#143

Carla e Isabel Lima, mãe e filha que transformaram o sonho de ballet da “menina de Lages” na Academia Corpo e Cia de Presidente Venceslau | AdamiCast #143

09 de agosto de 2022 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #143 do AdamiCast

Tinha uma menina em Lages, com sete anos de idade, que prometeu pra si mesma que um dia ia ter uma escola. Anos depois, com a filha Carla fazendo ballet e ganhando formação em Direção Artística, a promessa virou negócio de família: a Academia Corpo e Cia, em Presidente Venceslau, SP. Mãe e filha vieram ao AdamiCast pra contar como o ballet virou escola, como a pandemia virou uma virada, e como o espetáculo anual é o coração de tudo.

A menina de Lages que prometeu ter uma escola

A história começa com Isabel, a mãe, quando ela ainda era aquela menina em Lages. A promessa de ter uma escola de ballet foi feita com a leveza das coisas de infância, mas o que era brincadeira foi virando convicção, e o que era convicção virou ação. Anos depois, a vida trouxe a formação, os tropeços, o casamento, a perda do marido, a maternidade da Carla, e em algum momento dessa história a promessa voltou à mesa, agora com dimensão de propósito de vida.

A Carla cresceu dentro do ballet, virou coreógrafa, e começou a dar aula. A mãe viu o talento da filha e decidiu que a escola que sempre quis ter era exatamente o que a Carla podia construir. O “Corpo e Cia” começa assim: com uma mãe que entende de negócio e de gente, e uma filha que entende de palco e de balé. É a combinação que fez a escola virar referência em Presidente Venceslau, com pico de 280 alunos em 2017 e fila de espera nos anos de pandemia.

A pandemia como virada

Quando a pandemia fechou tudo, a escola teve que se reinventar. Carla passou a dar aulas online, transmissões ao vivo, e a história que ela conta é que essa fase obrigou a escola a enxergar alunas que talvez nunca tivessem entrado na sala presencial. “Quem não veio na pandemia, não evoluiu“, diz, com a franqueza de quem defende a prática. E foi justamente no período mais difícil que veio o que ela chama de virada: o vídeo em que mãe e filha dançaram juntas, a dança na rua com referência dos Beatles, a mostra online que mostrou a escola pro mundo.

A decisão técnica de manter a porta aberta (mesmo que online, mesmo com máscara, mesmo dividindo turmas) virou decisão de marca. A escola mostrou que tava viva, e a clientela reconheceu. Quando a pandemia passou, a escola passou também, com mais alunas e mais história pra contar.

O espetáculo anual: o coração do negócio

O que diferencia a Corpo e Cia de outras escolas de ballet é o espetáculo de fim de ano. Folder impresso, 24 páginas, fotos, nomes, patrocinadores, tema musical. É o tipo de produção que consome toda a margem do ano, mas é também o que justifica o preço da mensalidade, o que fideliza a família, e o que cria a herança emocional de cada aluna. A Carla explica: “meu evento não é hora de ganhar dinheiro, nunca foi“. O lucro volta como investimento, e o investimento volta como produção.

O tema de 2022 é o Wicked, o musical que conta a história das bruxas do Mágico de Oz. A escolha não é aleatória: a história tem um caráter político por trás da fantasia, e a Carla defende que o papel da arte é exatamente esse — trazer reflexão, fazer pensar, abrir discussão. É o tipo de decisão que mostra a maturidade da escola, e que faz a diferença em relação ao “só ballet”.

Reforma, chácara e próximos passos

Em 2022 a escola passou por uma reforma grande, com a Carla à frente do projeto e a mãe bancando com as economias. “Tirei do meu bolso“, diz Isabel, e a fala resume a disposição da mãe em atender o pedido da filha porque acreditou. A identidade visual mudou, a fachada mudou, a secretaria mudou, e a escola entrou num ciclo novo de captação. Foi investimento em cima de investimento, mas o retorno veio na forma de alunas novas, e na validação da mãe: o pedido da filha fazia sentido.

Ainda tem sonho pela frente. Isabel falou em ter uma chácara, em dar pra aluna mais pobre uma bolsa que não pese no orçamento da escola, em consolidar a escola como referência na região. São planos de quem tem maturidade pra entender que crescimento sustentável é melhor que explosão, e que o ballet não é só dança — é a formação da menina de Lages virar adulto com estrutura, e a estrutura que ela construiu virou lugar onde outras meninas começam a sonhar.

Onde encontrar a Academia Corpo e Cia

A Academia Corpo e Cia atende em Presidente Venceslau, SP, com aulas de ballet clássico, jazz, sapateado, preparação física para bailarinos, e o espetáculo anual que é o ponto alto da programação. Para acompanhar a programação, o espetáculo e o dia a dia: @corpo_cia_pv. A Carla também compartilha em @carlinhaplima e a Isabel em @isabelpaulalima. O convite é pra quem quer ver uma escola de dança que não é só escola — é negócio de família, espaço de transformação, e lugar onde a menina de Lages continua ensinando, todo ano, menina nova depois de menina nova.

Resumo do episódio

Isabel prometeu aos sete anos que teria uma escola de ballet, promessa que se concretizou décadas depois ao lado da filha Carla, formada em Direção Artística, fundando a Academia Corpo e Cia em Presidente Venceslau. O episódio revela como a dupla transformou a pandemia em oportunidade de reinvenção, consolidou o espetáculo anual como diferencial estratégico, e construiu um negócio que combina paixão pela dança com gestão familiar sustentável.

Principais aprendizados

  • O espetáculo de fim de ano funciona como estratégia de fidelização familiar e justificativa do valor da mensalidade, não como fonte de lucro direto.
  • A adaptação online durante a pandemia revelou públicos que talvez nunca frequentassem aulas presenciais, ampliando o alcance da escola.
  • A escolha de temas com conteúdo político nos espetáculos, como Wicked, reflete a maturidade de uma escola que entende arte como ferramenta de reflexão.
  • Investimento em reforma e identidade visual bancado pela mãe com economias próprias validou a visão estratégica da filha e atraiu novas alunas.
  • O crescimento sustentável baseado em reinvenção constante gera mais valor que expansão rápida em negócios criativos.

Perguntas respondidas neste episódio

Qual é o diferencial da Academia Corpo e Cia em relação a outras escolas de ballet?

O diferencial está no espetáculo anual de 24 páginas com produção complexa, tema musical escolhido deliberadamente e patrocinadores. A escola investe toda a margem do ano na produção, que funciona como ferramenta de fidelização familiar e herança emocional para as alunas, não como fonte de lucro.

Como a pandemia impactou a Academia Corpo e Cia?

A pandemia forçou reinvenção com aulas online e transmissões ao vivo. Carla descobriu que alunas que não participaram presencialmente não evoluíram, mas a decisão de manter a porta aberta online virou estratégia de marca. Vídeos em que mãe e filha dançaram juntas e mostras online divulgaram a escola, resultando em mais alunas quando a pandemia terminou.

Qual é a importância da escolha de temas para o espetáculo anual?

A escolha de temas com caráter político reflete a maturidade da escola. O tema de 2022 foi Wicked, que conta a história das bruxas do Mágico de Oz, escolha não aleatória porque a história possui mensagem política. A escola defende que o papel da arte é trazer reflexão, fazer pensar e abrir discussão.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.