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Arquiteta marmorista: a história de Elisabete Bortolato | #427

28 de outubro de 2025 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #427 do AdamiCast

Bet Bortolato construiu uma carreira que mistura arquitetura, empreendedorismo e uma paixão profunda pelo mundo das rochas. Hoje ela é arquiteta marmorista e gerente da Art Top Marmoraria em Dracena, onde transforma chapas brutas em pias, bancadas, revestimentos e monumentos.

A trajetória de Elisabete Bortolato

Antes de chegar às rochas, Bet se formou professora, cursou arquitetura e trabalhou em São Paulo com gerenciamento de obras de alto padrão. Em 2010 voltou para a região de Dracena, passou por uma franquia de milkshake e enfrentou a pandemia cuidando da mãe. A oportunidade da marmoraria surgiu quando o irmão abriu o negócio e a convidou para gerenciar.

“Eu conhecia a parte de projeto que envolve pedras, mas tive que aprender tudo sobre como comprar uma chapa, que abrasivos usar, como cortar e instalar”, conta Bet.

O que é uma arquiteta marmorista

Bet criou o título para descrever um profissional nichado: um arquiteto que domina não só o projeto, mas todo o ciclo da rocha, da compra da chapa até a instalação e a manutenção. “Assim como existe arquiteto paisagista e arquiteto de restauração, eu sou especialista em rochas”, define ela.

Na prática, isso significa ajudar outros arquitetos e marceneiros a especificar o material certo para cada ambiente, orientar clientes sobre manutenção e garantir continuidade de veios no corte.

Rochas naturais e superfícies sintéticas

A gama de materiais disponível numa marmoraria vai muito além do granito e do mármore. Bet classifica assim:

Rochas naturais: quartzito, granito, mármore, travertino, ardósia. Cada uma tem composição, absorção de água e indicações específicas de uso. O quartzito é uma das rochas mais duras e serve para quase qualquer ambiente. O preto São Gabriel é um coringa que combina com tudo.

Superfícies sintéticas: quartzo (pó de quartzo com resina) e lâmina ultracompacta (extremamente resistente a riscos, fogo e manchas). A lâmina ultracompacta não risca. A única exceção é o diamante, o único mineral capaz de danificá-la.

Uma novidade que Bet trouxe da feira Marmomac é a pietra fina: uma chapa natural de 3 mm colada sobre colmeia, superleve, ideal para revestir móveis com retroiluminação.

Como funciona uma marmoraria

O processo começa na compra da chapa. A maioria das rochas vem do polo do Espírito Santo, onde chegam blocos de todo o Brasil e do exterior, são beneficiados e distribuídos. Cada chapa tem variação única de veio e cor. O correto é o cliente ir ao pátio para escolher pessoalmente.

Na marmoraria, a chapa é cortada, polida e instalada. O preço não é por metro quadrado de material: é por serviço. “Cortar uma soleira é rápido. Fazer um nicho demora um dia. O metro quadrado não diz o preço do serviço”, explica Bet.

Outro ponto importante: as rochas brasileiras são comercializadas em espessura de 2 cm. Fora do país o padrão é 3 cm. Rochas importadas chegam sempre no padrão 3 cm.

Dicas para quem vai contratar marmoraria

Escolha a rocha antes do projeto. Se você se apaixonou por um quartzito exótico, comece por ele e construa o restante do ambiente em volta.

Vá ao pátio ver a chapa. Fotos não representam variação de cor. O mesmo produto pode ter chapas muito diferentes entre si.

Marcenaria ou marmoraria primeiro? Não existe regra fixa. Se a pedra for muito especial, instale ela primeiro: se a marcenaria precisar ser trocada depois, a pedra fica no suporte. Se a marcenaria for colocada primeiro, ela que sustenta o peso da rocha.

Nunca use água sanitária ou cloro na sua pedra. Esses produtos retiram a impermeabilização. Com o tempo, a bancada preta fica com manchas claras e a bancada clara fica amarelada. Use sempre produtos específicos para cada tipo de rocha.

Cuide da impermeabilização. Bet usa hidroóleo repelente. Periodicamente a rocha precisa de reaplicação do produto. Uma pia bem cuidada dura para sempre.

O que o episódio ensina

A conversa com Bet Bortolato mostra que contratar uma marmoraria vai muito além de escolher uma cor e perguntar o preço por metro quadrado. Há um universo de tipos de rocha, acabamentos, espessuras, técnicas de corte e instalação, e cuidados de manutenção que fazem toda a diferença no resultado final.

Siga a Art Top Marmoraria no Instagram: @arttopmarmoraria. E a Bet em @betebortolato.arq.

Tópicos do episódio

  • Trajetória: de professora e arquiteta em São Paulo a marmorista em Dracena
  • O que diferencia uma arquiteta marmorista de uma arquiteta convencional
  • Quartzito, granito, mármore, travertino e ardósia: quando usar cada um
  • Superfícies sintéticas: quartzo versus lâmina ultracompacta
  • Pietra fina: a novidade da Marmomac que ilumina pela rocha
  • Como o polo do Espírito Santo distribui rochas para todo o Brasil
  • Chapas comerciais versus chapas extra: o que muda no preço e na qualidade
  • Cuba esculpida versus cuba construída: qual é a diferença
  • Preço por serviço, não por metro quadrado
  • Marcenaria antes ou depois da pedra?
  • Água sanitária e cloro danificam a impermeabilização das rochas
  • Manutenção correta de cada tipo de pedra
  • Marmoraria em igrejas, monumentos funerários e projetos públicos
  • O som, a cor e a textura como parte da arquitetura sensorial

Resumo do episódio

Elisabete Bortolato, arquiteta marmorista e gerente da Art Top Marmoraria em Dracena, conta sua trajetória de professora e arquiteta em São Paulo até especialista em rochas. O episódio explora como funciona uma marmoraria, os tipos de materiais disponíveis (rochas naturais e superfícies sintéticas), o processo de compra, corte e instalação de chapas, além de dicas práticas para quem vai contratar o serviço e cuidados essenciais com manutenção.

Principais aprendizados

  • Arquiteta marmorista é um profissional que domina não só o projeto, mas todo o ciclo da rocha, da compra da chapa até a instalação e manutenção.
  • O preço do serviço de marmoraria é cobrado por serviço realizado, não por metro quadrado, porque a complexidade varia muito entre tarefas.
  • Rochas naturais como quartzito, granito, mármore, travertino e ardósia têm composições e indicações de uso específicas para cada ambiente.
  • Água sanitária e cloro danificam a impermeabilização das rochas, deixando manchas claras em pedras pretas e amarelamento em pedras claras.
  • A maioria das rochas vem do polo do Espírito Santo, onde blocos de todo o Brasil e do exterior são beneficiados e distribuídos em chapas de 2 cm de espessura.

Perguntas respondidas neste episódio

Qual a diferença entre quartzito, granito, mármore e lâmina ultracompacta?

Quartzito, granito, mármore e travertino são rochas naturais com composições e absorbências diferentes. Cada uma tem indicações específicas de uso. Lâmina ultracompacta é uma superfície sintética extremamente resistente a riscos, fogo e manchas, e não risca exceto por diamante.

Como escolher a rocha para um projeto de arquitetura?

Escolha a rocha antes do projeto, e vá ao pátio ver a chapa pessoalmente. Fotos não representam a variação real de cor, pois o mesmo produto pode ter chapas muito diferentes entre si. Se se apaixonar por uma rocha exótica, construa o restante do ambiente em volta dela.

Que produtos danificam as pedras naturais?

Água sanitária e cloro retiram a impermeabilização das rochas. Com o tempo, a bancada preta fica com manchas claras e a clara fica amarelada. Use sempre produtos específicos para cada tipo de rocha.

Como manter uma bancada de pedra por muitos anos?

Cuide da impermeabilização usando produtos como hidroóleo repelente e reaplicando periodicamente o produto. Uma pia bem cuidada dura para sempre.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.