogo, e, segundo Thaís, foi uma decisão pioneira em Junqueirópolis, e que, segundo ela, nasceu do medo de ficar dependente da funcionária que fazia as fotos, e que, segundo ela, virou, com o tempo, a decisão de ser, ela mesma, a própria referência de tamanho, de biotipo, e de estilo das clientes que, segundo ela, iam à loja porque se identificavam com o que viam no Instagram. É o que ela cita, no episódio, com a simplicidade de quem entende que, em cidade pequena, vitrine de revista não vende, e o que vende, segundo ela, é a cara de quem está ali, na arara, e que, segundo ela, sabe, com precisão, o que cada peça faz no corpo real, e não no corpo Photoshop de um catálogo.

Onde encontrar

A Loja da Beka fica no centro de Junqueirópolis, e trabalha com tamanhos do PP ao 50/52, com condicional para a região, e com conteúdo diário no Instagram, com fotos da própria Thaís, e das funcionárias, com make, cabelo, e produção. Em março de 2023, a Beka faz o tradicional outlet, em um sábado, e as clientes que comprarem no mês concorrem a um ensaio fotográfico profissional com make, cabelo, e roupas da loja, para o Dia das Mães. Para acompanhar a coleção de inverno, o outlet, e o ensaio, siga a @lojadabeka.

Resumo do episódio

Thaís começou como atendente-caixa em um posto de combustível e investiu R$ 3.000 com a cunhada para vender roupa de porta em porta, usando a carteira de clientes do trabalho como base. Oito anos depois, a Loja da Beka em Junqueirópolis é uma referência na região, com uma história que passa por golpes, divisão de sociedade, recusa de um concurso público e uma loja física planejada durante a pandemia. O aprendizado central é que empreender exige coragem, consistência e a disposição de recusar segurança para construir algo próprio.

Principais aprendizados

  • Os primeiros R$ 3.000 saem da vida cotidiana, não de um fundo específico, e a rede de contatos construída no trabalho anterior é o capital inicial mais valioso.
  • Perder dinheiro no começo, como os R$ 1.000 em um golpe na primeira compra pela internet, não paralisa quem já começou, desde que haja determinação.
  • Dividir atenção entre emprego e loja não funciona a longo prazo, e chega um momento em que é necessário escolher 100% ou nada.
  • A recusa de segurança profissional, como um concurso público, só faz sentido quando o empreendedorismo já pegou fundo o suficiente para não deixar voltar.
  • Usar a própria imagem como vitrine em vez de catálogos ou fotos profissionais foi um diferencial pioneiro em cidade pequena, porque clientes se identificam com biotipos reais.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar uma loja de roupas com pouco capital?

É possível começar com R$ 3.000, desde que haja um parceiro com disponibilidade ou disposição para trabalhar, e uma rede de contatos para vender de forma direta. O início se dá de porta em porta ou sacola em sacola, usando contatos já existentes, e o crescimento depende da reinvenção conforme o que o mercado permite.

Quando sair do emprego para tocar a loja em tempo integral?

O momento certo chega quando trabalhar 50% em cada coisa deixa de funcionar. Isso ocorre quando a loja já começou a gerar demanda e exigir presença, e quando continuar no emprego anterior passa a comprometer o crescimento. A decisão deve ser tomada com clareza sobre o que se vai deixar para trás.

Como a pandemia impactou a loja e o que foi feito para se adaptar?

A pandemia tirou a loja do conforto e obrigou uma reinvenção digital. A solução foi começar a fazer stories com bilhetinhos no espelho, filmar as roupas e usar a própria imagem como vitrine em vez de catálogos. Essa mudança durou dois anos e transformou completamente o alcance e o reconhecimento da marca.

Por que usar a própria imagem como vitrine funciona em cidade pequena?

Em cidade pequena, catálogos e fotos profissionais não vendem como a imagem real de quem trabalha ali todos os dias. Clientes buscam identificação com biotipos reais e confiança de quem conhece o produto na prática. A própria dona na arara se torna referência de tamanho e estilo.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.