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Cíntia “Cheleu” Tavares, fisioterapeuta de Dracena: a história da pilates que quase desistiu da profissão | AdamiCast #104

31 de março de 2022 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #104 do AdamiCast

Cíntia Tavares — a Cheleu que atende no studio de pilates em Dracena — é a profissional que aparece nos avisos de abertura de todo episódio do AdamiCast. “Procure a Cíntia Tavares, professora de Pilates, pra alinhar e fortalecer a postura”, repete a Mariana há meses. O episódio 104, gravado em 31 de março de 2022, é a vez da própria Cíntia contar a história por trás da indicação.

A conversa foi uma das mais pessoais já feitas no podcast. Cíntia veio de Parapuã, quase desistiu da fisioterapia depois de passar em primeiro lugar num concurso a 800 km de casa, e abriu o próprio studio em Dracena em 2016, quando uma amiga vendeu o espaço. Deu detalhes técnicos sobre pilates, falou de alunos de 90 anos e também contou como conheceu o marido, o ex-vereador Danilo, numa história de 14 anos que terminou há pouco tempo — eles só foram morar juntos em 2021.

De Parapuã a Dracena: a fisioterapeuta que quase desistiu

Cíntia cresceu em Parapuã, no Oeste Paulista, agarrada à mãe e à avó. Foi estudar fisioterapia em Adamantina e fez pós-graduação em Presidente Prudente por dois anos. Quando voltou pra perto da família, não arrumou emprego na área e acabou trabalhando quatro anos no supermercado dos pais, em Parapuã, sem deixar a profissão de lado — dava aula de pilates antes ou depois do expediente.

Foi nesse período que apareceu a primeira chance real: ela passou em primeiro lugar num concurso para o Hospital Regional de Rondonópolis, em Mato Grosso. O emprego era bom, mas a distância pesou mais. Cíntia desistiu, ficou revoltada, e disse que não ia mais tentar ser fisioterapeuta. O pai, lembrando o exemplo, deu o conselho que define a história: “nunca abandona a sua profissão, um dia vai dar certo”.

Em 2016, o acerto veio. Uma amiga, a Débora, que tinha um studio de pilates em Dracena, mudou pra Presidente Prudente e ofereceu o espaço. Cíntia foi ver, levou a mãe junto, ouviu um sim em casa e mudou pra cidade em março. A adaptação foi difícil: sozinha, longe da mãe e da avó, ela voltava pra Parapuã todo fim de semana. A maioria dos alunos da Débora continuou com ela, e a turma foi crescendo devagar.

A história do Danilo: o vereador de Rinópolis que ligou pra ela há 14 anos

Cíntia e Danilo se conhecem há mais de uma década. Ele é irmão de uma colega de faculdade da Cíntia, e começou a ligar insistentemente. Ela recusava: “minha mãe não vai deixar”. Ele insistia. Numa das tentativas, ligou avisando que tinha um churrasco em Osvaldo Cruz e que ela tinha dez minutos pra ir. Ela foi, e “nunca mais joguei na vida”, lembra, referindo-se às tentativas de dispensá-lo.

Casaram em 2018, mas Danilo era vereador em Rinópolis e tinha que manter residência lá. Cíntia continuou no studio em Dracena, e os dois passaram três anos casados morando em cidades diferentes — ela em Dracena, ele em Rinópolis, com idas e vindas nos fins de semana. Em 2020, ele se candidatou a vice-prefeito e perdeu. “Graças a Deus”, brinca Cíntia. Só em 2021, depois que o mandato acabou, é que Danilo foi morar definitivamente em Dracena. Foi quando ela descobriu, depois de 13 anos de namoro e 2,5 anos de casados, o que era de fato vida de casada — acordar junto, lavar louça junto.

Pilates clássico vs. modismos: o que Joseph Pilates realmente ensinou

Joseph Pilates criou o método há mais de cem anos, e Cíntia defende com paixão o pilates clássico contra os modismos que se multiplicaram nos últimos anos — pilates aéreo, cross pilates, ballet pilates. Conta que Lolita San Miguel, uma das duas discípulas vivas do criador, com mais de 80 anos, brinca: “não existia bola na época do Joseph Pilates”. Cíntia usa a bola quando faz sentido, mas não no lugar do que considera o método original.

A discussão sobre “a bola” virou tema quente no episódio, com Cíntia contando que há preconceito com homens na aula, com clientes perguntando “você dá aula de pilates pra homem?”. A resposta dela é direta: pilates é pra qualquer pessoa que quer cuidar da postura, do joelho, da coluna. A clínica tem alunos de 26 anos a 90 anos, incluindo uma paciente com doença neurodegenerativa que “chega rindo todo dia e nunca reclama”, uma “lição de vida”.

98% coluna e a turma que precisava parar

Oitenta e oito por cento das queixas que Cíntia atende no studio são relacionadas a coluna — dor, tensão, limitaçõo de movimento. O público é majoritariamente adulto e são pessoas que chegam depois que o problema já está instalado. “As pessoas geralmente procuram a fisioterapia e o pilates quando não tem mais jeito”, resume. É razão pela qual ela defende a prevenção — começar antes da dor.

Um episódio no studio virou exemplo na conversa. Uma turma chegou agitada demais, com duas alunas tão tensas que não escutavam nada do que ela dizia. Cíntia tentou resgatar a aula por 20 minutos, sem sucesso. A decisão foi dura: mandou embora todo mundo, sem exceção. “Não é só falar ‘eu vou embora’ não, vamos embora. As quatro foram.” Uma das alunas depois pediu desculpa. A situação ilustra, segundo Cíntia, como a dor emocional é tão real quanto a dor física, e como o pilates virou para ela uma ferramenta também de saúde mental.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP, cidade onde Cíntia atende no studio de pilates. Para acompanhar a agenda de aulas e dicas:

@cintiacheleu no Instagram.

Resumo do episódio

Cíntia Tavares, fisioterapeuta de Dracena, conta como quase desistiu da profissão após recusar uma oportunidade em Mato Grosso, mas perseverou até abrir seu próprio studio de pilates em 2016. A conversa aborda sua trajetória desde Parapuã, a relação de 14 anos com o marido Danilo, a defesa do pilates clássico contra modismos, e como o método virou ferramenta de saúde mental no atendimento a pacientes com problemas de coluna e tensão emocional.

Principais aprendizados

  • Oitenta e oito por cento das queixas atendidas no studio são relacionadas à coluna, com a maioria dos pacientes procurando ajuda apenas quando o problema já está instalado.
  • Joseph Pilates criou o método há mais de cem anos e algumas discípulas vivas do criador defendem o pilates clássico sem acessórios como bolas.
  • A dor emocional é tão real quanto a dor física, e o pilates funciona como ferramenta de saúde mental além dos benefícios posturais.
  • Pilates é indicado para qualquer pessoa que quer cuidar da postura, do joelho e da coluna, independentemente de gênero ou idade.
  • A prevenção é fundamental em saúde postural, sendo melhor começar o acompanhamento antes que a dor se instale.

Perguntas respondidas neste episódio

Por que Cíntia quase desistiu da fisioterapia?

Após passar em primeiro lugar num concurso para o Hospital Regional de Rondonópolis em Mato Grosso, a distância de 800 km de casa pesou mais que a oportunidade profissional. Desistiu da vaga e ficou revoltada, desanimada com a carreira, mas o conselho do pai a fez perseverar.

Como Cíntia começou no studio de pilates em Dracena?

Em 2016, uma amiga chamada Débora que tinha um studio em Dracena mudou-se para Presidente Prudente e ofereceu o espaço. Cíntia foi ver, levou a mãe junto, recebeu um sim em casa e mudou para a cidade em março desse ano.

Qual é a principal diferença entre pilates clássico e as tendências atuais?

O pilates clássico, criado há mais de cem anos por Joseph Pilates, é defendido sem acessórios desnecessários. Discípulas do criador ainda vivas brincam que não existia bola na época dele. Cíntia usa acessórios apenas quando fazem sentido, não como substitutos do método original.

Qual é a queixa mais comum dos pacientes no studio?

Oitenta e oito por cento das queixas estão relacionadas à coluna: dor, tensão e limitação de movimento. A maioria dos pacientes procura ajuda apenas após o problema já estar instalado, o que reforça a importância da prevenção.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.