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Cervejaria Dhuo: Adolfo e Deivid e a cerveja artesanal em Dracena | #020

08 de julho de 2021 • 3 min de leitura

Este texto vem do episódio #20 do AdamiCast

Adolfo e Deivid, fundadores da Cervejaria Dhuo, foram os convidados do episódio #020 do AdamiCast, e a conversa não poderia ter sido mais pedida: segundo Pedro e Mariana Adame, a cervejaria era o assunto mais solicitado pelos ouvintes. Durante mais de uma hora, os dois sócios abriram o livro sobre como uma amizade nascida na cena musical de Dracena virou uma cervejaria com bar próprio, 9 estilos, capacidade de 2.000 litros por dia e um modelo de franquias em construção.

Da música e da gambiarra à Cervejaria Dhuo

A história começa em 2011, quando Adolfo atuava como empresário de músicos locais e Deivid era vocalista de uma banda. Deivid já produzia cerveja em casa como hobby, e Adolfo comprava todo o estoque. A parceria foi natural: os dois montavam uma pequena cozinha de produção, acordavam às 6h30 de sábado e ficavam até às 20h, cozinhando, filtrando e engarrafando cerca de 80 litros no dia. O equipamento era inteiramente artesanal: câmara frigorífica adaptada, bomba de máquina de lavar, depois uma bomba de hemodiálise achada em ferro-velho e fermentadores cônicos que inspiraram até um cervejeiro americano a perguntar o que era aquilo. Os insumos como lúpulo vinham de fornecedores na Lituânia e nos EUA, com até cinco meses de espera.

Em 2014 tornaram-se cervejeiros ciganos, modelo em que o produtor usa a estrutura de terceiros com registro e CNPJ próprios. Em 2015 lançaram as primeiras garrafas legalizadas. O nome Dhuo é simples: “du” de dois, com o H adicionado por estilo. A coincidência curiosa veio depois: uma cigana que visitou a cervejaria revelou que “du” significa “feito com o coração” em romani. Hoje a Dhuo tem bar próprio com funcionamento às sextas e sábados, vendia mais de 280 litros por dia mesmo durante a pandemia via growler, e lançou um plano de franquias com unidades no interior paulista.

O que o episódio ensina

Adolfo e Deivid deixam uma lição clara para quem quer empreender: a especialização e a divisão de funções chegam com o tempo, e tentar abraçar tudo ao mesmo tempo é armadilha. Com o crescimento, Deivid assumiu a produção e Adolfo, o comercial e administrativo. Os dois também reforçam que empreender no Brasil exige paciência com burocracia: enquanto na Nova Zelândia uma cervejaria se legaliza em nove dias, no Brasil o processo levava mais de um ano. Apesar dos obstáculos, a Dhuo não perdeu um barril sequer durante a pandemia.

Tópicos do episódio

  • Como Adolfo e Deivid se conheceram na cena musical de Dracena e iniciaram a produção caseira em 2011
  • A trajetória de cervejeiros ciganos até a abertura da fábrica própria com certificação no Ministério da Agricultura
  • A diferença técnica entre chope e cerveja, fermentação alta e baixa, pasteurização e validade do produto artesanal
  • O impacto da pandemia: deliveries de growler salvaram o caixa e a ampliação do equipamento aconteceu justamente nesse período
  • O plano de franquias com franqueados já operando e o lançamento de nova embalagem descartável refrigerada
  • Curiosidades: o chope de vinho feito com vinho real de vinícola parceira e a medalha de bronze no estilo English Porter

Resumo do episódio

Adolfo e Deivid, fundadores da Cervejaria Dhuo, compartilham a trajetória de transformar um hobby caseiro em 2011 em uma cervejaria com bar próprio, 9 estilos e capacidade de 2.000 litros por dia. O episódio revela como a amizade nascida na música local evoluiu para um modelo de franquias, além dos desafios de legalização, improvisação com equipamentos adaptados e a estratégia que manteve o negócio funcionando durante a pandemia.

Principais aprendizados

  • A divisão de funções segundo especialidade chegou com o tempo: Deivid assumiu produção enquanto Adolfo cuidou de comercial e administrativo
  • A legalização de cervejaria no Brasil exige paciência, levando mais de um ano, enquanto em países como Nova Zelândia o processo dura nove dias
  • Empreender começou com equipamento inteiramente artesanal, desde câmara frigorífica adaptada até fermentadores que inspiraram questionamento de cervejeiro americano
  • Durante a pandemia, deliveries de growler salvaram o caixa e permitiram expansão do equipamento no mesmo período
  • O modelo de cervejeiro cigano permitiu operação legalizada antes da fábrica própria, usando estrutura de terceiros com CNPJ e registro próprios

Perguntas respondidas neste episódio

Como começou a produção de cerveja artesanal que virou a Dhuo?

Deivid produzia cerveja como hobby em casa e Adolfo comprava todo o estoque. A parceria natural levou à montagem de pequena cozinha de produção aos sábados, produzindo cerca de 80 litros por dia com equipamento inteiramente artesanal, desde câmaras frigoríficas adaptadas até bombas encontradas em ferro-velho.

Como a Cervejaria Dhuo se legalizou?

Em 2014 adotaram o modelo de cervejeiros ciganos, operando com estrutura de terceiros mas com registro e CNPJ próprios. Em 2015 lançaram as primeiras garrafas legalizadas. O processo de legalização no Brasil levou mais de um ano, significativamente mais longo que em outros países.

Como a Dhuo funcionou durante a pandemia?

A cervejaria não perdeu um barril durante a pandemia. Deliveries de growler salvaram o caixa e a expansão do equipamento aconteceu justamente nesse período, permitindo que a Dhuo mantivesse e ampliasse suas operações.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.