Bruno Troiano e Marcelo Manhões são os sócios da Hold Investimentos, em Dracena — uma casa de assessoria de investimentos que atende clientes da região com um modelo raro: combina formação técnica em mercado financeiro (Bruno) com visão jurídica tributária e patrimonial (Marcelo). No AdamiCast #135, eles explicam por que investir importa, como a inflação corroe silenciosamente o poder de compra (R$ 100 de 1994 equivalem a R$ 15 hoje), o que fazer com a Selic em 2-3% ao ano, e por que a democratização do conhecimento financeiro via redes sociais tem um lado útil e um lado perigoso — o tal “investidor de Instagram” que precisa de filtro.
A origem da Hold: o Bruno do interior e o Marcelo advogado
Bruno começou a se interessar pelo mercado financeiro por volta dos 16-17 anos, quando morava em Dracena e começou a ler sobre o assunto com aí dos professores de Marília. A decisão de virar profissional veio na sequência: “eu falei, poxa, se eu gosto do mundo financeiro eu tenho que estar no centro, pelo menos da América do Sul, do Hemisfério Sul — que é São Paulo, onde tem maior volume de informação. Por isso eu mudei pra lá, fiz faculdade, trabalhei em consultorias multinacionais que pudessem me agregar ao máximo. Apanha bastante, mas é bom pra aprender”. Depois de alguns anos na capital, voltou pra região com a missão de fazer o que sabia fazer bem: ajudar pessoas a investir melhor.
Marcelo veio de outro lugar. Formado em Direito, fez especialização em direito tributário e sub-especialização em planejamento patrimonial e sucessório. “Advoguei por um tempo, mas acabei não me empolgando tanto com a advocacia. Empreendedorismo na veia, porque desde pequeno, almoço, janta, domingo, antes de dormir, antes de acordar, era só assunto de negócio. A gente tinha uma empresa, eu e minhas irmãs, meu pai e minha mãe. Eu queria porque queria uma joguinha de negócio aos 14 anos, e meu pai falou: você é menor, não pode. Eu falei: trabalha comigo, eu te pago um salário, na hora que você tiver o dinheiro você vai”. Marcelo cresceu nessa cultura empresarial e levou isso pra dentro da Hold, onde cuida da parte jurídica, tributária e patrimonial que a maioria das assessorias não tem.
Por que investir importa: o conceito de juro composto e a inflação corroendo o poder de compra
Bruno explica o conceito-chave que ele repete pra todo cliente novo: “o dinheiro se torna um produto, chamando um nome A, B ou C. Seja qual for o nome que você dê — um CDB, uma operação complexa, tanto faz — é um produto. E a primeira função básica que você entende é o conceito de juro composto. Tem uma expressão que é legal: ‘juro composto é a maravilha do mundo. Quem entende, ganha. Quem não entende, paga.’ Entender isso é o primeiro passo”. E o conceito mais crítico que muita gente ignora é o valor do dinheiro no tempo — o fato de que R$ 1.000 hoje valem mais do que R$ 1.000 no futuro, porque a inflação vai corroendo o poder de compra.
O número que eles usam pra explicar isso é impactante: “com R$ 100 em 1994, na estabilização do Real, você comprava um dólar. 25 anos depois, em 2020/21, esses R$ 100 viraram R$ 15. Ou seja, se você ganhava R$ 10 mil em 1994/95, você precisa ganhar R$ 70 mil hoje pra ter o mesmo poder de compra. Sete vezes mais.” A lição é direta: dinheiro parado, na poupança, no colchão, ou rendendo abaixo da inflação, está sendo corroído silenciosamente. “Se você trabalha com esse dinheiro abaixo da inflação, daqui seis meses você compra meio copo em vez de um copo”.
Selic baixa, poupança perdendo e o boom do “investidor de Instagram”
O Brasil viveu um período raro nos últimos anos: Selic em 2-3% ao ano, a menor da história. Isso foi bom pra quem tinha dívida, ruim pra quem deixava dinheiro na poupança ou no CDB de 1% ao mês (rendimentos nominais de 2018-2019). “Quando a taxa de juros nunca esteve tão baixa, o pessoal começou a buscar em outros lugares. A poupança sentiu. Hoje, a poupança mal cobre a taxa básica, e estávamos com a inflação rodando em 10-11%— quem deixou na poupança perdeu poder de compra de verdade”. A solução pra esse cenário é diversificar — renda fixa, renda variável, exterior, fundos, conforme o perfil e o objetivo de cada um.
Mas veio junto o boom do “investidor de Instagram” — e aqui vem o alerta. “Hoje todo mundo parece que quer investir, parece que todo mundo está na bolsa. A internet deu muita voz, isso é muito bom, mas tem muita gente ali querendo só curtidas e dando informação ruim. Tem cara que não é formado na área, não estudou, não tem certificação, e está lá dando palpite. O filtro é o que diferencia. Em qualquer setor — educação física, advocacia, mercado financeiro — o cara que não é bom no que faz mas é um bom comunicador pega todos os seguidores. A gente se forma muito pelo Instagram, mas tem que saber filtrar a fonte”. A dica é olhar certificações (CPA-20, CEA, CFP®, entre outras), tempo de mercado, histórico profissional, e se a pessoa fala de gestão de risco, não só de rentabilidade.
Como a Hold pensa o atendimento: assessoria, não produto
A diferença entre uma corretora comum e uma assessoria como a Hold está no modelo de atenção. “A gente não vende produto. A gente assessora. O cliente chega com um objetivo — comprar um carro, financiar a faculdade dos filhos, comprar um imóvel daqui a 5 anos, se aposentar com qualidade de vida aos 60 — e a gente monta a estratégia pra aquilo. O produto é o veículo, não o objetivo. Cada cliente tem um perfil, uma renda, um prazo, uma tolerância a risco diferente. A gente não dá receita de bolo igual pra todo mundo”.
E a assessoria ganha uma dimensão nova quando Marcelo entra com a parte jurídica/tributária. Holding patrimonial, planejamento sucessório, estruturação de empresas, declaração de IR, escolha do regime de tributação (compração e venda de ações, FIIs, cripto) — tudo isso impacta diretamente o retorno líquido do investidor. “Muito cliente perde 15-20% do retorno líquido por causa de estrutura tributária mal feita. A gente evita isso. É onde a combinação Bruno + Marcelo faz diferença: não é só ‘onde investir’, é ‘como investir do jeito certo pra você e sua família'”. Pra quem tem empresa ou patrimônio relevante, esse olhar jurídico-tributário + investimento é o que separa um bom assessor de um aplicador de produtos.
Onde encontrar
A Hold Investimentos funciona em Dracena, SP, com atendimento presencial e remoto. Para agendar uma conversa, tirar dúvidas ou acompanhar o conteúdo educativo da equipe, os perfis são: @hold.investimentos (perfil da empresa), @troiano_bruno (Bruno Troiano — sócio e head) e @marcelo_manhaes_ (Marcelo Manhões — sócio fundador). A primeira conversa é diagnóstica: entender o objetivo do cliente, o prazo, o perfil de risco — e só depois montar a estratégia. Não há compromisso de contratação imediata; o primeiro passo é entender se há encaixe.
Resumo do episódio
Bruno Troiano e Marcelo Manhães, sócios da Hold Investimentos em Dracena, explicam por que investir é essencial para proteger o poder de compra contra a inflação, como entender o conceito de juro composto, o impacto da Selic baixa nas aplicações tradicionais, e como identificar fontes confiáveis de educação financeira em meio ao boom do "investidor de Instagram". A dupla combina expertise em mercado financeiro com planejamento jurídico-tributário para oferecer assessoria personalizada em vez de venda de produtos.
Principais aprendizados
- R$ 100 de 1994 equivalem a R$ 15 hoje, demonstrando como a inflação corrói silenciosamente o poder de compra ao longo do tempo.
- O juro composto é o conceito fundamental para investir: quem entende, ganha; quem não entende, paga.
- Com Selic em 2-3% ao ano, a poupança deixou de ser opção viável e perdeu poder de compra frente a inflação de 10-11%.
- Assessoria de investimentos difere de corretora porque monta estratégia personalizada para objetivos específicos, não vende produtos padronizados.
- Planejamento tributário mal feito pode custar 15-20% do retorno líquido, razão pela qual combinar expertise financeira com conhecimento jurídico-tributário é diferencial.
Perguntas respondidas neste episódio
Por que investir é importante?
Porque a inflação corrói silenciosamente o poder de compra. Dinheiro parado ou rendendo abaixo da inflação perde valor real. Se você ganhava R$ 10 mil em 1994/95, precisa ganhar R$ 70 mil hoje para ter o mesmo poder de compra.
Como identificar um assessor de investimentos confiável?
Verifique certificações profissionais como CPA-20, CEA e CFP®, tempo de atuação no mercado, histórico profissional comprovado e se a pessoa discute gestão de risco, não apenas rentabilidade. Desconfie de comunicadores sem formação técnica que apenas buscam curtidas em redes sociais.
Qual a diferença entre assessoria de investimentos e corretora?
Uma assessoria monta estratégia personalizada conforme objetivo específico do cliente, seu prazo, renda e tolerância a risco. A corretora vende produtos padronizados. Assessoria não oferece receita de bolo igual para todo mundo.
Como o planejamento tributário impacta o retorno de investimentos?
Muito cliente perde 15-20% do retorno líquido por causa de estrutura tributária mal feita. Decisões sobre regime de tributação, compra e venda de ações, FIIs e criptomoedas impactam diretamente quanto você ganha efetivamente.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.