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Confeitaria Artística: a história de Cleverson Penna | #195

23 de fevereiro de 2023 • 3 min de leitura

Este texto vem do episódio #195 do AdamiCast

Cleverson Penna, professor de arte e história da arte e confeiteiro, contou no AdamiCast como uma infância cercada de mulheres na cozinha e uma paixão por programas de televisão sobre bolos decorados o levaram a construir duas carreiras paralelas: uma em sala de aula e outra na confeitaria artística.

O bolo da vó e a massinha de modelar

Criado em uma família de mulheres fortes, Cleverson acompanhava a avó na cozinha enquanto os irmãos iam brincar na rua, e guarda até hoje a receita do bolo de nata com marmelada dela. A afinidade com moldagem e detalhes já aparecia na pré-escola, quando caprichava nas massinhas de modelar enquanto os colegas faziam algo mais simples.

De programa de TV a primeiro bolo temático

A paixão por bolos decorados nasceu assistindo a programas como o do confeiteiro americano Buddy Valastro. Sem acesso a pasta americana na região, Cleverson tentou receitas caseiras antes de encontrar fornecedores pela internet. O primeiro bolo temático foi para uma sobrinha, todo rosa e com estrelas; o primeiro bonequinho modelado foi, para surpresa geral, um policial de farda.

Leiloando bolos no Facebook

Para chamar atenção para o próprio trabalho, ainda sem clientela, Cleverson passou a sortear e leiloar bolos temáticos nas redes sociais, aproveitando sobras de massa das encomendas. A estratégia funcionou como vitrine e ajudou a construir os primeiros contatos que sustentariam o negócio.

Professor de arte, formado nas escolas públicas

Formado em artes, Cleverson começou a dar aulas em colégios municipais de baixa renda em Dracena e Junqueirópolis antes de ingressar no colégio particular onde leciona há 15 anos. Ele mesmo foi bolsista no ensino médio, aprovado em um vestibulinho da escola, e credita a experiências como essa boa parte da relação de proximidade que hoje mantém com os alunos.

A ligação que veio dois anos depois

Inscrito no reality show Batalha dos Confeiteiros logo após a primeira temporada, Cleverson só foi chamado dois anos depois, quando já nem lembrava mais da inscrição. Selecionado entre 16 participantes, viveu semanas de gravação em regime de confinamento total, sem celular e sem contato com a família, terminando a competição em quinto lugar.

Bastidores do reality: Xuxa, o busto do Porchat e as provas

Entre os momentos marcantes da competição, Cleverson lembrou o encontro com Xuxa, ídolo de infância, e o desafio de esculpir um busto não comestível do apresentador Fábio Porchat, quando chegou a se cortar durante a montagem da estrutura. As gravações se estendiam por até seis horas por episódio, em rotina exaustiva de espera entre uma prova e outra.

Pandemia, doença e recomeço

Pouco antes da pandemia, Cleverson contraiu leishmaniose durante uma viagem e passou meses em tratamento, retornando às aulas remotas já no início do isolamento social. O período inspirou uma série de bolos temáticos sobre a pandemia, produzidos enquanto ele próprio ainda se recuperava.

Escolher ficar

Mesmo recebendo propostas para se mudar para São Paulo, Cleverson optou por permanecer em Dracena, priorizando a proximidade da família e a qualidade de vida do interior. Hoje concilia as duas paixões, aceitando desde encomendas convencionais até pedidos inusitados, sem previsão de abrir mão de nenhuma das duas carreiras.

Onde encontrar

Instagram do convidado: @cleverson_penna

Resumo do episódio

Cleverson Penna, professor de arte e confeiteiro, construiu duas carreiras paralelas inspirado pela infância na cozinha com a avó e pelo fascínio com programas de bolos decorados. Começou a criar bolos temáticos com pasta americana obtida pela internet, usou redes sociais para vender suas criações e participou do reality Batalha dos Confeiteiros, onde terminou em quinto lugar. Mesmo com propostas para deixar Dracena, escolheu permanecer na região para manter proximidade com a família enquanto segue lecionando artes há 15 anos e aceitando encomendas de confeitaria artística.

Principais aprendizados

  • A paixão pela confeitaria artística nasceu da observação de programas de TV sobre bolos decorados, como o do confeiteiro americano Buddy Valastro.
  • Leiloar e sortear bolos nas redes sociais funcionou como estratégia de visibilidade e construção de clientela no início do negócio.
  • Formar-se em artes nas escolas públicas e ter passado por experiências de bolsa no ensino médio ajudou a construir relação de proximidade com os alunos.
  • A participação em reality show de confeitaria exige regime de confinamento total, sem acesso a celular, durante semanas de gravação.
  • Escolher permanecer em Dracena, priorizando qualidade de vida e proximidade familiar, foi possível mesmo com propostas para se mudar a São Paulo.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começar na confeitaria artística sem experiência prévia?

A primeira abordagem foi experimentar receitas caseiras de pasta americana antes de encontrar fornecedores pela internet. O primeiro bolo temático foi desenvolvido para um membro da família, todo rosa com estrelas, permitindo aprender na prática.

Qual estratégia de marketing funcionou para ganhar os primeiros clientes?

Sortear e leiloar bolos temáticos nas redes sociais aproveitando sobras de massa das encomendas. A estratégia funcionou como vitrine e ajudou a construir os primeiros contatos que sustentariam o negócio.

Como é a rotina em um reality show de confeitaria?

O confinamento é total, sem celular nem contato com a família. As gravações se estendem por até seis horas por episódio, com rotina exaustiva de espera entre uma prova e outra, durando semanas.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.