Luciano Esposto, advogado, escritor e empresário, e Douglas Alves dos Reis, tradutor e intérprete de Libras, contaram no AdamiCast como o Estúdio Libraria nasceu de um canal amador no YouTube e se tornou uma referência nacional em acessibilidade para surdos.
Um aprendizado que começou pela convivência
Douglas aprendeu Libras de forma natural, convivendo com amigos surdos ainda antes de a língua ser reconhecida oficialmente no Brasil, em 2002. Trabalhando como intérprete em Bataguaçu, no Mato Grosso do Sul, percebeu que praticamente não havia material didático acessível para alunos surdos, o que o levou a sonhar com uma forma de levar informação a essa comunidade.
O canal que virou empresa
Em 2014, no Dia do Surdo, Douglas lançou o primeiro vídeo do canal Libraria no YouTube, autodidata em edição e produção. O projeto tinha dois objetivos desde o início: entretenimento com quadros variados e, principalmente, um portal de notícias em Libras, hoje conhecido como Libraria News.
A virada com a entrada de Luciano
Em 2019, depois de anos de dificuldade para viabilizar financeiramente a ideia, Luciano se tornou sócio de Douglas. A dupla reconstruiu toda a comunicação da empresa, entendendo que, embora o conteúdo fosse pensado para os surdos, quem paga pelos serviços de acessibilidade geralmente é o ouvinte, o que exigiu uma nova estratégia comercial sem abandonar o compromisso original com a comunidade.
Libras pura, não tradução literal
Um dos maiores diferenciais do Libraria é o conceito de “Libras pura”: uma tradução que segue a gramática e a lógica visual da língua de sinais, e não uma transposição palavra por palavra do português, prática comum que resulta em conteúdos incompreensíveis para grande parte dos surdos sinalizados.
Projetos sociais e inclusão real
Entre as iniciativas da empresa está o “Dia do Chocolate”, em que colaboradoras podem tirar folga remunerada no primeiro dia do ciclo menstrual, além de um programa de financiamento de estúdios de gravação para intérpretes trabalharem de casa, com jornadas reduzidas e sem horário fixo, valorizando mães solo e pessoas com outras limitações.
Um novo aplicativo para popularizar o intérprete remoto
O Libraria está lançando um serviço de intérprete remoto por aplicativo, cobrado por tempo de uso, pensado para ser acessível a pequenos comércios, não apenas a grandes corporações, ampliando o acesso de pessoas surdas a atendimento em qualquer estabelecimento cadastrado.
Onde encontrar
Instagram dos convidados: @estudiolibraria
Resumo do episódio
Luciano Esposto e Douglas Alves dos Reis contam como o Estúdio Libraria evoluiu de um canal amador no YouTube em 2014 para uma empresa de referência nacional em acessibilidade para surdos, passando por transformação comercial em 2019 que viabilizou financeiramente o projeto mantendo compromisso com a comunidade surda.
Principais aprendizados
- Libras pura segue a gramática e lógica visual da língua de sinais, diferente de tradução literal palavra por palavra que resulta em conteúdos incompreensíveis para surdos sinalizados.
- Em serviços de acessibilidade, quem frequentemente paga pelo atendimento é o ouvinte, não o surdo, exigindo estratégia comercial diferente da comunicação inicial do produto.
- O material didático acessível em Libras era praticamente inexistente no Brasil antes da criação do Libraria, representando lacuna importante no acesso à informação para a comunidade surda.
- Douglas aprendeu Libras naturalmente convivendo com amigos surdos antes mesmo da língua ser reconhecida oficialmente no Brasil em 2002.
- Programas de inclusão como financiamento de estúdios e jornadas reduzidas para intérpretes valorizam mães solo e pessoas com limitações, tornando o trabalho viável fora de escritórios tradicionais.
Perguntas respondidas neste episódio
Como funciona o conceito de Libras pura do Libraria?
Libras pura é uma tradução que segue a gramática e a lógica visual da língua de sinais, não uma transposição palavra por palavra do português. Essa abordagem garante que o conteúdo seja compreensível para surdos sinalizados, diferente da prática comum de tradução literal.
Como o Estúdio Libraria começou?
O projeto nasceu em 2014, no Dia do Surdo, quando Douglas lançou o primeiro vídeo do canal Libraria no YouTube. Ele era autodidata em edição e produção, com objetivo de oferecer entretenimento e principalmente criar um portal de notícias em Libras chamado Libraria News.
Qual foi o papel de Luciano na transformação do Libraria?
Em 2019, Luciano se tornou sócio de Douglas após anos de dificuldade financeira do projeto. A dupla reconstruiu toda a comunicação da empresa, desenvolvendo estratégia comercial que reconhecia que quem paga pelos serviços de acessibilidade geralmente é o ouvinte, sem abandonar compromisso com a comunidade surda.
Como funciona o serviço de intérprete remoto do Libraria?
O Libraria está lançando um aplicativo de intérprete remoto cobrado por tempo de uso, pensado para ser acessível a pequenos comércios, não apenas grandes corporações. Isso amplia o acesso de pessoas surdas a atendimento em estabelecimentos cadastrados.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.