#447

Como Importar da China: Veículos Elétricos, Marca Própria e Como a Mobeex Quer Eletrificar o Brasil | #447

12 de fevereiro de 2026 • 3 min de leitura

Este texto vem do episódio #447 do AdamiCast

Você já se perguntou como funciona, de verdade, a importação da China? Não o AliExpress do dia a dia, mas o processo profissional — com contêineres, certificações, inspeção de fábrica e margem de 500% a 800%? No episódio 447 do AdamiCast, Pedro e Mariana Adame receberam Alexandre Tanaka, fundador da Rede Brinquilar com 27 anos de mercado, e Allex Vincoletto, à frente da Upchina e da Mobeex — empresa de mobilidade elétrica que quer levar motos, scooters e patinetes para todo o Brasil. O resultado foi uma das conversas mais práticas e reveladoras da história do podcast.

Da dor do rastreador ao ecossistema de oito empresas

Tudo começou quando Allex precisava importar rastreadores veiculares para a própria empresa — a Três Rastreadores, ativa há 18 anos. Ao fazer a primeira viagem à China, ele percebeu que seus parceiros de mercado tinham o mesmo produto como necessidade, mas temiam o processo. Ele então assumiu a responsabilidade por todos e, sem perceber, construiu um ecossistema de oito negócios interligados em torno da importação chinesa.

Com equipes fixas na China e visitas mensais ao país, a Upchina passou a importar 20 vezes o volume original — e a atender grandes empresas que queriam criar marcas próprias. Foi assim que Alexandre Tanaka entrou na história: parte dos produtos da Brinquilar já tem rótulo próprio, desenvolvido e importado pela Upchina. Dessa parceria nasceu a Mobeex, concessionária de mobilidade elétrica que já opera em Petrolina, Recife e prepara expansão nacional com lojas licenciadas — o modelo pocket dentro de grandes varejistas é uma das apostas para 2026. A China vive no futuro: 90% dos carros nas ruas de Shenzhen já têm placa verde de elétrico, e o que vira tendência lá chega ao Brasil com um a dois anos de defasagem — janela exata que a dupla quer explorar.

O que o episódio ensina

A conversa desmonta mitos e entrega um roteiro real para quem pensa em importar. O maior erro dos iniciantes é comprar no CPF como se fosse Shopee — produto comercial exige CNPJ, habilitação no Siscomex e atenção às certificações do Inmetro, Anatel ou Anvisa antes de qualquer embarque. A diferença entre uma trading e uma assessoria como a Upchina é central: a trading coloca margem sobre o produto e esconde o fabricante; a Upchina cobra por serviço de operação e apresenta a fábrica. Para quem quer começar com segurança, o investimento mínimo recomendado é de R$ 50 mil a R$ 100 mil — abaixo disso, o frete engole a margem. E para quem já fatura R$ 100 mil por mês e ainda não olhou para a China, a mensagem é direta: o momento é agora.

Tópicos do episódio

  • Como a Upchina nasceu da necessidade de importar rastreadores e virou assessoria para grandes empresas
  • O modelo de negócio da Mobeex: motos, scooters e patinetes elétricos com franquias e lojas pocket no Brasil todo
  • Por que importar no CPF é o maior erro de quem quer escalar — e o que fazer no lugar
  • Trading vs. assessoria: a diferença que pode custar milhões em margem de lucro
  • Certificações, canal vermelho e canal cinza: como não perder a mercadoria na alfândega
  • Imersões empresariais à China: quem deve ir, qual o perfil ideal e o que esperar ao pisar no país

Resumo do episódio

O episódio revela como funciona a importação profissional da China, com foco em contêineres, certificações e margens de 500% a 800%. Alexandre Tanaka, fundador da Rede Brinquilar, e Allex Vincoletto, à frente da Upchina e Mobeex, compartilham o roteiro real para importar: desde o investimento mínimo de R$ 50 mil até R$ 100 mil, passando por erros comuns como comprar no CPF, diferenças entre trading e assessoria, e o modelo da Mobeex de mobilidade elétrica que quer expandir com lojas licenciadas pelo Brasil.

Principais aprendizados

  • Importar como pessoa física usando CPF é o maior erro de iniciantes; o processo exige CNPJ, habilitação no Siscomex e certificações do Inmetro, Anatel ou Anvisa.
  • O investimento mínimo para começar com segurança é de R$ 50 mil a R$ 100 mil, pois abaixo disso o frete consome a margem de lucro.
  • Uma assessoria de importação que apresenta a fábrica e cobra por serviço operacional é diferente de uma trading que coloca margem e esconde o fornecedor.
  • Equipas fixas na China e visitas mensais permitem importar em escala: a Upchina passou a importar 20 vezes o volume original em relação ao começo.
  • A China está dois anos à frente do Brasil em tendências: 90% dos carros em Shenzhen já têm placa verde de elétrico, abrindo janela de oportunidade para empresas brasileiras.

Perguntas respondidas neste episódio

Qual o investimento mínimo para começar a importar da China?

O investimento mínimo recomendado é de R$ 50 mil a R$ 100 mil. Abaixo dessa faixa, o custo do frete consome a margem de lucro e inviabiliza a operação em escala comercial.

Qual é a diferença entre trading e assessoria de importação?

Uma trading coloca margem sobre o produto e esconde o fabricante. Uma assessoria como a Upchina cobra pelo serviço de operação e apresenta a fábrica diretamente ao cliente, permitindo relação clara com o produtor.

Qual é o maior erro de quem quer começar a importar?

Comprar como pessoa física usando CPF, como se fosse Shopee. A importação comercial exige CNPJ, habilitação no Siscomex e atenção às certificações do Inmetro, Anatel ou Anvisa antes de qualquer embarque.

Como funciona o modelo de negócio da Mobeex no Brasil?

A Mobeex é uma concessionária de mobilidade elétrica que já opera em Petrolina e Recife, importando motos, scooters e patinetes. Para 2026, planeja expandir com lojas licenciadas e modelo pocket dentro de grandes varejistas.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.