#227

Dos fios de 50m no braço do puxador Jacon ao gerente da Rádio Liberal FM: a história de Luiz Jacon | #227

22 de junho de 2023 • 9 min de leitura

Este texto vem do episódio #227 do AdamiCast

No episódio #227 do AdamiCast, em 22 de junho de 2023, o gerente da Rádio Liberal FM de Dracena, Luiz Jacon, contou a história que o levou da roça, onde a família ouvia rádio no terreiro depois do jantar, ao serviço público na Prefeitura, e à gerência de uma das rádios mais tradicionais da região, fundada em 5 de novembro de 1990, depois de 60 dias só com música tocando, e da qual ele está, segundo ele, há 33 anos, e onde foi, segundo ele, repórter esportivo, puxador de fio, locutor, e hoje gerente comercial, com a esposa Cátia, segundo ele, desde o começo. Foi uma conversa de mais de duas horas, passando pelo Osvaldo, que era dono da Rádio Nova Dracena e prefeito duas vezes, e que foi quem disse pra ele que o negócio dele era rádio, e pelas histórias de jogo que ele cobriu, da final do Corinthians de 1990 ao Campeonato Paulista em Ribeirão Preto.

Jacon é da geração que cobria jogo com rolo de 50 metros de fio no braço, escondido no banheiro pra não ser pego pelo fiscal da federação, e que migrou com a rádio do AM pro FM, e que, na pandemia, segundo ele, descobriu o aplicativo que dá pra ver o locutor em tempo real, de qualquer lugar do mundo. A história dele é a história de quem subiu na carreira porque estava no lugar certo na hora certa, segundo ele, mas que, segundo ele, sabe que estar no lugar certo não basta, se não estiver preparado, e é o que ele, segundo ele, procurou fazer nos 33 anos de Liberal FM, com a equipe que tem hoje, do Alemão, que ele chama de dinossauro, ao Renato, ao Alex, ao Marco Antônio, ao Jailton, e ao Vanderley.

Da roça ao serviço público, e o Osvaldo que falou seu negócio é rádio

Jacon nasceu na roça, segundo ele, e veio pra cidade pequeno, e a primeira coisa que fez, segundo ele, foi aprender datilografia na máquina Hamilton, aquela tábua em cima, e o asdfg e o lkj que ele, segundo ele, nunca esqueceu, e detalhe que, segundo ele, na hora da prova de velocidade, a professora metia a mão com régua se você errasse. Foi esse começo, segundo ele, que preparou ele pra entrar na vida, e que ele levou pra Constru Terra, onde trabalhou com o Carlos Marques, que era vereador na época, e onde, segundo ele, conheceu o Osvaldo, que era prefeito duas vezes em Dracena, e que anulou uma das eleições.

Do Constru Terra, segundo ele, ele foi pra Prefeitura, e ficou 10 anos como servidor público, virou Vereador, e fundou o Sindicato dos Servidores Municipais. Foi nesse tempo, segundo ele, que o Osvaldo virou amigo, e que depois virou dono da Rádio Nova Dracena AM, e que sonhava em ter uma FM, a primeira do oeste paulista. Foi o Osvaldo, segundo ele, que falou pra ele, num dia, que o negócio dele era rádio, e que ele largasse o serviço público pra ficar com ele na rádio. Foi, segundo ele, a virada, e foi o que o Osvaldo, segundo ele, viu antes dele ver em si mesmo, e que o Osvaldo, segundo ele, pagou com a vida, porque faleceu em 1994, com 64 anos, antes de ver a rádio completar 4 anos.

A Rádio Liberal FM, 5 de novembro de 1990, e os 60 dias só com música

A Rádio Liberal FM, segundo ele, foi fundada no dia 5 de novembro de 1990, e antes de começar a programação, segundo ele, a rádio ficou 60 dias só com vinheta e música tocando, que era, segundo ele, o mínimo que a lei exigia pra caráter experimental, mas que o Osvaldo, segundo ele, falou que ia fazer 60, e que eles ficaram, segundo ele, esperando o tempo passar. Foi quando, segundo ele, a audiência começou a aparecer, e, segundo ele, foi tão grande que eles não acreditaram, e que, segundo ele, é o que sustenta a rádio até hoje, com 33 anos de história, e com a esposa dele, a Cátia, segundo ele, desde o começo, e com a equipe que tem hoje, do Alemão, que ele, segundo ele, chama de dinossauro porque é um dos fundadores, ao Renato, ao Alex, ao Marco Antônio, ao Jailton, e ao Vanderley, todos, segundo ele, com voz ativa e opinião, e não com a voz só dele.

Quando o Osvaldo faleceu, segundo ele, quem assumiu a direção foi o Rui, marido da Gisele, e ele, segundo ele, continuou como gerente comercial, e tá até hoje, e nunca mais, segundo ele, quis sair. Foi, segundo ele, a rádio que ele, segundo ele, viu nascer, e que ele, segundo ele, ajudou a crescer, e que é, segundo ele, o lugar onde ele, segundo ele, mais quis ficar, mesmo com a possibilidade de fazer outra coisa. Foi a rádio, segundo ele, que o ensinou, segundo ele, que estar no lugar certo não basta, e que, segundo ele, é preciso estar preparado, e que ele, segundo ele, tentou fazer nos 33 anos, sem nunca, segundo ele, querer morrer no rádio.

O puxador de fio, o Maurinho Alves, e a final do Corinthians de 1990

Antes de ser gerente, segundo ele, ele foi repórter esportivo na Rádio Nova Dracena, e foi, segundo ele, puxador de fio do saudoso Américo André, que era repórter da Câmara Municipal, e que cobria os jogos com ele, e que o trabalho dele era, segundo ele, levar o rolo de 50 metros de fio no braço, soltar o cabo lá embaixo na cabine, e ligar o equipamento do Américo, que ficava narrando lá em cima. Foi assim, segundo ele, que ele cobriu a final do Campeonato Brasileiro de 1990, quando o Corinthians foi campeão, no Morumbi, contra o São Paulo, e que ele, segundo ele, entrou no estádio às 7h30 da manhã, escondido da fiscalização da Federação, que tirava o repórter que não tinha credencial, e que, segundo ele, ele se escondeu até no banheiro pra não ser pego.

Foi nessa fase, segundo ele, que ele começou a entender o ofício, e que ele, segundo ele, fez a final do Campeonato Paulista em Ribeirão Preto em 94, 95, com o Maurinho Alves, que era o narrador, e que ele, segundo ele, puxava o fio, e que eles, segundo ele, dividiram cabine com o Galvão Bueno e o Luciano do Vale, e que ele, segundo ele, ainda guarda as 300 fitas cassete que o Maurinho gravou de tudo, e que, segundo ele, foi o que o Maurinho, segundo ele, mandou pelo WhatsApp, e o que fez ele, segundo ele, chorar de noite vendo os jogos que ele cobriu 30 anos atrás. Foi, segundo ele, o Maurinho que mostrou pra ele o que era ser profissional de rádio, e o que ele, segundo ele, passou pro filho dele, o Luiz Paulo, que foi pra rádio, mas que, segundo ele, acabou indo pra Bauru como servidor público, e que hoje, segundo ele, tem a netinha dele de 3 anos esperando pra ver o avô.

Da migração do AM ao FM, a pandemia que digitalizou a rádio, e o aplicativo que dá pra ver o locutor

A migração do AM pro FM, segundo ele, começou a ser discutida em 1999, e foi, segundo ele, o fim do analógico e o começo do digital, e que, segundo ele, foi a saída pra rádio sobreviver, porque o receptor digital era caro demais pra população, e o FM, segundo ele, tinha a vantagem de ser mais barato e com qualidade melhor. Foi essa migração, segundo ele, que manteve a Liberal FM viva, e que fez ele, segundo ele, pensar em longo prazo, e em investir no aplicativo que o Marco Antônio, segundo ele, sugeriu na pandemia, e que hoje, segundo ele, dá pra ouvir a rádio e ver o locutor em tempo real, de qualquer lugar do mundo, e que, segundo ele, ampliou o público pra fora de Dracena, e que, segundo ele, o que mais ouve hoje, segundo ele, é dracenense que mora fora, e que mata a saudade da cidade pelo celular.

Foi na pandemia, segundo ele, que a rádio descobriu, segundo ele, o que era, segundo ele, o cheiro bom da merda, e que, segundo ele, foi a frase dele, e que quer dizer, segundo ele, que toda desgraça tem alguma coisa boa, e que, segundo ele, a pandemia foi o caso de 60% dos parceiros que, segundo ele, não cancelaram mídia, e que, segundo ele, foi o que segurou a equipe sem demitir, e que, segundo ele, mudou o jeito da rádio operar, com o home office, com a possibilidade de operar a rádio de qualquer lugar pelo celular, e com o podcast, e com a conversa que ele, segundo ele, teve com o Pedro e a Mariana, segundo ele, sobre a coragem de começar sem referência nenhuma, e que, segundo ele, é o que ele, segundo ele, mais admira no AdamiCast, e que, segundo ele, é o que mostra que, segundo ele, o digital abriu o leque, e que, segundo ele, não tem mais limite, e que, segundo ele, o negócio, segundo ele, é estar preparado pra quando a oportunidade aparecer.

Onde encontrar

Luiz Jacon é gerente comercial da Rádio Liberal FM 92.7 de Dracena, SP, no ar desde 5 de novembro de 1990, com programação local, do sertanejo ao estudo, com a esposa Cátia na equipe, e com o aplicativo que leva áudio e vídeo da rádio pra qualquer lugar. Acompanhe pelo Instagram pessoal @luisjacon, e pela rádio @liberalfmdracena.

Resumo do episódio

Luiz Jacon conta sua trajetória de 33 anos na Rádio Liberal FM, desde puxador de fio em coberturas esportivas até gerente comercial, passando pelo trabalho na Prefeitura e no serviço público. O episódio aborda como a rádio migrou de AM para FM, a importância de estar preparado quando oportunidades surgem, e como a pandemia levou a inovações digitais que permitiram transmitir áudio e vídeo em tempo real para qualquer lugar do mundo.

Principais aprendizados

  • A migração do AM para FM foi essencial para a rádio sobreviver, pois o receptor digital era caro demais para a população, enquanto o FM oferecia qualidade melhor com custo menor.
  • Estar no lugar certo na hora certa não é suficiente para o sucesso sem preparação adequada para aproveitar as oportunidades.
  • O aplicativo que transmite áudio e vídeo em tempo real ampliou o público da Rádio Liberal FM para além de Dracena, alcançando principalmente dracenenses que moram fora.
  • Na pandemia, 60% dos parceiros da rádio não cancelaram mídia, o que sustentou a equipe sem necessidade de demissões.
  • A cobertura esportiva exigia criatividade e risco, como entrar escondido em estádios com rolos de 50 metros de fio nos braços para contornar a fiscalização.

Perguntas respondidas neste episódio

Como funcionava a cobertura esportiva antes da era digital?

O repórter e o puxador de fio entravam escondidos nos estádios, contornando a fiscalização da federação. O puxador carregava um rolo de 50 metros de fio no braço, soltava o cabo na cabine inferior e ligava o equipamento do narrador que ficava em local elevado.

Qual foi o período de espera antes da Rádio Liberal FM começar a transmitir?

A rádio fundada em 5 de novembro de 1990 ficou 60 dias apenas com vinheta e música tocando antes de iniciar a programação, que era o mínimo exigido por lei para o caráter experimental da estação.

Como a pandemia transformou o funcionamento da Rádio Liberal FM?

A pandemia levou a rádio a investir em um aplicativo que permite transmitir áudio e vídeo em tempo real de qualquer lugar do mundo, além de implementar home office e permitir que a operação fosse feita remotamente pelo celular.

Ouça no Spotify ou assista no YouTube.

Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.