Quando alguém perguntava “quem fez essa unha?”, a resposta era sempre a mesma: “as meninas”. Antes de existir o nome JK Esmalteria, antes do ponto fixo, antes de Dracena, existia uma dupla insepáravel formada em Jamaica, distrito do interior paulista. Jaqueline Ferreira Tura começou a fazer unhas aos 13 anos, de casa em casa. Kelly Cristina Silva dos Anjos entrou na história poucos anos depois, grávida e precisando de ajuda para alcançar os próprios pés. De lá para cá, 18 anos se passaram sem uma briga sequer.
No episódio 415 do AdamiCast, Jaqueline e Kelly contam tudo: a origem em Jamaica, a maternidade precoce que não parou nenhuma das duas, as três fases de crescimento do negócio e a coragem de largar uma zona de conforto de 13 anos para abrir espaço dentro de uma clínica de saúde e beleza em Dracena. A história delas é sobre trabalho, mas é, acima de tudo, sobre amizade.
Das unhas da mãe ao primeiro salão
A necessaire da mãe de Kelly foi, literalmente, o capital inicial. Com aquele kit emprestado, Kelly começou fazendo as unhas da própria mãe, que era perfeccionista e não aceitava um esmalte com falha sequer. Quem sobrevivesse à Dona Tânia, fazia a unha de qualquer cliente. As amigas da mãe começaram a notar o trabalho, e o boca a boca fez o resto.
Jaqueline percorreu um caminho parecido em Jamaica, atendendo de porta em porta desde os 13 anos. Quando ela ficou grávida, a tia Denice, dona de um salão, convidou Kelly para cobrir a licença. Era para ser algo temporário. Ficou por 18 anos.
Parceria que nasceu de barriga para fora
Os quatro anos no espaço da Denice foram a escola das duas. Depois vieram mais 13 anos na Dom Pedro, em Dracena, dentro de um imóvel da Cleusa, uma cliente e parceira que fez muito mais do que alugar um espaço: ia ao mercado, mandava suco de acerola, buscava ferramentas quando precisava. Jaqueline disse no programa que não dá para contar essa trajetória sem citar o papel dos anjos que foram aparecendo pelo caminho.
Nesse período, Kelly quase foi embora de vez. Quando ela e o marido compraram um lote em Junqueirópolis, Jaqueline ficou na expectativa, rezando em silêncio para que a amiga desistisse da mudança. Deus colocou as duas no mesmo bairro de Dracena, de onde trabalham e saem juntas todos os dias para o salão, da mesma forma que antes vinham de Jamaica de ônibus.
O grande passo: a clínica BEBA
Depois de 13 anos no mesmo endereço, a ficha caiu para Jaqueline primeiro. O prédio da Dom Pedro precisava de reformas, o espaço era pequeno, as clientes pediam mais conforto. Foi quando Érica, dona do novo empreendimento, plantou a semente: havia um espaço em construção dentro da clínica BEBA, voltada para saúde e bem-estar, e as meninas poderiam ser parte daquele ambiente.
Jaqueline fechou o acordo com a Érica antes mesmo de contar para Kelly. Em cinco meses no novo endereço, o resultado já estava aparecendo: reconhecimento na rua, crescimento nas redes sociais e uma visibilidade que 18 anos de trabalho duro estavam finalmente convertendo em alcance. A presença dentro de uma clínica completa com psicóloga, nutricionista e esteticista também abriu um universo de indicações mútuas.
Como uma sociedade de 18 anos sobrevive sem brigas
A resposta das duas é direta: comunicação e divisão clara. Cada uma compra o material da própria mesa. Quando querem uma coleção de esmaltes em conjunto, dividem o custo. Não existe conta compartilhada esperando para gerar atrito. O que existe é uma linguagem própria, construída em quase duas décadas, a ponto de se comunicarem só pelo olhar sem que ninguém ao redor entenda o código.
Jaqueline é a criativa e compradora compulsiva de esmaltes. Kelly é a que coloca tudo de volta no lugar cinco minutos depois. Jaqueline faz planos e lembra a cor de cada cliente. Kelly odeia barulho repetitivo mas adora fazer unhas, que é o movimento mais repetitivo possível. A contradição é parte da fórmula.
O que o trabalho ensinou sobre maternidade e recomeço
As duas têm filhos adolescentes e seguem tocando uma agenda intensa de segunda a sábado. Kelly revelou que o filho, com quase 1,83 m, corre 5 km enquanto ela mal anda um quarteirão. Jaqueline admitiu que virou o Uber do próprio filho entre escola, treino de corrida e futebol. Mas nenhuma das duas trocaria o movimento pelo silêncio.
Ao longo da conversa, fica claro que o negócio e a maternidade cresceram juntos, um sustentando o outro. A gravidez precoce de Kelly não interrompeu o trabalho, reconfigurou a parceria. A mudança de Jamaica para Dracena não foi fuga, foi escolha de futuro. Para as duas, o passado serve exatamente para explicar por que 18 anos juntas só fizeram aumentar o respeito.
Onde encontrar
Jaqueline e Kelly atendem em Dracena, SP, dentro da clínica BEBA. Para agendar ou acompanhar o trabalho das meninas, siga no Instagram: @esmalteriajk.nails, @kellycristina.nails e @jaquelineferreiratura.
Resumo do episódio
Jaqueline e Kelly trabalham juntas há 18 anos sem uma briga sequer, começando de casa em casa em Jamaica e chegando a um espaço na clínica BEBA em Dracena. O episódio revela como a maternidade precoce, a amizade inabalável e a comunicação clara sustentaram o crescimento de um negócio de esmalteria através de três fases distintas, transformando necessidade em profissão e profissão em história de vida.
Principais aprendizados
- A comunicação clara e a divisão explícita de responsabilidades são a base para uma sociedade de longa duração sem atritos.
- Uma zona de conforto de 13 anos pode se tornar um freio, e reconhecer quando é hora de crescer exige coragem para mudança.
- O boca a boca e a qualidade do trabalho são suficientes para construir uma clientela fiel desde o atendimento residencial.
- A presença em um ambiente que oferece serviços complementares gera indicações mútuas e amplia a visibilidade do negócio.
- Maternidade precoce e vida profissional podem crescer juntos quando há parceria solidária e ajustes na dinâmica do trabalho.
Perguntas respondidas neste episódio
Como Jaqueline e Kelly mantêm uma parceria sem brigas por 18 anos?
A fórmula delas é comunicação e divisão clara de responsabilidades. Cada uma compra o material da própria mesa, e quando desejam coleções conjuntas, dividem o custo. Não há conta compartilhada para gerar atrito, além de linguagem própria construída ao longo de quase duas décadas.
Como começou o negócio de esmalteria de Kelly e Jaqueline?
Kelly começou fazendo as unhas da própria mãe com uma necessaire emprestada. A mãe era perfeccionista e exigente, o que funcionou como treinamento. Quando Jaqueline ficou grávida, a tia Denice convidou Kelly para cobrir a licença materno. O que era temporário virou uma parceria de 18 anos.
Qual foi o motivo para sair do espaço na Dom Pedro e abrir na clínica BEBA?
Após 13 anos no mesmo endereço, o prédio precisava de reformas, o espaço era pequeno e as clientes pediam mais conforto. Érica, dona da clínica BEBA, ofereceu um espaço em construção dentro de sua clínica voltada para saúde e bem-estar, com psicóloga, nutricionista e esteticista, o que abriu universo de indicações mútuas.
Como a gravidez precoce de Kelly afetou o negócio?
Em vez de interromper o trabalho, a gravidez reconfigurou a parceria. Jaqueline, já fazendo unhas, abriu espaço para Kelly participar. A gravidez não foi um bloqueio, mas um ponto de virada que fortalecer a dupla e o negócio cresceu junto com a maternidade das duas.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.