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EXTRA – Bate-papo, Game e Cerveja – AdamiCast

13 de julho de 2022 • 4 min de leitura

Este texto vem do episódio #EXTRA do AdamiCast

Tem coisa que só acontece quando o entrevistador larga o roteiro, abre uma cerveja e aperta o start no videogame. Foi assim nesse EXTRA do AdamiCast: Pedro Adami e Mariana Adami, sem convidado, sem pauta, só Mega Drive na tela, cerveja (e suco de uva) na mão e a história dos 134 episódios pra contar.

A ideia maluca que deu certo

A brincadeira nasceu de um insight simples: enquanto o convidado está distraído jogando, ele solta coisas que não sairiam numa entrevista tradicional. “Ele tá tão focado no jogo que acaba soltando algo diferente“, explica Pedro. A experiência mostrou que funciona, e funciona tão bem que virou o formato desse episódio: bate-papo à vontade, nostalgia de videogame e histórias que só aparecem quando todo mundo esquece que a câmera está ligada.

Foi tudo de última hora, como a própria Mariana admite: celular esquecido, áudio do Pedro que demorou pra entrar, microfone que só funcionou depois da meia hora. Mas, no fim, o resultado é o que tem de melhor no AdamiCast: uma conversa real, sem filtro, com a cara e a voz de quem vive o podcast todo dia.

Nostalgia Mega Drive e Alex Kidd

Se você nasceu nos anos 80 ou 90, esse episódio é uma máquina do tempo. Pedro puxa da memória a saga das fitas de locadora: alugar no sábado, devolver uma semana depois, pagar multa, trocar fitas com os amigos da rua. Mariana lembra do Super Nintendo em casa, do Master System, da migração pro Mega Drive. E o jogo da vez, Alex Kidd in Miracle World, é puro sofrimento retrô: morre no chefão, volta pro início do mundo, sem save, sem dó.

Mais do que jogo, o que aparece nessa conversa é o que o AdamiCast faz de melhor: puxar histórias de uma época em que a diversão era mais simples, mais caseira, mais coletiva. É a infância de uma geração inteira passando pela tela junto com cerveja gelada.

134 episódios, 134 aventuras

Quando Pedro fala dos 134 episódios que o AdamiCast soma até aqui, o tom muda. Não é número, é trajetória. Cada convidado é uma caixinha de surpresa, como ele diz: tem o Gildo Andrade que passou uma hora e meia falando de barro, tem o Dr. Fábio da vacina da leishmaniose, tem o prefeito André Lemos, tem gente que ninguém conhecia e virou revelação. O podcast já virou registro de uma região inteira.

E o número impressiona não pelo tamanho, mas pelo que tem por trás. Começou com um episódio por semana, em dois meses já eram dois, e agora a lista de espera é de um mês e meio. Tudo indicação, tudo de graça, tudo porque a galera curtiu e foi indicando. “A gente nunca imaginou“, admite Pedro, “nem eu, que sonhava com isso desde 2010“.

Quem parte também deixa história

O episódio ganha um tom emocionado quando Pedro lembra do Seu Marcolino, que foi entrevistado e, meses depois, veio a falecer. “A gente tem o registro dele, duas horas contando a trajetória da vida dele“, diz, com a voz embargada. “A família não tem esse registro. Ninguém pararia pra filmar uma hora e meia de um familiar contando história.“ Foi a partir dessa perda que o AdamiCast se entendeu como o que é: um arquivo vivo das pessoas da região.

É por isso que a urgência de gravar, publicar e indicar convidados não é marketing, é memória. “Amanhã pode não ser eu que esteja aqui“, completa Mariana, e a frase fica no ar com o peso que merece.

Onde encontrar o AdamiCast

O AdamiCast é gravado em Dracena, SP, toda terça e quinta às 20h, com reprise no sábado de manhã. Para acompanhar, indicar convidados ou mandar feedback: @adamicast no Instagram. Os episódios completos ficam disponíveis no YouTube e no Spotify. O EXTRA de hoje, sem pauta e sem filtro, está lá também.

Resumo do episódio

O episódio EXTRA do AdamiCast foge do formato tradicional de entrevista: sem convidado, sem pauta, apenas Pedro Adami e Mariana Adami jogando Mega Drive, bebendo cerveja e suco de uva, e relembrando a trajetória de 134 episódios do podcast. A conversa mistura nostalgia de videogame dos anos 80 e 90 com reflexões sobre o crescimento do AdamiCast, a fila de espera de convidados e o papel do podcast como registro de memória da região de Dracena. O tom mais emocionado surge ao lembrar do Seu Marcolino, convidado que faleceu meses após ser entrevistado, o que reforça o valor do arquivo vivo criado pelas gravações.

Principais aprendizados

  • Deixar o convidado distraído com uma atividade, como jogar videogame, pode fazer surgirem histórias e falas que não apareceriam numa entrevista tradicional.
  • O crescimento do AdamiCast aconteceu de forma orgânica, por indicação, sem investimento em marketing, partindo de um episódio semanal até uma lista de espera de um mês e meio.
  • Registrar histórias de vida em vídeo cria um arquivo que a própria família dificilmente teria, pois raramente alguém para para filmar horas de um familiar contando sua trajetória.
  • A ausência de roteiro e a espontaneidade, incluindo falhas técnicas como microfone que só funciona depois de meia hora, podem gerar o resultado mais autêntico de um conteúdo.
  • Um podcast local pode se tornar, com o tempo, um registro coletivo da memória de uma região, reunindo desde figuras públicas até pessoas anônimas que se tornam revelações.

Perguntas respondidas neste episódio

Como o AdamiCast cresceu e conseguiu tantos episódios?

O crescimento foi orgânico e gratuito, baseado inteiramente em indicações. O podcast começou com um episódio por semana, e em apenas dois meses já eram dois episódios semanais. Atualmente a lista de espera de convidados chega a um mês e meio, um resultado que nem os próprios criadores imaginavam alcançar quando começaram.

Por que gravar entrevistas com pessoas da região é importante além do entretenimento?

Gravar essas conversas se tornou uma forma de preservar memória, não apenas conteúdo. Isso ficou evidente quando um dos entrevistados, Seu Marcolino, faleceu meses depois de conceder duas horas de entrevista contando sua trajetória de vida. Esse registro é algo que a própria família dele não teria, já que dificilmente alguém pararia para filmar um familiar contando sua história por tanto tempo.

Onde e quando o AdamiCast é gravado e publicado?

As gravações acontecem em Dracena, no interior de São Paulo, sempre às terças e quintas-feiras às 20h, com reprise no sábado de manhã. Os episódios completos ficam disponíveis no YouTube e no Spotify, e é possível indicar convidados ou enviar feedback pelo Instagram do programa.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.