No episódio #244 do AdamiCast, em 22 de agosto de 2023, Valéria Keiko Sakate, Coach, contou a história que começa com uma menina de Panorama, no interior de São Paulo, que ganhou aula de matemática e física do pai da melhor amiga, e que foi fazer Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações em Lins, e que foi a primeira mulher a entrar no grupo de manutenção do Grupo Bertin, e que ficou 9 anos na empresa, e que participou da fusão com a JBS, e que foi pra Odebrecht, e que foi demitida num processo conturbado com um diretor, e que voltou pra Dracena “extremamente estressada”, e que conheceu um casal de uma igreja que reconstruiu o Pilar espiritual, e que se batizou, e que fez formação em Coach com a irmã Elisa, e que transformou carreira, e que tá levando um ônibus com 46 pessoas de Dracena pro Allianz Parks, em São Paulo, no dia 7 de setembro, pra ver o Paulo Vieira ao vivo. Foi uma conversa de mais de 2 horas, passando pela estagiária que abria painel o dia inteiro e tinha calo no dedo, pelo furo oblongo da peneira, pela arruela de pressão que era “tortinha mesmo”, pela sala de 300 alunos da engenharia que formou 20 a 30, e pela frase que ela mais repete, de que tempo é vida, não é dinheiro.
Da menina de Panorama que o pai da melhor amiga ensinava matemática e física à Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações em Lins
A Valéria cresceu em Panorama, no interior de São Paulo, e a infância era regional, lembra ela, com o pai enchendo a caminhonete com 15 crianças pra descer o rio, e as viagens sendo pra Tupã pra casa dos avós, e ela quase sem vivência de outros lugares. A melhor amiga é a Diana Galha Bordin, até hoje, e o pai da Diana era engenheiro civil e dava aula de matemática e física pras duas, e a Valéria começou a se apaixonar ainda mais pela área de exatas, e quanto mais incentivo uma criança tem, segundo ela, mais ela se dedica, porque o cérebro trabalha através de reconhecimento, e nada melhor do que reconhecer uma criança e dar valor pra ela. Aí as duas foram as únicas da turma do colegial a escolher engenharia, e a Diana foi pra Campinas, e a Valéria foi pra Lins, e ela fez Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações, no meio do boom da compra da empresa, e ela estudou 2 anos e meio, e lembra que “nada é eterno, gente”, e que o boom caiu depois, e ela formou numa sala de 300, e a turma que ia formando em 5 anos ia virando 7, 9, 10, e o máximo que ela já viu foi 15 anos pra formar.
Da estagiária que abria painel o dia inteiro e tinha calo no dedo à supervisora de planejamento da unidade de Lins, e o projeto piloto com o Adelir
Quando a Valéria entrou como estagiária na primeira empresa, lembra ela, era no Grupo Bertin, em Lins, e estagiário faz tudo, e ela abria painel o dia inteiro, e no final do dia tinha calo no dedo de tanto abrir e fechar, e foi com essa interação com a manutenção que ela começou a se identificar com a parte de planejamento, e saiu da parte efetiva de supervisão de mecânica e elétrica, e com 1 ano de casa assumiu a supervisão de planejamento da unidade de Lins. E aí veio o Adelir, o gestor da AmBev, e começou a passar muito conteúdo, e começou uma fase de transformação que a Valéria viveu junto com ele, e depois de 1 ano e meio da implantação na unidade de Lins veio a disponibilidade de começar a atuar nas outras empresas pra implantar o modelo de Lins, e ela virou Staff, o braço direito do Adelir, e ficou responsável por 17 unidades do Brasil, e conheceu o Brasil todo pelo Grupo Bertin, e o primeiro voo da vida dela foi pra Rio Grande do Sul, e a equipe zoava ela, e ela era a única mulher do time de manutenção do corporativo, e lembra que antes do projeto não existia ordem de serviço, não existia preditiva, não existia preventiva, e era só corretiva urgente, e o prejuízo era gigantesco, e ela ajudou a montar o sistema, e foi efetivada depois de 1 ano.
Da “primeira mulher a entrar no grupo de manutenção do Bertin” ao furo oblongo e à arruela de pressão, e dos 9 anos na empresa
A Valéria, segundo ela, foi a primeira mulher a entrar no grupo de manutenção do Grupo Bertin, e ela sofreu preconceito, não de forma generalizada, lembra ela, mas de algumas pessoas com supervisão por tempo de casa, sem formação, e com idade mais avançada, e elas falavam que mulher não servia pra trabalhar em manutenção, e “chega mulher nova ainda”, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no bate-papo, é que ela lidou com isso com o tempo. E ela fazia coisas “muito idiota” no começo, lembra ela, e ri até hoje: o engenheiro mecânico pediu pra ela escolher o tipo de peneira, e ela escolheu uma com furo redondinho, e ele falou que tinha que ser oblongo, e ela nunca tinha ouvido falar, e foi pesquisar no computador de comer (como ela chama o PC), e também foi zoada por anos porque quando pediram pra ela pegar uma arruela de pressão, ela falou que não dava porque tava tudo quebrado, e era a arruela que era tortinha mesmo, e quando você aperta ela desce e faz pressão pro parafuso não soltar. E no final, lembra ela, ninguém saiu como inimigo, e hoje os que a zoavam são super amigos, e ela encontrou um deles por acaso no Frango Assado voltando de São Paulo, depois de não ver há mais de 10 anos, e os dois com a esposa dele, e foi um abraço que ela não esperava.
Da fusão com a JBS e a proposta da Odebrecht ao “cheguei em Dracena extremamente estressada, e a filha mais nova Ágata que ainda não tinha”
A Valéria ficou 9 anos no Grupo Bertin, lembra ela, e participou da fusão com a JBS, e chegou num ponto que ela tava num estado de estafa, e queria muito mudar, e recebeu uma proposta da Odebrecht, e foi fazer entrevista nas férias, e quando voltou pediu pra conversar com o gestor, e ele nunca conseguia agendar, e ela foi direta: “vou pedir conta”. No dia que ela pediu conta, no dia seguinte ele tava lá, e era uma pessoa que ela ama e admira muito, e ela devia ter agradecido mais, e ela tem gratidão pela vida dele, e ele transformou a vida dela, e a pivete prepotente recém-formada que chegou lá saiu entendendo que não sabia de tudo, e foi pra Odebrecht, e ficou quase 2 anos, e acabou num processo conturbado com um diretor, e foi demitida. Aí ela voltou pra Dracena extremamente estressada, e falou “vou ficar 2 anos pra consertar algumas coisas na minha vida, principalmente da minha filha mais velha, que eu não tinha” (a Bruna), e a filha mais nova, a Ágata, ainda não tinha chegado, e ela ficou parada os 2 anos, e ajudou a mãe, e fez tratamento, e começou a perceber que ela trabalhava de forma tão frenética que sair às 6 da tarde parecia matar alguém, e ela tinha conseguido alavancagem profissional, mas tinha trazido um peso muito grande pros filhos, pro conjugal, pra saúde, e que o braço não aguenta mais, e que a gente precisa ser sistêmico, e que o Pilar espiritual tava detonado.
Da igreja que reconstruiu o Pilar espiritual ao batismo e à formação em Coach com a irmã Elisa, e os 12 Pilares da vida
Quando a Valéria chegou em Dracena, lembra ela, ela conheceu um casal de uma igreja e começou a frequentar mais a própria, e o Pilar espiritual tava tão detonada que ela ia na igreja 1 vez por mês pra “cumprir tabela”, pra não sentir culpa, e aí ela começou a descobrir essa outra vertente, de fazer leitura, de fazer oração, e ela se batizou. Aí veio o processo de Coach, e ela fez o método CIS, e a irmã Elisa foi com ela, e a intenção inicial era aplicar principalmente na empresa, mas o estratégico que define o que vai ser feito ou não, e aí ela começou a aplicar em empresas, e fez a grade Green inteira, e a grade Gold, e fez o ML5, que é voltado pra gestão de pessoas, processos e gestão, e os 3 pilares que toda empresa precisa pra ter alavancagem, e ela descobriu que essas ferramentas que pareciam “coisa de gente louca”, quando ela aplicava num grupo de mulheres ou no coaching individual, traziam muita transformação, e transformação de crenças, e a crença de “tempo é dinheiro” virava “tempo é vida”, e a pessoa começa a valorizar o próprio tempo, e o gatilho de “vale a pena eu usar meu tempo pra isso” muda tudo. A Valéria trabalha com os 12 Pilares da vida, segundo ela, que são o Pilar social, o familiar, o conjugal, o filhos, o parentes (pais), o emocional, o intelectual, o profissional (e mais alguns), e quando esses 12 Pilares são harmônicos, a roda da vida roda, e quando ela tiver numa correnteza e cansar, ela tem o social, o espiritual, o familiar que vão sustentar, e é isso que o Coach faz, crescer e contribuir, e é o que ela mais fala, e o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast.
Da 1ª palestra que deu vontade de ir no banheiro à chamada da Neli e ao contrato com 4 empresas, e o ônibus pra São Paulo no dia 7/09
A primeira palestra da Valéria como Coach, lembra ela, foi pra mulheres, na associação comercial, e a Neli (da associação comercial de Dracena) que veio chamar ela, e a Valéria topou “até meio que sem pensar”, e quando viu aquele monte de mulher teve vontade de ir no banheiro, foi a primeira vez que palestrou pra somente mulheres (e o Pedro lembrou que ela tem facilidade com homens, dos treinamentos pra mecânicos e diretores, e não pra mulheres, e por isso a ansiedade), e a Neli nem sabia disso, e ficou sabendo agora. E nessa palestra, lembra ela, uma pessoa veio conversar com ela, e ela fechou contrato com 4 empresas, e isso porque ninguém compra da empresa, a pessoa compra da Maria, compra do Pedro, compra do José, e a gente é feito de conexão, e o que funciona é o 1 a 1. E a Valéria é publicitária de formação, segundo o Pedro, e ela sempre fala que a propaganda amplifica o que você é, e se você não tem processo bom dentro da empresa, não adianta fazer propaganda em cima, e o teorema da satisfação diz que a satisfação é igual a expectativa menos a percepção, e se a propaganda gera alta expectativa e o atendimento é ruim, a conta fica negativa. E o próximo passo, lembra ela, é o ônibus com 46 pessoas de Dracena no dia 7 de setembro, pro Allianz Parks, em São Paulo, pra ver o Paulo Vieira, a Camila Vieira, a Júlia Vieira, o Tirullipa, e o C.Sense num evento com 33 mil pessoas, e que vai ser 8 horas, e a estratosfera vai ser outra, e São Paulo vai mudar, e quem for vai mudar também.
Onde encontrar
A Valéria Keiko Sakate atende como Coach em Dracena, SP, com formação em Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações, e com 9 anos de Grupo Bertin, e quase 2 de Odebrecht, e 12 anos no mercado corporativo, e 2 anos “consertando a vida” em Dracena, e com a formação em Coach pelo método CIS, e com a grade Green, Gold e ML5, e com os 12 Pilares da vida, e com a crença transformada de que “tempo é vida, não é dinheiro”, e com o ônibus de 46 pessoas de Dracena pro Allianz Parks no dia 7 de setembro de 2023. Acompanhe pelo Instagram da Valéria @valeriasakatecoach. Se você quer contratar Coach, segundo a Valéria, o que vale é o 1 a 1, e segundo ela, é o que ela mais aprendeu, e segundo ela, é o que o Pedro e a Mariana, segundo ela, mais admiram no AdamiCast, de que a propaganda amplifica o que você é, e de que a satisfação é igual à expectativa menos a percepção, e de que a roda da vida só roda quando os 12 Pilares estão harmônicos.
Resumo do episódio
Valéria Keiko Sakate, engenheira elétrica que trabalhou 9 anos no Grupo Bertin como primeira mulher no time de manutenção e depois na Odebrecht, compartilha sua trajetória até se tornar Coach. Após um período de estafa e demissão, ela se dedicou à reconstrução espiritual e pessoal em Dracena, formando-se em coaching pelo método CIS e descobrindo ferramentas que transformam crenças sobre tempo e vida. O aprendizado central é que equilíbrio nos 12 pilares da vida sustenta a pessoa nas dificuldades, e que relacionamento 1 a 1 é mais eficaz que propaganda.
Principais aprendizados
- Quanto mais reconhecimento uma criança recebe, mais ela se dedica porque o cérebro trabalha através de reconhecimento.
- A primeira mulher em grupo de manutenção enfrentou preconceito de supervisores sem formação, mas conseguiu transformar relacionamentos com o tempo.
- Sair de carreira para reconstruir a vida pessoal é possível quando se percebe que a alavancagem profissional trouxe peso demais para filhos e conjugal.
- Os 12 Pilares da vida quando harmônicos sustentam a pessoa durante dificuldades, como uma roda que roda mesmo em correnteza.
- A crença de que tempo é dinheiro muda para tempo é vida quando se aplica coaching, alterando como a pessoa valoriza e usa seu tempo.
Perguntas respondidas neste episódio
Como funciona o coaching com os 12 Pilares da vida?
O coaching trabalha com 12 pilares que incluem social, familiar, conjugal, filhos, parentes, emocional, intelectual e profissional. Quando esses pilares estão harmônicos, a roda da vida roda. Se a pessoa cansar numa correnteza, os pilares como social, espiritual e familiar sustentam. O coach ajuda a crescer e contribuir através desse equilíbrio.
Qual era o trabalho de manutenção antes do projeto de planejamento?
Antes do projeto não existia ordem de serviço, preditiva ou preventiva. Era apenas manutenção corretiva urgente, o que gerava prejuízo gigantesco. O projeto montou um sistema para transformar essa realidade nas 17 unidades do Brasil supervisionadas.
O que mudou na vida pessoal de Valéria ao retornar para Dracena?
Ao voltar estressada após demissão, ficou 2 anos parada ajudando a mãe, fazendo tratamento e percebendo que trabalhava tão freneticamente que sair às 6 da tarde parecia matar alguém. Reconheceu que tinha conseguido alavancagem profissional mas trouxe peso grande para filhos e conjugal, levando-a a reconstruir o pilar espiritual através da igreja.
Como começou a carreira de Coach de Valéria?
Fez formação em coaching pelo método CIS com a irmã Elisa, com intenção inicial de aplicar em empresas. Completou as grades Green e Gold e o curso ML5 voltado para gestão de pessoas e processos. A primeira palestra foi para mulheres na associação comercial, onde uma pessoa a convidou e ela fechou contrato com 4 empresas.
Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.