Lais Cussioli e Joel Nascimento são o que se vê raramente no interior: um casal de empresários que toca negócios diferentes sem brigar pelo mesmo cliente. Lais é cabeleireira — virou referência em coloração loira na região de Dracena. Joel é cozinheiro — é quem comanda o Tigela, casa de comfort food que nasceu há pouco tempo, e toca a Frutelys Sorveteria. No episódio, eles contam como construíram o quebra-cabeça do casal: salão + restaurante + sorveteria + uma franquia ainda por abrir, tudo sob a regra de “cada um no seu quadrado”.
O começo de cada um: salão há 14 anos, cozinha desde sempre
Lais começou no salão aos 12 anos, e é cabeleireira de cabeça aos 14. Sem internet, sem YouTube, sem Pinterest, ela aprendeu o ofício na prática — a primeira maquiagem que fez, por exemplo, foi na amiga Amanda que ia tirar foto de 15 anos. “Eu não sabia fazer maquiagem nem cabelo, mesmo assim peguei minha bolsinha, coloquei tudo e fui fazer. E ela ficou linda nas fotos. Hoje ela é minha cliente”. Foi naquela época que a fama de “rainha dos loiros” começou, bem antes de virar marca de salão. Em paralelo, Lais formou-se em enfermagem e pós-graduou em urgência e UTI, chegou a dar aula técnica em Luziânia, GO, mas o salão nunca saiu do pé.
Joel, do outro lado, é cozinheiro de carreira e construiu a expertise em food service. Quando se aproximou de Lais, já tinha o olhar de quem entende de cozinha, atendimento e operação. Foi dele a conexão que ligou os negócios: o salão é a Lais, mas a cozinha e a sorveteria viraram projetos do casal — com regras claras de quem decide o quê.
Tigela, Frutelys e a franquia que ainda não abriu
O Tigela é o negócio mais novo do casal: casa de comfort food em Dracena, proposta de pegar referências afetivas e transformar em comida. “O Tigela é minha ideia, a parte de projeto foi da Natália Pantou, mas a idealização do que a marca tem que transmitir foi minha e do Jacom. É uma ideia de comfort food, comida que é pra trazer referências”, conta Joel. A abertura envolveu reforma, negociação de ponto e um período em que o espaço já estava alugado e funcionando antes do contrato de obra ser finalizado — José avisa que “nos próximos anos você vai me odiar bastante por alguns minutos, depois passa”.
A Frutelys Sorveteria entrou logo na sequência, com a lógica oposta: a Lais sempre quis a casa, mesmo sem ser do ramo. “Eu só quero a casa, só quero”, lembra ela, e o Joel topou. O processo de compra virou também um episódio: o antigo proprietário do ponto chegou a cogitar recomprar a casa semanas depois da venda, mas o negócio vingou. O casal pôs R$ 50 mil na Frutelys antes de operar, com o compromisso firme de reformar e dar a cara deles — a última coisa que a sorveteria era antes deles.
Há ainda uma terceira frente: uma franquia já comprada mas ainda não implantada, aguardando o momento certo de serem priorizadas. “Compramos uma franquia que a gente só não implantou ainda, a gente não quis priorizar. A gente prefere priorizar outras coisas, mas a gente tem uma franquia pra soltar em Prudente nos próximos anos”. O portfólio, em outras palavras, não está fechado.
Água e óleo que insistem em se misturar
O que talvez seja a parte mais sábia da conversa: como o casal não conflita nos negócios. Joel é água, Lais é óleo — e a operação diária exige chacoalhar a mistura. “A gente já tem essa vez de trabalhar junto. Eu e a João somos água e óleo que insistem em se misturar. Tem que chacoalhar todo dia, se não o óleo vai ficar separado da água. A gente vai se chacoalhando e vai achando o nosso meio-termo”. É uma regra clara: a Lais é mais conservadora e pondera risco; o Joel é mais rápido nas decisões e quer puxar pro crescimento.
Um exemplo concreto: o carro da família. “O Joel trocava o carro com um ano e meio, eu perguntava pra que. Aí ele me explicava que a gente não ia pagar seis paus acima da tabela, que o custo-benefício fazia sentido. E tinha sentido. Aí você para de questionar”. A Lais é a “perfeccionista” do casal, segundo o Joel, e a busca de meio-termo é o que permite que tenham vários negócios ativos ao mesmo tempo sem quebrar a relação. Outro detalhe importante: “metade do Tigela é meu 25%, se fosse pra separar de alguma maneira é dela não tem essa separação, mesmo que ela não atue. Se eu morrer, ela vai administrar a parte dela. Por isso eu já coloco ela nas minhas dívidas também” — proteção jurídica do casal através de estrutura societária simples.
O salão, a cidade, e a regra do chacoalhão diário
Onde o casal enxerga o próximo passo é onde tudo se conecta: manter o salão da Lais como base de clientes que já é carinhosa, fazer o Tigela virar referência de comfort food, escalar a Frutelys com a marca deles, e soltar a franquia em Presidente Prudente quando der. A regra de ouro continua: “cada um no seu quadrado, mas a gente se completa nos negócios. O Joel é mais rápido, eu sou mais ponderada. A gente se chacoalha todo dia”. O prato cheio é justamente esse: o portfólio diverso, o casal integrado, e a cidade de Dracena como cenário comum de tudo.
Onde encontrar
Lais e Joel atuam em Dracena, SP (e região), com três frentes abertas: o salão da Lais (cabelo, coloração e estética), o Tigela (comfort food) e a Frutelys Sorveteria. Uma franquia em Presidente Prudente está comprada e ainda não implantada. Para acompanhar a rotina de cada negócio, os canais são: @laisfcussioli (perfil da Lais, foco no salão), @tige.la_ (Tigela), @frutelyssorveteria (sorveteria) e @joelgoiano (perfil do Joel). Para agendar em qualquer um dos negócios, o caminho é o direct do perfil correspondente.
Resumo do episódio
Lais Cussioli e Joel Nascimento comandam três negócios diferentes em Dracena: salão de beleza, restaurante de comfort food e sorveteria. O episódio mostra como o casal estrutura empresas sem conflito de cliente, mantendo a regra de cada um atuar em sua área enquanto se complementam nas decisões, equilibrando a cautela de Lais com a rapidez de Joel.
Principais aprendizados
- Lais começou aos 12 anos no salão e se tornou referência em coloração loira antes de ter acesso a internet, aprendendo apenas na prática com clientes reais.
- Joel trouxe expertise em food service e operação, permitindo expansão do casal para restaurante e sorveteria além do salão original.
- O Tigela custou reforma e negociação de ponto, com o espaço já alugado antes do contrato de obra ser finalizado.
- A Frutelys Sorveteria recebeu investimento inicial de R$ 50 mil antes de operar, com compromisso de reforma e mudança visual completa.
- O casal usa estrutura societária clara: metade do Tigela pertence a Joel, e a Lais herda sua parte em caso de morte, sem separação de ativos.
Perguntas respondidas neste episódio
Como começou a carreira de Lais Cussioli?
Lais começou no salão aos 12 anos e tornou-se cabeleireira de cabeça aos 14, aprendendo o ofício na prática sem internet ou redes sociais. Seu primeiro trabalho foi uma maquiagem e penteado para a amiga Amanda, que ficou linda nas fotos de 15 anos. A reputação como rainha dos loiros começou naquela época.
Qual foi o investimento inicial na Frutelys Sorveteria?
O casal investiu R$ 50 mil na Frutelys Sorveteria antes de operar, com o compromisso firme de reformar o ponto e dar a cara deles ao negócio. O proprietário anterior chegou a cogitar recomprar a casa semanas depois da venda, mas o negócio vingou.
Como o casal evita conflito nos negócios?
Lais é conservadora e pondera riscos, enquanto Joel é mais rápido nas decisões e busca crescimento. O casal se equilibra diariamente, descrevendo a dinâmica como água e óleo que se chacoalham para encontrar um meio-termo, permitindo administrar vários negócios sem quebrar a relação.
Como está estruturada a propriedade do Tigela?
Metade do Tigela pertence a Joel com 25% de participação. Lais também tem participação no negócio mesmo sem atuar no dia a dia. Se Joel morrer, ela administra a parte dele, e ela também consta em suas dívidas como proteção jurídica do casal.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.