#262

Do pipoco que virou aliança com a Associação dos Autistas à reinauguração do Teatro: a história de Douglas Carvalho, Secretário de Cultura | #262

31 de outubro de 2023 • 27 min de leitura

Este texto vem do episódio #262 do AdamiCast

No episódio #262 do AdamiCast, em 31 de outubro de 2023, o Secretário de Cultura e Turismo de Dracena, Douglas Carvalho (@douglas_carvalho), veio pela 3ª vez ao podcast pra contar a trajetória que começa em Rondônia, passa pelos 8 anos na Vidro Sul, pelos 6 anos como dono da Área VIP (loja de moda), pela chegada na Secretaria de Cultura do governo do Pedret como diretor, e culmina no cargo atual de secretário, no governo do André Lemos, com um mês de dezembro gigante pela frente (acender das luzes no dia 24/11 com Projeto Guri e orquestra, aniversário de Dracena nos dias 7 e 8/12 com show do Fernandinho e show do Thiago, reinauguração do Teatro Municipal no dia 16/12 com a Orquestra Sinfônica Bachianas, e Natal na Praça Artur Panozzo), e a abertura da Metamorfose, a nova casa noturna da cidade, com Marcos Rimoto, Henrique e Fernando (gêmeos de Adamantina), com o conceito de mudar a decoração a cada festa, pontos instagramáveis, e uma programação que vai de eletrônico a sertanejo, passando por rock, e ele lembra da história que ele conta com orgulho e com riso, que é a do pipoco, os fogos comprados errados no acender das luzes do ano passado, que eram pra ser silenciosos mas saíram pipocando (e assustaram os cachorros, levantaram as andorinhas da praça, e renderam críticas pesadas nas redes sociais), e segundo ele “foi um negócio a festa ela foi linda, mas ela me trouxe transtornos na hora, e teve gente criticando que absurdo soltar fogos barulhentos, mas dentro disso tudo apareceram mães da Associação dos Autistas, porque tem muitos autistas que não gostam de barulho, e no ano seguinte eu chamei a Associação pra participar do acender das luzes, e me aproximei da Meriele Pulga e da Rose, e a partir dali a gente voltou com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Dracena, e foi uma aliança que aconteceu de uma coisa que não deu tão certo mas que deu ótimos frutos, e o pipoco foi só pra chamar atenção”, e ele fala também da morte da mãe, que morreu de câncer de mama meses antes dele casar, e que foi a fase mais difícil da vida dele, e segundo ele “a fase do luto é complicada, é tudo aquilo que as pessoas falam, é exatamente isso, tem a negação, você não acredita, e minha mãe morreu, e ela sempre falava Douglas eu amo tanto, eu te amo, eu dou minha vida por você, e eu achava a maior balela do mundo, e hoje eu tenho a Liiz, e eu falo nossa, pai, você entende, você é sim, era, ela tinha razão, e algum lugar ela tá vendo e tá fazendo parte disso, se você tá aqui é por conta dela, ela tá deixando um legado também”, e ele termina dizendo que o sonho dele hoje é só se manter vivo e produzindo.

Da origem em Rondônia e dos 8 anos na Vidro Sul (de onde ele começou a trazer shows de standup pra Dracena, com Murilo Couto, Léo Lins, Gustavo Mendes e Paulinho Gogó), dos 6 anos como dono da Área VIP (comprou a loja em dezembro e foi pra São Paulo no dia 13, com medo, comprar as mercadorias sozinho), do casamento com a Lay, e do nascimento da Alice (a filha de 3 anos que adora os personagens da Disney que ele traz nos eventos)

A origem de tudo é em Rondônia, lembra ele, e a família veio pra cá quando ele ainda era criança, e ele cresceu em Dracena, e formou em administração, e trabalhou na Vidro Sul por 8 anos, e foi de dentro da Vidro Sul que ele começou a fazer o que viraria a sua marca, que é produzir evento, e segundo ele “eu comecei a trazer alguns eventos de standup aqui, não sei se vocês lembram, eu trouxe Murilo Couto, Léo Lins, aquele que imitava a Dilma lá, Gustavo Mendes, o Paulinho Gogó, toda essa galera, e aí o standup tava bem no auge, e eu comecei a trazer, e aí através dessas produções que eu fui fazendo, que eu sempre gostei, eu fui chamado pra trabalhar na Secretaria de Cultura e Turismo, numa outra gestão, do Pedret, e eu era diretor de Cultura e Turismo, fiquei por 2 anos”, e nesse meio tempo apareceu a Área VIP, a loja de moda, e segundo ele “eu sempre tive vontade de empreender, e eu fiquei sabendo que a Área VIP tava vendendo, e eu investi na Área VIP, e eu fiquei na Área VIP por 6 anos, e eu fui muito feliz, e eu tenho saudades ainda, é uma coisa que a gente tem sempre vontade de empreender, de ter algum negócio, e pra mim foi uma escola, uma lição, e a Mari já gastou lá na loja também, era cliente, eu gostava muito de comprar, e eu lembro que quando eu comprei a Área VIP eu comprei no comecinho de dezembro, e no dia 13 de dezembro eu fui pra São Paulo pro Brás, nunca ter ido na minha vida, e eu sabia que tinha que comprar um carrinho, fiquei sabendo, e lá comprei um saco de roupa, e fui sozinho, montei no ônibus de lá, e o antigo dono, o Rodolfo, passou o nome de algumas lojas, e eu fui procurando olhando lá com medo do celular ficar mostrando, mas deu tudo certo, foi uma época muito feliz da minha vida”, e nesse meio tempo ele casou com a Lay, e teve a Alice (que ele chama de Liiz), que hoje tem 3 anos, e segundo ele “ela tem 3 anos, ela ama todos os personagens que a gente traz, e eu consigo ter uma noção de que ela tá curtindo, e eu tenho certeza de que tá sendo encantador pra ela e pra muitas crianças, e eu acho que você olhar pra tua filha e ver ela feliz se encantando é uma régua pra ser secretário, tá sendo especial”, e a Área VIP foi vendida quando ele entrou de vez pra Secretaria, e segundo ele “eu vendi a Área VIP por causa da Secretaria de Cultura, porque teve uma hora que a gente tem que escolher, e tava entre a secretaria e a loja, e eu tenho minha casa, minha família, e começou a ficar muito corrido, e aí eu resolvi me dedicar só pra secretaria, e eu também sei que é uma fase, a gente não vai ser secretário de Cultura e Turismo pra sempre, e então eu resolvi me dedicar pra essa fase que eu tô vivendo, e dar o melhor”.

Do convite do André Lemos (“eu tô chamando porque eu quero que a gente faça história”), da responsabilidade de ser o 1º secretário com essa cobrança explícita do prefeito, e do estigma que ele tá tentando quebrar (evento de prefeitura não tem que ser de graça e sem qualidade)

O convite pra ser secretário veio do André Lemos, lembra ele, e foi uma ligação que mudou o rumo, e segundo ele “eu recebi o convite, e também não esperava, foi um convite pra mim inusitado, eu não esperava ser convidado como secretário, e quando o prefeito me ligou e fez o convite, ele comentou assim: olha, tô chamando porque eu quero que a gente faça história, e eu guardei isso, e eu guardei, falei nossa, eu vou trabalhar, vou me dedicar, e eu venho fazendo isso, tô bem feliz, é bom quando a gente faz alguma coisa, a gente faz com amor, com gosto, e sente orgulho, e eu sinto muito orgulho, e eu sinto felicidade em fazer isso, porque é primeiro porque eu quero tirar vários conceitos em relação a esse trabalho, primeiro que a gente sempre teve uma coisa de que evento de prefeitura nunca tem qualidade, ou que é feio, ou que enfim, vocês têm essa impressão, e as pessoas têm esse estigma, tipo ah, evento de graça é, enfim, não é de prefeitura, e tudo que é de graça normalmente tende a não ter valor, e tem esse estigma que às vezes o pessoal não valoriza, e eu quis pegar isso e mudar, e desde a primeira festa, desde o primeiro evento, eu quis que a gente fizesse festas boas, que a gente entregasse, e a gente fez a festa junina boa, e a gente fez o Natal com personagens da Disney que vieram de Orlando, com figurino de verdade, não é uma imitaçãozinha, não é aquele Mickey derretido, e vindo a minha filha, e vivenciando isso, e vendo outras crianças tendo essa possibilidade, não tem como me deixar muito feliz”, e ele sabe que a cobrança é alta, e segundo ele “a obrigação é muito maior, é mais responsabilidade, e é o último ano, 2024 é o último das eleições, e teoricamente eu não vou ter oportunidade de trabalhar com o teatro, mas vai dar certo, vai reinaugurar, e vai trazer bastante atração pra lá, e eu fico muito triste, e você tá movimentando bastante também a Praça da Matriz, e a gente consegue ajudar as entidades, e a praça tá bonita, tá iluminada, e funciona bem também”.

Do mês de dezembro gigante (acender das luzes 24/11 com Projeto Guri + coral + orquestra, aniversário de Dracena 7-8/12 com show do Fernandinho e show do Thiago, e Natal com shows diários na Praça Artur Panozzo) e da reforma do Teatro Municipal (reinauguração 16/12 com Orquestra Bachianas, fechado há anos por causa da chuva de granizo, com carpete, paredes, banheiro, palco, cortinas, coxias, cozinha planejada, camarim e poltronas novas), e do que ele quer fazer do teatro daqui pra frente (espetáculos de fora, dança, circo, circuito cultural)

O mês de dezembro que vem vai ser gigante, lembra ele, e ele já tá acelerando há mais de uma semana acordando 5h30 da manhã, e segundo ele “no dia 24 de novembro é o acender das luzes, vai ser lá na Praça Artur Panozzo, e quem vai começar vai ser o Projeto Guri, com todo um coral, e isso vai ser o coral e vai ser uma orquestra do Guri, e após o Guri vai ser um pessoal que vai ser um espetáculo daqueles bem lindos mesmo, e por isso que eu queria que todo mundo fosse, e será que as pessoas não entendem isso, eu queria que as pessoas tivessem a oportunidade, vocês não vão se arrepender, vai ser muito lindo, e aí mais ou menos por volta das 8h30 a gente vai fazer a contagem regressiva pra acender as luzes, e aí no dia 7 vai ser o show evangélico do Fernandinho, e no dia 8 vai ser o show do TMK, do Thiago, no aniversário de Dracena, e no dia 16 a reinauguração do Teatro que vai ser com a Orquestra Sinfônica Bachianas, que vai ser um negócio caramba lindo demais, e lá na Praça Artur P também na semana do Natal todos os dias vão ter shows, é pro pessoal da praça, então vai ser um final de ano bem movimentado, pô, realmente tão acelerado o negócio, e aí eu tava sem tempo, resolvi abrir um bar, não tão movimentado quanto eu queria, vou abrir um, a minha mulher falou assim você vai caçar precipício, e eu sou movido a isso, se você for analisar, dá uma impressão que dá uma canseira, e dá uma canseira sim, mas produzir é muito legal, sabe, a sensação de fazer alguma coisa é maior do que o cansaço, é muito legal, é viciante, e quando você entrega, e você fica satisfeito, e vê que as pessoas estão satisfeitas, e fala nossa, eu quero fazer melhor, eu quero fazer melhor, e é só alegria”, e ele cita os eventos que já passaram e que foram sucesso, e segundo ele “teve o Carnaval, que eu fiz morrendo de medo, falei nossa não vai dar, e aí o Pan Verão lembra que todo mundo ia pra lá, e as pessoas meu, lotou a praça, e lotou de família, de criança brincando com pai com mãe pulando marchinha de carnaval, foi a coisa mais linda, e não tem mais isso de ter um clube ou uma matinê, então foi muito bacana, e teve a Festa Junina, e o Dracena Moto Festival em parceria com o Dr. Harder, e a gente conseguiu fazer duas noites com shows bons, com bandas de renome nacional, então estamos aí produzindo, e tá sendo muito muito legal”, e o Teatro Municipal é o destaque do mês, e segundo ele “o Teatro ficou fechado por muitos anos, por causa daquela chuva de granizo, e a burocracia, e a tristeza que dá, e eu entrei como eu já tinha essa história com o Teatro dos standup, eu já sabia da importância, e foi a primeira coisa que eu queria fazer, e imagina, não dava certo, as coisas emperravam, mas tá dando certo, e toda a parte da reforma também, e às vezes é falta de funcionário, às vezes não tem que ter um engenheiro pra fazer, e não tinha, demora um pouco mais, mas quando tem boa vontade acontece, e o Teatro vai ser reinaugurado dia 16 de dezembro, e é uma reforma monstruosa, e a gente até imaginou que no começo a gente ia pintar, ia fazer um negócio, mas não, ainda mais, porque ficou fechado muito tempo, devia tá bem, ficou fechado tava muito detonado, e o Teatro tá todo com carpete, e as paredes, e o banheiro dele, e gente, é uma reforma completa, e o palco foi todo refeito, vamos fazer cortina nova, coxia nova, toda a cozinha com planejado, camarim, e vai ser um Teatro dos melhores da região com certeza, e as poltronas todas novas”, e o que ele quer fazer do Teatro a partir da reinauguração é trazer o que Dracena não tem mais há muito tempo, e segundo ele “eu tô muito ansioso pra gente começar 2024, eu quero que todo mundo faça muito evento lá, quero que produtores de fora também venham trazer espetáculos, peças de fora também, e os eventos particulares de produtoras independentes, e hoje a gente não tem como trazer nada pra cá, e faz muita falta, e tem festa que não dá certo na praça, e você precisa de um Teatro, e as meninas da dança, eu fui assistir o da Nara, do Vida em Movimento, é O Rei dos Sonhos, o nome do espetáculo dela, lindo, maravilhoso, mas tava lá na Laor Ferrari, e eu fiquei imaginando, nossa, você imagina isso dentro do Teatro, as pessoas sentadas confortadas, uma acústica diferente, meu Deus, e isso muda o espetáculo, e eu lembro que tinha aquela semana de evento que fazia, e eu ia todos os dias no Teatro, vinha peças de fora, e a gente tá voltando agora com o Circuito Cultural, e a gente fez agora no domingo que era um circo, e é muito legal, e a qualidade tá vindo muito boa, e nós vamos ter mais dois, e tem uma programação imensa pra 2024”.

Da história do pipoco (os fogos comprados errados no acender das luzes do ano passado, que eram pra ser silenciosos mas saíram barulhentos, assustaram os cachorros, levantaram as andorinhas, renderam críticas pesadas nas redes sociais, mas que viraram a aliança com a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Dracena) e da lição de que até as coisas que dão errado podem virar parcerias boas

A história do pipoco é a que ele conta com mais orgulho e mais riso, lembra ele, e foi no acender das luzes do ano passado, e segundo ele “no acender das luzes eu falei lá pro prefeito, nós idealizamos, vamos fazer o acender das luzes, e aí chamei a Maira e a Ana que trabalha comigo, que tem toda essa dinâmica de festa, são meus braços direitos lá, vamos fazer acender das luzes, e aí pegamos, vamos colocar fogos, mas não pode soltar fogos, mas a gente vai colocar aqueles fogos que é só de luz, estrérelas, mas eu nunca comprei fogos na minha vida, compramos esses fogos, e chegou no acender das luzes, e começou 5, 4, 3, 2, 1, meu Deus, pensa num pipoco, não era silencioso, era pip, não era silencioso, era pipoco, mas tem as luzinhas, sol pipoco tinha luz, mas era muito barulho, era muito alto, era pra ser silencioso, não era, e foi uma situação, e as pessoas que estavam ali, todo mundo começou a se olhar, cachorro começou a correr, as andorinhas da praça começou a voar, tudo que dorme, não foi um negócio, a festa ela foi linda, mas ela me trouxe transtornos na hora, e imagina, uma festa que você faz idealizando pra ser boa, foi muito boa por um lado, mas eu também tive críticas na rede social, que hoje você sabe, né, normal, e ali todo mundo falando que absurdo, que nem solta fogos barulhentos, tal, mas dentro disso tudo me apareceram mães da Associação dos Autistas, porque tem muitos autistas que não gostam de ouvir barulho, e tudo mais, e aí no ano seguinte eu fiz o acender das luzes, e chamei o pessoal, o pessoal da APAI, que tem um pessoal dos autistas, e foram participar do acender das luzes, e me aproximou de pessoas iguais à Alexandra, à Meriele Pulga, e à Rose, e a partir dali a gente voltou com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Dracena, e foi uma aliança que aconteceu de uma coisa que não deu tão certo, mas que deu ótimos frutos, e o pipoco foi só pra chamar atenção, a galera veio, falou não me desculpei, e claro que tem 1 milhão de pessoas que aceitou, e falou, e tem gente que não aceitou, e que eu não tenho como agradar, e nem tenho essa pretensão também, como é que esses dias, né, se nem Jesus conseguiu agradar todo mundo, imagina eu”, e a lição dele é que tudo tem um lado bom se você tá aberto, e segundo ele “eu tenho uma teoria que eu falo, que até aquilo que é pra ser ruim, Deus coloca a mão e vai ao meu favor, sempre foi assim desde que eu era criança, e dá pra tirar aprendizado também, e dá, é uma coisa que eu tenho comigo, e o pipoco virou aliança, e virou inclusão, e isso é o que importa no fim”.

Da Metamorfose, a nova casa noturna que ele tá abrindo agora (com Marcos Rimoto, Henrique e Fernando, os gêmeos de Adamantina), do conceito de mudar a decoração a cada festa, dos pontos instagramáveis, da programação variada (eletrônico, sertanejo, rock, e até o D3 nostálgico que lotou), e do segredo de empreender no entretenimento (não ter apego, surfar enquanto tá bom)

A Metamorfose é o novo empreendimento dele, lembra ele, e vai abrir agora em novembro, e segundo ele “a gente achou uma parceria legal agora que eu tô com o Marcos Rimoto, com o Henrique e com o Fernando, que são gêmeos lá de Adamantina, e a gente resolveu agora mais esse desafio de abrir a Metamorfose, vou ver como vai funcionar isso na minha vida também, com a minha casa, mas estamos felizes, e que no caso você tem mais gente pra auxiliar, e eu encontrei pessoas que entendem o meu momento, e eu tenho uma filha, então por exemplo na Vegas e na De Buenas normalmente eles ficam até 8 horas da manhã, mas eles sabem que eu vou embora umas 3h30, 4 horas, e eles conseguem entender que no dia seguinte eu tenho uma filha, e eles são solteiros, então eu percebi que isso não era uma questão, cheguei em casa, trouxe a ideia, a Lay apoiou, e vamos abrir a Metamorfose, e o nome já vem com a ideia da transformação, e a cada festa, a cada evento, a gente vai mudar decoração, e a gente vai mudar, e é temático meio que não é que ela é temático, mas por exemplo você vai hoje, ela vai ser de um jeito, mas pode ser que daqui dois meses você vai encontrar uma outra, fazendo jus ao nome, e todo mundo passa por essa transformação, e a gente tá aí em busca do que esse público quer, porque não adianta achar que o pessoal que tá saindo hoje é o pessoal que nós saímos lá na época do Raízes, e é uma galera diferente, e a gente tá aberto pra poder entender o que eles estão querendo, e modificar essa festa, e a gente quer colocar painel de LED, e quer colocar uma estrutura que não se encontra num barzinho aqui em Dracena, e quem for lá vai ter uma estrutura montada bonita, estruturada, pra realmente que ela tenha uma experiência, e tem que render foto no Instagram, e tem vários pontos instagramáveis assim pra tirar foto, e os pontos que a gente fala que vai estar sempre mudando, e os convites já estão à venda pela Ingresse, e a Cateia e a Tabacaria 018 também tão vendendo, e depois que passar o dia primeiro a gente vai entrar pro sábado, então a gente vai abrir no dia 1, no dia 4, no dia 11 e no dia 18, e o dia 11 vai ter o D3, que vem uma coisa bem de uma nostalgia, vocês iam gostar, e não é uma casa eletrônica, é uma casa noturna que vai tocar todos os estilos, e no dia 18 vai ser o Vini, que é um DJ bem famoso também”, e o segredo dele pra empreender no entretenimento é não ter apego, e segundo ele “eu acho que o empreendedorismo tem um pouco disso, a gente não tem que ter esse apego, você tem que abrir e surfar até quando ele tá sendo bom, e eu acho que não é uma empresa de família que eu tenho, eu tenho uma empresa há 20 anos, e eu acho que não é essa pegada, é uma pegada realmente de você empreender, e eu tenho uma amiga minha que ela contou que em Londrina o pessoal tinha muito essas ideias, abre uma festa, uma boate, fica por um tempo, fecha, dá um tempo, abre em outro lugar com outro nome, e a Metamorfose já vem com essa ideia dentro da balada, e o nome veio pra essa coisa da transformação, e a cada festa ela vai se transformando, e a gente vai modificar essa festa porque as pessoas estão querendo muito isso, cada vez uma novidade, e é uma ânsia que a gente tá vivendo, um momento de imediatismo, as pessoas aderem as coisas mais rápido, mas também enjoam, e você tem que tá sempre jogando novidade pra poder tá atraindo esse pessoal, e o mercado aqui em Dracena é um pouco assim, falta essas baladas, e eu acho que existe isso aqui, as pessoas que querem empreender têm que entender que essas coisas acontecem, e a gente tem que estar preparado pra isso, e a gente quer entregar sempre uma festa boa, e não vamos ficar naquela obrigação de todo sábado abrir, a gente vai abrir quando a gente acha que vai conseguir entregar uma festa boa”.

Dos bastidores da Secretaria (burocracia, planejamento anual, críticas online, e o truque dele de chamar a pessoa no reservado pra explicar), da fase mais difícil que foi a morte da mãe (câncer de mama, meses antes de casar), do sonho de “se manter vivo produzindo”, e do convite aberto pra voltar ao AdamiCast

Os bastidores da Secretaria são a parte que ninguém vê, lembra ele, e ele reclama, e segundo ele “a galera que talvez te veja promovendo os eventos te vê lá às vezes na hora de anunciar alguma coisa, acha tudo glamoroso, mas não tem ideia do como é os bastidores, tudo primeiro que a gente passa pela primeira dificuldade que quem trabalha numa empresa privada, e em prefeitura é totalmente diferente, as formas de contratação, e a burocracia ela é muito maior, é muita gente pra dar prestar conta, e é muito, e é muito mesmo, e tem que ser realmente, infelizmente tem gente que não usa o dinheiro público de uma forma correta, então não tô dizendo que não tenha que ser, é assim, só que é muito mais burocrático, e uma festa por exemplo que eu faria muito mais rápido na Metamorfose, na Vegas, e qualquer outra, não, o planejamento tem que ser muito mais longo, são meses idealizando, imaginando, pensando, contratando, orçamentos, é um trabalhão mesmo, mas eu faço com amor, e eu gosto, e eu acho que é a fase que eu mais me encontro, que eu levanto e não me sinto que eu tô trabalhando, e como que é os bastidores, porque a gente só vê o resultado, e é tenso, e briga também, a gente discorda, e eu falo das pessoas que a gente trabalha, a Maira que trabalha comigo há muitos anos, e a Maira além de trabalhar comigo, a gente estuda desde quando a gente tinha 8 anos, então quando a gente se conhece, e muito padrinhos de casamento, e décadas brigando muito, mas foi isso porque ela foi secretária na época do Pedret, e eu fui diretor dela, e hoje eu sou secretário, e ela era diretora, então a gente já tem um trabalho legal, e é correria, e é enfim, pra gente chegar naquilo que tá lá é muita coisa”, e a fase mais difícil da vida dele foi a morte da mãe, e segundo ele “foi a morte da minha mãe, com certeza, com certeza, foi a fase mais difícil, foi a fase que a minha mãe morreu de câncer de mama, então foi uma fase ruim, bem ruim, ah tenebrosa, doença né, e acaba não só com a pessoa mas com a família, e eu sempre resumidamente eu falo que tava tudo bem na minha vida, e tava uma fase boa também, e uma hora ou outra a impressão que você tem é que a morte bate na sua porta, e você precisa conviver com isso, porque é a doença, a doença entrou na minha casa, e eu gente teve que conviver com essa doença, então são exames, são medos, insegurança, é a pessoa perdendo o cabelo, é você sendo forte, e a pessoa sendo forte pra você também, e a mãe também quer ser forte pro filho, e aquela coisa, então foi um ano muito difícil, e ela acabou falecendo, e acho que isso é a pior coisa que aconteceu na minha vida, é um ano de sofrimento, e um ano de medo, e fiquei muito medo, e graças a Deus eu não tenho depressão, mas foi um ano que as coisas depois que a minha mãe morreu ficou uma coisa muito confusa por um tempo, e eu também não consegui entender muito, e eu ia nos lugares, e as pessoas falavam que eu não sorria igual, que eu não tava igual, e eu percebia que não tava igual, e a fase do luto é complicada, e é tudo aquilo que as pessoas falam, é exatamente isso, tem a negação, você não acredita, e minha mãe morreu se meses antes de eu casar, então a gente treinava a entrada na igreja, por exemplo, e viver esse momento que não foi exatamente do jeito que a gente planejou, e sonhou, e planejou, e sonhou, mas é isso é superação, e é entender que faz parte da vida, e por mais que doa, é a ordem natural, e minha mãe sempre falava Douglas eu amo tanto, eu te amo, eu dou minha vida por você, e eu achava a maior balela do mundo, e hoje eu tenho a Liiz, e eu falo nossa, pai, você entende, você é sim, era, ela tinha razão, são coisas que mas são fases, e a vida é assim, e depois que você vira paz, você começa a entender tudo o que ela realmente é, amor incondicional, e eu queria que ela tivesse viva, porque muita coisa que eu vivo hoje com a Liiz eu gostaria tanto de chegar nela e falar nossa, você tinha razão, e algum lugar tá ela tá vendo, e tá fazendo parte disso, afinal se você tá aqui é por conta dela, e ela tá deixando um legado também, ela faz parte, com certeza”, e o sonho dele hoje é só se manter produzindo, e segundo ele “meu próximo sonho, eu acho que é me manter na minha profissão, me manter ativo, me manter produzindo, é o principal, e eu espero vir mais vezes aqui contar mais novidades, e que os nossos caminhos se encontrem mais vezes, e a porta tá sempre aberta, e como eu falo pra todo mundo que passa por aqui, todo mundo que passa por aqui deixa um presente pra gente, e algum momento a gente vai lembrar da conversa, e vai nos inspirar”.

Onde encontrar

O Douglas Carvalho é Secretário de Cultura e Turismo de Dracena, SP, e os trabalhos da Secretaria podem ser acompanhados pelo Instagram @douglas_carvalho, e os eventos da cidade saem também no Instagram da Prefeitura de Dracena, e os ingressos da Metamorfose tão na plataforma Ingresse, e também na Cateia e na Tabacaria 018, em Dracena, e a reinauguração do Teatro Municipal de Dracena tá marcada pro dia 16 de dezembro de 2023 com a Orquestra Sinfônica Bachianas, e o Acender das Luzes de Natal é no dia 24 de novembro na Praça Artur Panozzo, e o show do Fernandinho é no dia 7/12, e o show do Thiago é no dia 8/12 no aniversário de Dracena, e a pipoca história dos fogos comprados errados que virou aliança com a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Dracena é a memória que ele carrega com mais carinho da gestão, e a frase que ele mais repete é que o sonho dele é se manter vivo e produzindo, e a frase que ele lembra da mãe é Douglas eu amo tanto, eu te amo, eu dou minha vida por você, e ele confessa que achava a maior balela do mundo, e hoje, com a Alice de 3 anos, ele entende que ela tinha razão, e a esposa dele é a Lay, que é o grande apoio por trás de tudo, e a equipe da Secretaria (Maira, Ana, Marlee, Rogério) também é citada por ele como fundamental, e o convite dele é sempre aberto, e o Douglas deixou a porta aberta pra voltar ao AdamiCast sempre que pintar uma novidade, e o bate-papo inteiro com o Douglas Carvalho tá no YouTube e no Spotify do AdamiCast, e o link tá na descrição.

Resumo do episódio

Douglas Carvalho, Secretário de Cultura de Dracena, conta sua trajetória desde Rondônia até a gestão atual no governo André Lemos, passando por 8 anos na Vidro Sul, 6 anos como dono da Área VIP e 2 anos como diretor de Cultura. Ele detalha os eventos de dezembro (acender das luzes, aniversário de Dracena, reinauguração do Teatro Municipal com Orquestra Bachianas), a abertura da Metamorfose (casa noturna com Marcos Rimoto e gêmeos de Adamantina), a história do pipoco que gerou aliança com a Associação dos Autistas, a perda da mãe por câncer de mama e seu sonho atual de se manter produzindo.

Principais aprendizados

  • O estigma de eventos de prefeitura serem de má qualidade pode ser quebrado com planejamento e execução cuidadosa desde o primeiro evento.
  • Parcerias inesperadas podem surgir de situações que saem erradas se você estiver aberto a escutar críticas construtivas.
  • A burocracia em prefeituras é muito maior que em empresas privadas, exigindo planejamento longo com meses de antecedência.
  • No empreendedorismo de entretenimento, não ter apego ao negócio e surfar o momento enquanto está bom é essencial para adaptação.
  • O luto é um processo de negação, confusão e ressignificação que muda a percepção sobre o amor incondicional.

Perguntas respondidas neste episódio

Como quebrar o estigma de evento de prefeitura ser de má qualidade?

Desde o primeiro evento, é necessário fazer festas boas e entregar de verdade. Douglas trouxe a Festa Junina de qualidade e o Natal com personagens de Disney vindos de Orlando com figurino verdadeiro, não imitações, para mudar a impressão de que tudo de graça não tem valor.

O que foi a história do pipoco e qual sua lição?

Fogos comprados para o acender das luzes eram para ser silenciosos mas saíram barulhentos, assustando cachorros e gerando críticas nas redes. Mães da Associação dos Autistas se aproximaram dele, e no ano seguinte convidou a APAI para participar, gerando aliança e inclusão a partir de algo que deu errado.

Qual a diferença de burocracia entre prefeitura e empresa privada?

Em prefeitura, as formas de contratação são totalmente diferentes, a burocracia é muito maior, há muitos órgãos para prestar contas, e o planejamento de uma festa leva meses com orçamentos e muitos processos, enquanto em empresa privada seria feito muito mais rápido.

Qual é o segredo de empreender bem no entretenimento?

Não ter apego ao negócio, surfar enquanto está sendo bom e estar preparado para mudanças. Douglas abrir e fechar conforme a qualidade permite, entendendo que o mercado de entretenimento exige constantes renovações e adaptações ao gosto do público.

Como o luto influenciou a compreensão sobre amor incondicional?

A morte da mãe por câncer de mama meses antes do casamento foi a fase mais difícil. Ela sempre dizia Douglas eu amo tanto, eu te amo, eu dou minha vida por você, frase que ele achava balela mas que agora compreende como verdade ao ter filha própria e perceber o amor incondicional.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.