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Empreendedorismo em família: a historia de Solange e Daniela | #308

10 de maio de 2024 • 5 min de leitura

Este texto vem do episódio #308 do AdamiCast

O episodio 308 do AdamiCast recebeu Solange e sua filha Daniela, respectivamente donas da loja Fantastica e da Santo Luxo, duas referencias do comercio de moda em Dracena. A conversa, gravada na semana do Dia das Maes, reconstituiu mais de trinta anos de historia contada a duas vozes, misturando memoria de infancia dentro da loja, decisoes dificeis e a passagem de bastao entre geracoes.

Do comercio de roupa em casa a fundacao da Fantastica

Solange contou que sempre gostou de vendas, tendo comecado a trabalhar no comercio ainda aos 12 anos. Antes de abrir a propria loja, ela vendia roupas em casa, inclusive em parceria com Ivani Scaliante, que ja tinha um ponto proprio. A oportunidade de empreender surgiu quase por acaso, numa viagem a Sao Paulo para fazer compras: sua cunhada descobriu que a irma da Marisa estava vendendo uma boutique justamente no local onde hoje funciona a Fantastica. “Deu certo, la de Sao Paulo mesmo, nos ligamos”, relembrou. A loja foi comprada em sociedade entre Solange, o marido Edson e o cunhado, com um terceiro socio que deixou a parceria depois de dois anos.

A loja abriu em 1990 vendendo roupa feminina, masculina e ate um pouco de enxoval, um portfolio que foi sendo ajustado com o tempo. Solange foi tirando linhas como lingerie e enxoval a medida que a variedade de moda foi crescendo e o espaco fisico se tornou insuficiente. “Eu acho que a gente tem que comecar a mudar”, contou sobre a decisao de investir mais no infantil, area pela qual tinha paixao declarada.

Uma infancia dentro da loja

Daniela tinha apenas dois anos quando a Fantastica abriu as portas, e cresceu literalmente dentro do comercio. Ela recordou que a funcionaria Sandra, que trabalha com a familia desde os primeiros anos, chegava a montar uma cama improvisada dentro do provador para que a menina dormisse enquanto a mae trabalhava. “Como que voce nao quer que eu ame isso, sendo que eu cresci aqui?”, resumiu Daniela sobre o vinculo que desenvolveu com o negocio desde pequena, mesmo com a mae torcendo, a princípio, para que ela seguisse outro caminho profissional.

O caminho pelo banco antes de assumir a loja

Apesar do desejo declarado de trabalhar na loja, Daniela seguiu outro rumo por incentivo do proprio pai: aos 17 anos foi convidada a atuar como jovem aprendiz em um banco, oportunidade que Edson insistiu que ela aceitasse. Ali comecou uma trajetoria de quase 15 anos entre HSBC e Bradesco, cursando publicidade na Fainha enquanto trabalhava. Mesmo empregada no banco, ela continuava presente na rotina da familia, chamando a loja de seu “hobby” nos fins de semana.

A virada definitiva veio anos depois, atravessada por duas gestacoes. Durante a espera do segundo filho, Joao Felipe, Edson chegou a apostar que o banco demitiria Daniela apos a licenca maternidade, o que nao aconteceu. A pandemia, porem, mudou o cenario: a Santo Luxo, que ja havia sido aberta alguns anos antes, precisou fechar temporariamente, e Daniela viveu a gestacao do terceiro filho, Pedro, justamente naquele periodo critico. Foi so depois, num acordo com o banco, que ela deixou definitivamente o emprego formal para se dedicar em tempo integral ao comercio da familia, ha cerca de dois anos.

A criacao da Santo Luxo e a parceria entre mae e filha

A ideia de abrir uma segunda loja surgiu quando a Fantastica, ja maior desde a mudanca de predio dentro do mesmo quarteirao, ainda parecia pequena para tudo que a familia queria oferecer. Solange e Daniela pensaram em uma loja exclusivamente infantil, mas concluiram que separar publicos poderia prejudicar as vendas, ja que uma cliente que entra para comprar roupa adulta muitas vezes acaba levando tambem uma peca infantil. Assim nasceu a Santo Luxo, com proposta de moda mais despojada, incluindo marcas de vestuario fitness que hoje tambem sao usadas no dia a dia.

A rotina de compras em Sao Paulo, feita ha decadas por Solange, passou a ser compartilhada com a filha. “Nao vou sem ela”, disse a mae, brincando com o proprio senso de orientacao ao caminhar pela cidade. As duas relataram uma parceria de decisoes: a experiencia de Solange com fornecedores de longa data, como Lado Avesso, Lupo e Catuce, soma-se ao olhar de Daniela para tendencias de redes sociais e moda mais atual.

Empreender como estilo de vida

Ao longo da entrevista, mae e filha reforcaram que o comercio exige dedicacao quase integral, sem horario fixo, incluindo finais de semana e datas comemorativas como o proprio Dia das Maes. Daniela descreveu a rotina como algo que “suga” psicologica e fisicamente, mas destacou que a presenca constante das duas dentro da loja e um diferencial de atendimento. Solange lembrou ainda os desafios enfrentados ao longo de mais de trinta anos de historia, incluindo a pandemia e as mudancas economicas do pais, que classificou como alguns dos periodos mais dificeis vividos pela familia no comercio.

Apesar das dificuldades, ambas descreveram a profissao como fonte de realizacao pessoal. Daniela contou que sonha, no futuro, cursar a faculdade de moda que nao pode fazer na juventude por falta de opcoes proximas, complementando hoje com cursos de consultoria de imagem e personal stylist. Solange, por sua vez, resumiu o sentimento que motiva o trabalho diario ao lembrar da satisfacao de ver uma cliente saindo do provador feliz com a roupa escolhida, um gesto que, segundo ela, atravessa geracoes de uma mesma familia atendida pela loja ao longo de mais de tres decadas.

Onde encontrar

Você encontra quem participou deste episódio no Instagram: @dani.fernandasilva, @fantasticadracena e @santoluxodracena.

Resumo do episódio

O episódio traz uma conversa com Solange e Daniela, mãe e filha à frente das lojas Fantástica e Santo Luxo em Dracena, que contam como uma boutique comprada há mais de 30 anos deu origem a um negócio familiar hoje conduzido em conjunto. Ao longo do bate-papo elas relatam a mudança de ponto após 25 anos no mesmo prédio, a criação de uma segunda loja voltada à moda mais atual, a saída de Daniela do banco após anos dividindo trabalho formal e loja, e a rotina de compras em São Paulo que sustenta o mix de produtos. Também aparecem detalhes sobre gestão familiar, divisão de tarefas entre compras e financeiro, e os desafios de programar estoque conforme o clima e as tendências rápidas de moda.

Principais aprendizados

  • Uma loja pode nascer de vendas informais em casa antes de se tornar um ponto comercial fixo.
  • Mudar de endereço para o mesmo quarteirão pode preservar a base de clientes conquistada ao longo de décadas.
  • Trabalhar simultaneamente em emprego formal e no negócio familiar é possível, mas exige tempo até a transição definitiva.
  • Comprar mercadoria de inverno ou verão com muita antecedência é um desafio porque o clima muda e pode frustrar o planejamento.
  • Ter papéis divididos entre os sócios, como compras e financeiro, ajuda a manter a operação organizada em um negócio familiar.

Perguntas respondidas neste episódio

Como surgiu a loja Fantástica em Dracena?

A loja nasceu depois que uma pessoa vendia roupas em casa e, durante uma viagem de compras a São Paulo, soube que uma boutique estava à venda no ponto que depois se tornou a Fantástica. A negociação foi fechada com sócios da família, entre eles marido e cunhado, e a loja foi inaugurada em 1990 com roupas femininas, masculinas e um pouco de enxoval.

Como foi o processo de mudar a loja de prédio depois de tantos anos no mesmo local?

Depois de 25 anos no mesmo prédio, que já estava pequeno para o volume de mercadoria, a família decidiu negociar um espaço maior que estava fechado havia tempo no mesmo quarteirão. A negociação foi feita com os proprietários e, apesar do medo inicial de sair do local antigo, a mudança foi bem-sucedida e permitiu abrir depois uma segunda loja.

Vale a pena trabalhar em banco e ao mesmo tempo ajudar no negócio da família?

É possível conciliar por um período, mas em algum momento é preciso escolher, especialmente com o crescimento da família e das demandas do negócio. Uma das sócias trabalhou quase 15 anos em banco enquanto ajudava a loja nos fins de semana, e só assumiu a loja em tempo integral depois de um acordo de desligamento do banco, já com os filhos maiores.

Como funciona a compra de mercadorias para lojas de roupa que dependem de viagens a São Paulo?

As compras são feitas presencialmente em São Paulo, geralmente com meses de antecedência em relação à estação do ano, o que torna o planejamento difícil porque o clima nem sempre corresponde ao esperado. Além disso, a relação com fornecedores é construída ao longo de décadas, com representantes que acompanham a loja há muitos anos e outros que vão até a cidade oferecer novas marcas.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.