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Coimma: a história de Bruno Dancieri e José Rossafa | #160

06 de outubro de 2022 • 4 min de leitura

Este texto vem do episódio #160 do AdamiCast

Setenta e um anos depois de uma pequena oficina de conserto de carroças em Dracena, a Coimma virou referência nacional em balanças e troncos de contenção para o agronegócio. No AdamiCast, Bruno Dancieri Silveira, diretor comercial e da terceira geração da família fundadora, e José Dias Rossafa, o Zezinho, com 45 anos de casa e uma memória inesgotável de histórias, contaram como uma oficina de fundo de quintal virou empresa que exporta para mais de 16 países.

Da carroça a São Cristóvão

Tudo começou em 1951, quando o avô de Bruno, motorista de profissão, chegou a Dracena e montou, com a esposa Dona Maria, uma pequena oficina para consertar carroças, o principal meio de transporte da época do café. A devoção do fundador a São Cristóvão, depois de escapar de um acidente com os freios de um ônibus numa ponte precária, deu nome à empresa e à capela que ele construiu para cumprir a promessa. Da oficina saiu o primeiro produto de sucesso, o carrinho São Cristóvão, que levou o nome da cidade para fora antes mesmo de existir a marca Coimma.

Zezinho e os 45 anos vendendo relacionamento

José Rossafa entrou na Coimma em 1977, quase por acaso, depois que um plano de mudar de vida em Campo Grande foi interrompido pela divisão do Mato Grosso. Ficou. Começou como vendedor e se tornou, décadas depois, o supervisor nacional que ajudou a tirar a empresa do anonimato regional. A estratégia, sugerida por outro sócio, foi transformar Zezinho num vendedor de imagem, viajando o Brasil inteiro para recrutar representantes em vez de vender diretamente. Hoje a Coimma tem mais de 600 representantes espalhados pelo país, e Zezinho, mesmo aposentado das viagens, continua atuando como conselheiro e embaixador da marca.

Da tração animal à tecnologia de ponta

A conversa também passou pela evolução dos produtos: das balanças mecânicas às eletrônicas, dos troncos de contenção manuais ao Megatron, tronco operado por controle remoto que permite realizar todas as tarefas com segurança e sem estresse para o animal. O produto mais recente, fruto de uma conversa com pesquisadores da Embrapa, é uma balança autônoma que pesa o gado no próprio habitat, sem necessidade de conduzir o animal até o curral, entregando dados em tempo real direto no celular do produtor.

Profissionalizar uma empresa de família

Bruno falou sobre o processo de sucessão que a Coimma conduz há quase uma década, com protocolo de intenções, conselho de administração com membros externos e a saída gradual dos fundadores da operação direta. A empresa também aprendeu com erros: fechou negócios paralelos como a fábrica de móveis Dançar e a marca de ar condicionado Bristeque para se concentrar no que faz de melhor, o que resultou em crescimento de 40 a 50 por cento no número de funcionários, hoje perto de 270.

O que a Coimma significa para Dracena

Para os dois convidados, a empresa é maior do que a própria família fundadora. Mais de 260 famílias dependem diretamente da Coimma, sem contar fornecedores e representantes espalhados pelo Brasil e por países como Egito, Bolívia, Colômbia e China. Zezinho resumiu o espírito da conversa lembrando que uma empresa só evolui quando reconhece que precisa de gente melhor do que ela mesma, cercando-se de pessoas boas para não estacionar no tempo.

Onde encontrar

Instagram dos convidados: @dancieri2003 e @zezinho_coimma

Coimma: @coimma

Resumo do episódio

A Coimma transformou-se de uma pequena oficina de conserto de carroças fundada em 1951 em Dracena para uma empresa que exporta balanças e troncos de contenção para mais de 16 países. Fundada por um motorista devoto a São Cristóvão, a empresa evoluiu de produtos mecânicos para tecnologias de ponta como troncos com controle remoto e balanças autônomas que pesam gado sem conduzi-lo até o curral. O episódio mostra como a profissionalização com conselho administrativo, protocolo de sucessão e foco no core business levou a empresa a crescer 40 a 50 por cento em quadro de funcionários, consolidando-a como referência nacional que sustenta mais de 260 famílias.

Principais aprendizados

  • A empresa começou com um propósito pessoal: o fundador construiu uma capela para São Cristóvão após escapar de um acidente com freios de ônibus, dando nome à marca e transformando devoção em marca registrada.
  • Transformar um vendedor em embaixador da marca, em vez de vender diretamente, levou a Coimma a criar uma rede de mais de 600 representantes espalhados pelo Brasil, saindo do anonimato regional.
  • O foco em pesquisa aplicada, como a parceria com a Embrapa, resultou em inovações como a balança autônoma que coleta dados em tempo real sem movimentar o animal.
  • Profissionalizar uma empresa familiar requer protocolo de sucessão, conselho administrativo com membros externos e saída gradual dos fundadores da operação direta para evitar estacionar no tempo.
  • Fechar negócios paralelos como móveis e ar condicionado para concentrar esforços no core business resultou em crescimento de 40 a 50 por cento no número de funcionários.

Perguntas respondidas neste episódio

Como a Coimma começou e qual foi seu primeiro produto de sucesso?

A empresa nasceu em 1951 quando o avô de Bruno, motorista, montou uma pequena oficina com sua esposa Dona Maria para consertar carroças, o principal transporte da época do café. O primeiro produto de sucesso foi o carrinho São Cristóvão, que levou o nome da cidade para fora antes mesmo de existir a marca Coimma.

Como a Coimma evoluiu de produtos mecânicos para tecnologia de ponta?

A empresa partiu de balanças mecânicas e troncos de contenção manuais, evoluindo para balanças eletrônicas e o Megatron, tronco operado por controle remoto. O produto mais recente é uma balança autônoma que pesa gado no próprio habitat, entregando dados em tempo real no celular do produtor sem necessidade de curral.

Qual foi a estratégia da Coimma para expandir nacionalmente?

A empresa transformou seu vendedor em embaixador da marca que viajava pelo Brasil recrutando representantes em vez de vender diretamente. Essa estratégia resultou em mais de 600 representantes espalhados pelo país, levando a empresa a sair do anonimato regional.

Como a Coimma estruturou o processo de sucessão familiar?

A empresa conduziu um processo de profissionalização com protocolo de intenções, conselho de administração com membros externos e saída gradual dos fundadores da operação direta. Isso ajudou a empresa a crescer 40 a 50 por cento no número de funcionários e chegar perto de 270 colaboradores.

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Este texto foi gerado por Inteligência Artificial com base na transcrição do episódio do AdamiCast.