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Ottoboni New Holland: a história de Silvio e Renato Ottoboni | #170

10 de novembro de 2022 • 3 min de leitura

Este texto vem do episódio #170 do AdamiCast

Silvio Renato Dias Ottoboni, sócio-presidente, e seu filho Renato Stevanato Ottoboni, diretor administrativo, contaram no AdamiCast os quase 50 anos de história da Ottoboni New Holland, concessionária de máquinas agrícolas que começou com o avô cafeicultor e hoje atende produtores de várias regiões do interior paulista e do Mato Grosso do Sul.

Do café à concessionária

Tudo começou em Oswaldo Cruz, onde o avô de Silvio trabalhava com cafeicultura e um pouco de pecuária. O pai de Silvio foi avaliador do Banco do Brasil, função que consistia em visitar propriedades rurais para embasar financiamentos agrícolas, e em 1972 passou a revender insumos e tratores na região. A empresa se tornou concessionária CBT até 1993, quando uma crise no setor abriu espaço para uma proposta da New Holland, marca que a Ottoboni representa desde então.

Expansão pela região

Da matriz em Oswaldo Cruz, a empresa se mudou para Dracena e abriu filiais em Brasilândia, Três Lagoas e, em 2008, Presidente Prudente, fechando a unidade de Brasilândia na negociação com a New Holland. Segundo os dois, cada região tem seu perfil de cultura, da diversificação de Prudente, com hortifruti, amendoim, soja e cana, à pecuária mais tradicional de Três Lagoas, o que exige linhas de máquinas diferentes para cada perfil de produtor.

A arte de engolir sapo

A sucessão familiar começou cedo: aos 10 anos, Silvio já ajudava o pai a fechar balanços, e Renato começou como office boy do próprio pai, indo ao banco de bicicleta antes de assumir funções internas na empresa em 2001. Silvio lembrou o conselho que recebeu do próprio pai no primeiro dia de trabalho, de que administrar um negócio de família é uma arte de engolir sapo, seja de fábrica, de cliente, de funcionário ou do próprio pai. A empresa também participou de um curso de sucessão promovido pela New Holland em 2003, quando o tema já preocupava a rede de concessionárias no Brasil inteiro.

Tecnologia que não para de evoluir

Os dois destacaram como a agricultura de precisão mudou o setor: hoje os tratores usam GPS para plantar com desvio de poucos centímetros, ajustam a quantidade de sementes e defensivos por metro quadrado e alguns modelos já rodam a biometano, reaproveitando dejetos de confinamentos e usinas para gerar combustível. A empresa investe constantemente em treinamento técnico, já que os mecânicos hoje precisam dominar mecânica, hidráulica e eletrônica ao mesmo tempo para atender máquinas cada vez mais informatizadas.

Passar a bola sem sair do time

Para os dois, o segredo da transição geracional está em liberdade com responsabilidade, transparência nas conversas e aceitar que decisões mudam de acordo com a época, sem acusar quem tomou uma decisão diferente no passado. Silvio segue participando de cursos de atualização mesmo depois de décadas no comando, para continuar dando suporte às decisões do filho. Os dois também comentaram o crescimento da presença feminina no agronegócio, incluindo o programa Tempo de Mulher da própria New Holland e o número cada vez maior de mulheres em cargos de gestão nas concessionárias da região.

Onde encontrar

Instagram dos convidados: @renatosottoboni

Ottoboni New Holland: @ottoboninewholland

Resumo do episódio

A Ottoboni New Holland completou quase 50 anos como concessionária de máquinas agrícolas, evoluindo de um negócio familiar iniciado com cafeicultura para uma empresa com filiais em várias regiões do interior paulista e Mato Grosso do Sul. O episódio aborda a transição geracional entre Silvio e seu filho Renato, as mudanças tecnológicas na agricultura de precisão e os desafios de administrar um negócio familiar com responsabilidade e transparência.

Principais aprendizados

  • A agricultura de precisão transformou os tratores modernos, que agora usam GPS para plantar com desvio de poucos centímetros e ajustam quantidade de sementes e defensivos por metro quadrado.
  • Mecânicos precisam dominar simultaneamente mecânica, hidráulica e eletrônica para atender máquinas cada vez mais informatizadas.
  • A sucessão familiar exige liberdade com responsabilidade, transparência nas conversas e aceitação de que decisões mudam conforme a época.
  • Cada região tem perfil de cultura diferente, exigindo linhas de máquinas distintas: diversificação em Prudente versus pecuária tradicional em Três Lagoas.
  • Alguns tratores modernos rodam a biometano, reaproveitando dejetos de confinamentos e usinas para gerar combustível.

Perguntas respondidas neste episódio

Como começou o negócio da Ottoboni?

Tudo começou em Oswaldo Cruz, onde o avô de Silvio trabalhava com cafeicultura e pecuária. O pai de Silvio foi avaliador do Banco do Brasil e em 1972 passou a revender insumos e tratores na região. A empresa tornou-se concessionária CBT até 1993, quando a New Holland ofereceu uma proposta que começou a representação atual.

Quais são as principais mudanças tecnológicas na maquinaria agrícola?

A agricultura de precisão revolucionou o setor com tratores equipados com GPS que plantam com desvio de poucos centímetros, ajustam a quantidade de sementes e defensivos por metro quadrado. Alguns modelos já rodam a biometano, reaproveitando dejetos de confinamentos e usinas para gerar combustível, enquanto a eletrônica se torna essencial nas operações.

Qual é o segredo da transição geracional na empresa?

O segredo está em liberdade com responsabilidade, transparência nas conversas e aceitação de que decisões mudam conforme a época. A liderança anterior continua participando de cursos de atualização para apoiar as novas decisões, sem acusar quem tomou caminhos diferentes no passado.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.