#136

Mercado Cheleu, o mercado de bairro que virou ponto de encontro em Dracena | AdamiCast #136

18 de julho de 2022 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #136 do AdamiCast

São 17 anos em Dracena e uma vida que começou em Rinópolis. Danilo Torres Rosa é o rosto que o cliente encontra quando passa no Mercado Cheleu, mas por trás do balcão tem uma história de gente que veio de fora, casou, ouviu o sogro, e transformou um ponto comercial de bairro em ponto de encontro da região.

De Rinópolis pra Dracena, com o Cheleu debaixo do braço

Danilo é daqueles que chegou pequeno na cidade e foi conquistando espaço na conversa. Antes do mercado, vinha de uma vida mais caseira, mais sedentária, mais time do coração do que agenda de negócio. Mas o casamento com uma Cheleu puxou ele pra dentro do empreendimento familiar, e aí começou a aprender o ofício na marra: atendimento, comunicação, exposição, escolha de produto. “Onde a gente tá instalado já era um mercado, a gente só deu continuidade“, explica, e resume a filosofia: “tem sol pra todo mundo“.

A chegada em Dracena veio de um processo que ele repetiu em outras áreas da vida: ouvir quem sabe mais, adaptar, ajustar, sem queimar etapa. O sogro, que tem bagagem de anos no ramo, virou o mentor interno. Quando tem dúvida de produto, de marca, de dinâmica, Danilo liga, pergunta, ouve. É o tipo de relação que faz o negócio funcionar mesmo quando a área é nova.

A rede que faz o mercado funcionar

Tem uma frase que Danilo repete e que explica bem o Mercado Cheleu: nenhum negócio se sustenta sozinho. A sogra dá o suporte do lar, a esposa entra nas decisões, o sogro é o braço experiente, e a equipe do balcão é quem entrega o atendimento que o cliente lembra. Quando o cliente chega, é o Danilo que dá atenção, mas quando o Danilo precisa resolver alguma coisa interna, ele pede licença, sai, e a equipe cobre. “São flores“, diz, “todo mundo ralando junto“.

E tem a rede que se formou em volta: o Luizinho da Spy, que faz a parte eletrônica do negócio, virou parceiro de cobrança e elogio (“Luizinho, não, isso aí não tá bom“, e depois, quando o cara acerta, “agora sim, ficou bonito demais“). Tem o pessoal que ajuda a divulgar, os produtores locais que abastecem a prateleira com paçoca da Zélia, tilápia da região, refrigerante local, frutas e hortifrúti do dia. É um ecossistema que funciona porque todo mundo se conhece pelo nome.

A busca pelos 1% a mais

Danilo cita um exemplo que marcou ele: um tenista que entrou no top 100 mundial com 49% de taxa de acerto, e só chegou ao top 10 quando subiu pra 51%. “São 2%, mas é o que separa“, diz. A aplicação no mercado é direta: aceitar crítica construtiva, olhar o que não está funcionando, ajustar sem medo. “Quem quer crescer vai adorar receber essa crítica“, completa, e lembra que foi justamente ouvindo o sogro, e ajustando em cima do que ele apontava, que o Cheleu virou o que virou.

A mentalidade aparece também na história do judô: Danilo voltou a treinar há pouco tempo, depois de mais de uma década parado, e usa o mesmo raciocínio da loja. “Tem dia que não tá com pique, mas é o dia que a gente mais precisa ir“, conta. É o mesmo vale pra acordar, pra fechar o balcão, pra ouvir a Nívia no mercado perguntando se a fralda M tá no estoque: tudo é treino.

Dracena, o mercado e o público que faz a roda girar

Danilo tem consciência do lugar onde o Cheleu está. Dracena é uma cidade que conversa, que se abraça, que tem histórias curiosas (como a igreja do bairro Marrequinha, abandonada com árvore crescendo na torre, e que a comunidade reconstruiu com a ajuda de gente que nem mora mais na cidade). É o tipo de cidade em que abrir um mercado é abrir uma porta pra ouvir e ser ouvido, e o Cheleu virou exatamente isso: um lugar onde o cliente chega pra comprar, mas também pra trocar uma ideia, dar um oi, saber do Pedro, saber do João, saber da vida.

Foi o que aconteceu quando ele apareceu no AdamiCast com o mesmo sorriso que recebe o cliente na loja. O papo foi de futebol, de judô, de casamento, de paçoca, de gente boa, de quem passou pelo Cheleu e saiu elogiando. O resultado tá no balcão todo dia: gente que volta, que indica, que reconhece o Danilo na rua e faz questão de parar pra dar um oi.

Onde encontrar o Mercado Cheleu

O Mercado Cheleu atende em Dracena, SP, com o balcão do Danilo e a equipe sempre de olho no que o cliente precisa. Para acompanhar as novidades, sugestões e o dia a dia da loja: @mercadocheleu. O Danilo também compartilha a rotina em @danilotorresrosa.

Resumo do episódio

Danilo Torres Rosa transformou o Mercado Cheleu, herdado da família da esposa, em um ponto de encontro em Dracena ao aplicar a filosofia de melhoria contínua, ouvir quem tem experiência, trabalhar em rede e focar no atendimento. A trajetória de Rinópolis até a consolidação do negócio revela como pequenos ajustes percentuais e a relação com mentores internos, como o sogro, fazem a diferença entre um mercado comum e um que gera lealdade e indicação.

Principais aprendizados

  • Nenhum negócio se sustenta sozinho: o Mercado Cheleu funciona porque há rede de suporte interno e externa, desde a equipe até fornecedores locais e parceiros que ajudam na divulgação.
  • Melhorias pequenas fazem diferença grande: o exemplo do tenista que passou do top 100 para top 10 com apenas 2% de aumento na taxa de acerto ilustra como ajustes contínuos geram crescimento.
  • Ouvir quem tem mais bagagem acelera o aprendizado: Danilo consultava o sogro sobre produto, marca e dinâmica, usando a experiência de quem já conhecia o ramo.
  • Um mercado de bairro pode ser ponto de encontro quando o atendimento reconhece o cliente como pessoa: o Cheleu virou lugar onde se compra mas também se troca ideia e notícia.
  • Treino é atitude diária, não inspiração: a mesma mentalidade que aplica na loja Danilo leva para o judô, acordar cedo e fechar o balcão, sem esperar pelo pique perfeito.

Perguntas respondidas neste episódio

Como transformar um mercado de bairro em ponto de encontro?

Focando no atendimento que reconhece o cliente como pessoa, não apenas como comprador. O Mercado Cheleu criou um espaço onde as pessoas chegam para comprar mas também para trocar uma ideia, saber do vizinho, se abraçar. A continuidade, a equipe atenta e o dono no balcão todos os dias reforçam essa relação.

Como começar em um empreendimento familiar sem experiência prévia?

Chegando pequeno, ouvindo quem tem bagagem e aprendendo o ofício na prática. Danilo vinha de vida sedentária e aprendeu sobre atendimento, comunicação, exposição e escolha de produto ao lado de quem já conhecia o ramo, especialmente seu sogro, que virou mentor nas dúvidas sobre produto, marca e dinâmica.

Qual o papel da rede de pessoas no funcionamento de um negócio?

A rede sustenta o negócio em múltiplas frentes. No Mercado Cheleu, a sogra dá suporte do lar, a esposa participa das decisões, o sogro é o braço experiente, a equipe do balcão entrega o atendimento, e há parceiros como fornecedores locais e quem ajuda na divulgação. Todo mundo contribui pelo nome, criando um ecossistema funcional.

Como aplicar mentalidade de melhoria contínua em um varejo?

Aceitando crítica construtiva, olhando o que não funciona e ajustando sem medo. A aplicação prática vem de ouvir quem entende do assunto e implementar o que é apontado. Danilo exemplifica com um tenista que subiu de top 100 para top 10 com apenas 2% de aumento na taxa de acerto.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.