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Andressa Santanna, influencer de Presidente Prudente: como a pandemia transformou um hobby de 8 mil seguidores em profissão | AdamiCast #101

19 de março de 2022 • 6 min de leitura

Este texto vem do episódio #101 do AdamiCast

Andressa Santanna trabalha há quatro anos como influencer digital em Presidente Prudente, com 20 mil seguidores no Instagram, última contagem no dia da conversa. Antes disso, foi balconista de loja de roupas e calçados, social media de atelier de noivas e costurou uma vída em cidade grande, em rede de franquias, até voltar pra região e descobrir, na pandemia, que o hobby tinha virado profissão.

A história foi ao ar em 19 de março de 2022, no episódio 101 do AdamiCast, em transmissão extra de sábado de manhã, e ajuda a entender como funciona, por dentro, o trabalho de influencer regional que atende marcas locais, grandes redes e ainda publica provadores de roupa no mesmo dia.

De balconista a influencer: a saída do comércio pra vida digital

Andressa cresceu em ambiente de comércio. Trabalhou em loja de roupas e calçados, ajudou a abrir franquias pelo Brasil e aprendeu a falar com público no balcão. Quando o trabalho começou a envolver rede social, foi natural virar social media do atelier de noivas em que desfilava. O casamento aconteceu rápido — ela casou de tênis, com vestido básico, e 15 dias depois já estava desfilando de noiva pra outras mulheres.

A virada definitiva aconteceu três anos antes da gravação do episódio. Andressa largou o comércio e o social media pra se dedicar só ao Instagram. O marido, o Chu, também virou influencer depois de aparecer nos stories dela, e hoje mantém o próprio canal. “A gente se cobra primeiro, antes da galera cobrar”, resume.

A pandemia que mudou tudo: de 8 mil a 20 mil seguidores em dois anos

Andressa tinha acabado de voltar de São Paulo, onde morou um ano e pouco, quando a pandemia começou. Naquele momento, em março de 2020, ela estava com 8 mil seguidores. A combinação de fechamento das lojas, explosão do comércio online e procura por conteúdo em casa mudou a conta. Em dois anos, foram pra 20 mil, com marcas grandes chegando e parcerias que ela mesma diz que “não imaginava conseguir”.

O setor de decoração, conta ela, foi o que mais cresceu. A moda para home office e para ficar em casa também. Foi o período em que a influencer regional ganhou musculatura profissional, abriu CNPJ, passou a organizar agenda, cobrança e planilha como qualquer empresa.

A rotina de oito lojas por dia e a relação com as marcas

Num dia comum, Andressa passa por oito lojas em três cidades diferentes. Sábado passado, segundo ela, foi Regente Feijó de manhã, quatro lojas; depois Brinquilar, na volta; mais três pela tarde, gravações e mais um pouco. Voltou pra casa quase às sete da noite. O provador, que parece um dos conteúdos mais trabalhosos, ela aprendeu a fazer em 30, 40 minutos — oito looks e ainda fotos. Loja sem provador, em 15 minutos.

A relação com as marcas virou parceria duradoura, mais parecida com agência de conteúdo do que com publi avulsa. O Estúdio VIP Beauty, em Presidente Prudente, é parceira há mais de três anos. O gerente da Rede Var, César, atende aos pedidos com a flexibilidade de quem entende o calendário. Quando Andressa diz “preciso de umas ofertas”, ele responde no mesmo dia. A Brinquilar, rede que atende Dracena, repostou vários stories e ajudou a construir audíencia cruzada. “É legal quando as parcerias dão resultado pros dois lados”, resume.

Primeiro story, primeiros recebidos e o medo da câmera

O primeiro story falado da Andressa foi um achadinho de loja de calçado. Celular apoiado na cama, tela em preto e branco, ela olhando de canto, tímida. Tem o vídeo salvo até hoje, garante. O primeiro recebido foi de uma loja de bijuterias, o Atelier Armazém, que já fechou. “Olha, eu trouxe um recebido”, disse a pessoa na entrega. Foi o momento em que a brincadeira começou a virar trabalho de verdade.

O medo de se expor continua, mas já é contornável. Andressa diz que hoje não se monitora mais como no início, porque a autocobrança tira a naturalidade. As seguidoras, que viram a evolução desde quando “tudo era mato”, hoje entendem o jeito dela e até reparam quando ela não está bem. “Hoje teu olhinho tá assim”, ela cita como mensagem que já recebeu de quem a segue há anos. A intimidade é parte da marca.

Influencer é profissão: CNPJ, agenda e crítica

A maior dificuldade da carreira, segundo ela, não é técnica nem de algoritmo. É cultural. As pessoas ainda tratam influencer como hobby, não como trabalho. A Andressa tem CNPJ, agenda, parte financeira, parte burocrática, parcerias. É uma empresa de uma pessoa só. Quando largou o comércio com carteira assinada pra se dedicar ao Instagram, muitos não entenderam — em casa, o pai foi o primeiro a apoiar.

Hoje ela encara as críticas como ferramenta de crescimento, não como destino. As opiniões mais pesadas vêm, mas o que sobra é o filtro do que vale e do que não vale. A própria noção de tentar agradar todo mundo é a maior cilada: “se você tentar ser muito perfeito, perde a essência”. O público, lembra, se conecta com a pessoa real, não com a versão editada.

Onde encontrar

A conversa foi gravada em Dracena, SP. Para acompanhar o dia a dia da Andressa, parcerias e conteúdo:

@andressasantanna no Instagram.

Resumo do episódio

Andressa Santanna trabalha há quatro anos como influencer digital em Presidente Prudente após transição de carreira no comércio. Durante a pandemia, seu Instagram cresceu de 8 mil para 20 mil seguidores em dois anos, transformando um hobby em negócio formalizado. O episódio mostra a rotina de parcerias com marcas locais e regionais, a importância de manter a autenticidade no conteúdo e os desafios de profissionalizar a carreira em influência digital.

Principais aprendizados

  • A pandemia acelerou o crescimento de influenciadores regionais ao combinar fechamento do comércio físico, explosão do e-commerce e aumento da demanda por conteúdo digital.
  • Parcerias duradouras com marcas geram mais resultado que publicidades avulsas, funcionando como agência de conteúdo entre influencer e empresa.
  • A evolução natural do conteúdo gera confiança nas seguidoras, que acompanham a jornada desde os primeiros vídeos amadores.
  • Influencer é profissão que exige CNPJ, organização de agenda, gestão financeira e burocrática, não apenas criatividade.
  • Manter autenticidade e naturalidade é mais efetivo que buscar perfeição, pois o público se conecta com a pessoa real.

Perguntas respondidas neste episódio

Como o trabalho de influencer digital gera receita com marcas?

As parcerias funcionam como agências de conteúdo contínuas, não como publicidades avulsas. Marcas solicitam conteúdo conforme o calendário e necessidades, respondendo pedidos com flexibilidade. A relação é duradoura quando ambos os lados têm resultados.

Qual é a rotina diária de trabalho de um influencer regional?

Um dia comum envolve visitar múltiplas lojas em diferentes cidades, gerando conteúdo em provadores e foto. Provadores com vários looks podem levar 30 a 40 minutos, enquanto lojas sem provador levam 15 minutos. Um dia pode incluir oito lojas em três cidades diferentes.

Como a pandemia impactou o crescimento de influenciadores regionais?

A combinação de fechamento das lojas físicas, explosão do comércio online e procura por conteúdo em casa mudou o cenário. Setores como decoração e moda para home office cresceram especialmente, ampliando oportunidades de parcerias para influenciadores.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.